PF prende os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez

Ao todo, 12 mandados de prisões preventivas e temporárias e 38 buscas e apreensões estão sendo cumpridos. Além dos presidentes das empreiteiras, dois executivos da Odebrecht já foram presos

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na sede da construtora Odebrecht, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (19). Nesta 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes, os agentes buscam documentos e mídias que possam auxiliar nas investigações. O presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e os executivos Márcio Farias e Rogério Araújo já foram presos. As informações são do jornal O Globo.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de prisões preventivas e temporárias e 38 buscas e apreensões em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, também foi preso. Além dele, outros dois executivos de sua empreiteira, Paulo Dalmaso e Elton Negrão, são alvos dos mandados.  Todos eles serão levados à Superintendência da PF, em Curitiba.

As duas empreiteiras são investigadas por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Segundo a Polícia Federal, tanto a Odebrecht como a Andrade Gutierrez são suspeitas de corrupção, formação de cartel, fraude a licitações, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. No entanto, nenhum dirigente foi ainda interrogado.

A Odebrecht, maior empreiteira do país, entregou em maio uma petição à Polícia Federal em Curitiba. A empresa procurou responder questionamentos feitos pela Lava Jato sobre eventual envolvimento de seus executivos no esquema de propina da estatal entre 2003 e 2014.

No documento, a empreiteira afirma que “não participa de esquemas ilícitos, menos ainda com a finalidade de pagar vantagens indevidas a servidores públicos ou executivos de empresas estatais”. Ela ainda negou com veemência suspeitas sobre contratos com a Petrobras.

Os executivos Márcio Farias e Rogério Araújo, presos na manhã de hoje, foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em depoimento de delação premiada. Paulo Roberto Costa afirmou que recebeu US$ 31,5 milhões em propina da Odebrecht. Em nota, a empresa negou as acusações e disse ser alvo de “calúnia”.

Confirma a integra da reportagem de O Globo

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