PGR pede arquivamento de inquérito contra Lindbergh na Lava Jato

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) foi mencionado na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. No pedido ao STF, Janot afirma não haver elementos suficientes que comprovem participação do parlamentar

 

 

O procurador-geral da Repúblico, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito que investiga o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) no âmbito da Operação Lava Jato, que apura o envolvimento de políticos no esquema de corrupção da Petrobras. Para Janot, não há “elementos suficientes para a deflagração de ação penal”.

O senador foi mencionado na delação premiada do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que afirmou que Lindbergh  pediu R$ 2 milhões para sua campanha ao Senado, em 2010. De acordo com o ex-diretor de abastecimento, o dinheiro foi repassado pelo doleiro Alberto Youssef.

A Polícia Federal já havia pedido o arquivamento do caso em novembro do ano passado. Seguindo o mesmo entendimento, Janot escreveu em seu despacho: “Os resultados das diligências realizadas, conquanto não infirmem as mencionadas declarações, não foram capazes de reforçá-las, persistindo até mesmo dúvidas em relação a circunstâncias essenciais dos fatos aqui versados, tais como o local da primeira reunião entre o investigado e o ex-diretor da petrolífera e a suposta pessoa que teria repassado os dois milhões de reais”, disse Janot.

O inquérito foi autorizado pelo ministro Teori Zavascki, que relatava a Operação lava Jato na Corte, em março de 2015. A investigação apurava o envolvimento do congressista em crimes de corrupção passiva e crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos ou valores. Com a morte do ministro Teori Zavascki em acidente aéreo na última quinta-feira (19), o caso agora precisa aguardar definição do novo relator para decidir sobre o arquivamento.

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