Pimentel é apontado como ‘chefe da organização’ de lavagem de dinheiro, diz revista

Governador de Minas e sua esposa são suspeitos de ter praticado os crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com reportagem. Eles negam envolvimento com irregularidades

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ser o “chefe da organização” de lavagem de dinheiro investigada pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal. É o que informa reportagem da revista Época, segundo a qual o governador e a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, podem ser enquadrados pelos crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação apura esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio de contratos públicos e consultorias de fachada.

Relatório da Polícia Federal sustenta que Pimentel recebeu “vantagem financeira indevida” no valor de R$ 299.882,05 da Diálogo Ideias e Pepper Interativa quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. “Esta última pessoa jurídica que foi contratada e recebeu valores do BNDES, por meio de contratação simulada da empresa de titularidade da companheira de Fernando Pimentel”, aponta a PF. Os investigadores suspeitam que a mulher de Pimentel seja “sócia oculta” da Pepper, que recebeu R$ 500 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social entre 2013 e 2014. No mesmo período, de acordo com os policiais, a empresa repassou R$ 236.882,05 a Carolina.

De acordo com as investigações, Carolina Oliveira mantinha uma empresa, a Oli Comunicação, com apenas um funcionário. Todos os seus clientes,  no entanto, tinham negócios diretos ou indiretos com o BNDES, banco subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que seu marido chefiava à época. Segundo a revista, a Oli também recebeu R$ 75 mil do consultor Mário Rosa para prestar serviços de assessoria de imprensa. O jornalista é sócio do empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, amigo pessoal de Pimentel e um dos principais alvos da Operação Acrônimo. O empresário é suspeito de ser o intermediário do esquema de lavagem de dinheiro. Ele pagou despesas no valor de R$ 12 mil para Pimentel e a esposa em um resort na Bahia, em novembro de 2013.

A defesa do governador admite que ele não pagou a conta no resort, mas diz que o presente foi dado a Carolina pela namorada de Bené, de quem era amiga, como crédito que ela tinha no hotel. O empresário motivo as investigações da PF sobre a campanha do governador ao ser flagrado, em um avião particular, com R$ 113 mil em dinheiro durante a eleição. Pimentel e Carolina negam qualquer irregularidade nos pagamentos e dizem que jamais receberam vantagens indevidas.

Leia a reportagem da revista Época

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