PMDB discute Eliseu Padilha na articulação política do governo

Michel Temer diz que possibilidade de troca na articulação são "cogitações". Cunha "certamente" fará indicação para algum ministério, acrescentou o vice-presidente

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que a possibilidade de o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, comandar a articulação política do governo faz parte de "cogitações" que ainda estão sendo discutidas. Ele também afirmou que o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, "certamente" ocupará um ministério.

Presidente nacional do PMDB, Temer se reuniu hoje (6) com correligionários para conversar sobre a possível mudança ministerial a ser promovida pela presidenta Dilma Rousseff. O vice-presidente não confirmou nem negou que Dilma tenha conversado com Padilha sobre ele assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), responsável pela articulação do Executivo com o Congresso.

"O que tem havido são meras cogitações, não há nada concreto. Houve cogitação, mas nenhum convite", disse, ao sair do gabinete da vice-presidência no Palácio do Planalto. Perguntado se as "cogitações" teriam partido da presidenta, Temer respondeu ter sido da "classe política". "São meras cogitações, não há nada definido", reafirmou.

A SRI é atualmente ocupada pelo ministro Pepe Vargas (PT), que assumiu o cargo no início do ano,  no segundo mandato presidencial de Dilma Rousseff. De acordo com Michel Temer, o assunto será objeto de "muitas consultas". "Tudo depende de muitas e muitíssimas consultas", declarou.

Além de Padilha, do ex-ministro Moreira Franco e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), também participou do encontro o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves, que em janeiro deixou a Casa legislativa após 44 anos como deputado federal.

O vice-presidente disse que Henrique Alves "é uma das cogitações" e que "certamente ocupará um ministério". Sobre a proposta do PMDB, encampada pelo atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de reduzir o número de ministérios, Temer afirmou que "quando houver a redução", o partido "vai colaborar" sem a "menor dúvida".

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