PF prende Paulo Vieira de Souza; ex-diretor da Dersa é acusado de corrupção nas obras do Rodoanel

 

A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (6), o ex-diretor da empresa estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) Paulo Vieira da Souza, conhecido como Paulo Preto. O empresário, apontado como operador do PSDB de São Paulo em esquemas de corrupção, foi preso por decisão da 5ª Vara Criminal Federal, que também pediu a prisão de outras quatro pessoas e expediu mandado de busca e apreensão na casa de Paulo Preto. O ex-diretor da Dersa é acusado de participar de esquema de corrupção na construção do trecho sul do Rodoanel.

No fim do mês passado, Paulo Preto foi alvo da primeira denúncia da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) da Operação Lava Jato em São Paulo. Segundo nota da defesa (leia íntegra abaixo), a prisão é uma "medida arbitrária" e não está relacionada à Lava Jato.

<< Ministério Público faz primeira denúncia da Operação Lava Jato em São Paulo

O ex-diretor foi alvo da primeira denúncia da Lava Jato em São Paulo, apresentada pelo MPF no dia 22 de março. Ele é acusado de desviar mais de R$ 7 milhões, em valores da época, em recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas para obras viárias em São Paulo. Entre as obras investigadas e apontadas na denúncia estava a construção do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da Avenida Jacu Pêssego e a nova Marginal Tietê. Além de Paulo Preto, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo órgão. Esta é a primeira denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo.

Paulo Preto é apontado como operador do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, senador José Serra (PSDB). O empresário foi citado por diversos delatores da Lava Jato por cobrar propina nas obras do trecho sul do Rodoanel.

Leia a íntegra da nota da defesa de Paulo Vieira de Souza:

A defesa do engenheiro Paulo Vieira de Souza, representada pelos advogados Daniel Bialski e José Roberto Santoro, informa que a prisão do ex-diretor de Engenharia do Dersa - nos governos Geraldo Alckmin e José Serra -não tem qualquer relação com a Lava Jato.

A prisão foi decretada no âmbito de processo sobre supostas irregularidades ocorridas em desapropriações para construção do Rodoanel Sul.

No entendimento da defesa, trata-se de uma medida arbitária, sem fundamentos legais, além de desnecessária diante do perfil e da rotina do investigado, sempre à disposição da Justiça.

*Matéria atualizada às 9h56 para correções e acréscimo de informações

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