Colombianos rejeitam em plebiscito acordo de paz com as Farc

Apesar da grande expectativa do governo em recuperar a paz junto aos rebeldes de Havana, capital de Cuba, 50,24% dos votos seguiram o "não" contra 49,75% para o "sim"

Neste domingo (2), a população da Colômbia foi às urnas para referendar, em plebiscito, o acordo de paz assinado entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assinado no último dia 26. Entretanto, apesar da grande expectativa do governo em recuperar a paz junto aos rebeldes de Havana, capital de Cuba, 50,24% dos votos seguiram o "não" contra 49,75% para o "sim".

Um dos fatores decisivos para a rejeição do acordo foram os cerca de 40% dos eleitores que deixaram de comparecer para a votação. Parte dos contrários ao acordo feito entre governo e forças armadas afirmam que o texto redigido precisa ser esclarecido.

"O amor que levamos no coração é gigante e com nossas palavras e ações seremos capazes de alcançar a paz", tuitou as Farc após a decisão.

À época da assinatura do acordo, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que o documento era a “melhor notícia em meio de um mundo convulsionado pela guerra e violência”. Santos destacou ainda que as Farc seguirão como movimento político, mas sem uso de armas. “Trocar as armas por ideias: foi a decisão mais valente, mais inteligente.”

“O que assinamos hoje é uma declaração do povo colombiano para o mundo de que não aceitamos a guerra para defender nossas ideias. Não mais guerras. Não mais a violência, que gerou pobreza e desigualdade em campos e cidades e que tem sido um freio ao desenvolvimento da Colômbia.”

O líder das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, ressaltou que o acordo foi assinado de forma unânime entre os 207 guerrilheiros que debateram o documento durante a 10ª Conferência da Guerrilha, realizado na cidade de El Diamante, sudeste colombiano.

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