PF prende deputado e faz busca em casa e gabinete do governador de MT

PF prendeu o deputado José Riva (PSD) e ex-secretário Éder Moraes (PMDB); etapa da operação atinge governador de Mato Grosso, prefeito de Cuiabá e empresários

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (20) o deputado de Mato Grosso José Riva (PSD) e o ex-secretário estadual da Copa do Mundo Éder de Moraes Dias. Os agentes ainda fizeram busca e apreensão nas casas e gabinetes do governador Silval Barbosa (PMDB) e do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) . Eles são alvos da quinta fase da Operação Ararath, iniciada em novembro de 2013 pela PF para apurar crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo factorings.

Considerado um dos políticos mais processados do Brasil, Riva foi presidente e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa (AL-MT). Alvo de mais de cem ações por suposto esquema de desvios e apropriação de dinheiro do Legislativo local, ele está afastado do comando do órgão por ordem judicial.

Na gestão do então governador Blairo Maggi (PR-MT), hoje senador licenciado, Moraes foi secretário da Fazenda, da Casa Civil e da Agecopa, a agência de execução dos projetos da Copa, posteriormente transformada em secretaria. Também foi representante do governo mato-grossense em Brasília. Recentemente, anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PMDB.

A PF também realizou busca e apreensão nas casas e gabinetes de Silval Barbosa, que foi vice de Blairo Maggi, e do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. A casa do ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo de Almeida, também foi alvo de mandado de busca e apreensão, além das sedes da Assembleia de Mato Grosso e da prefeitura da capital.

A operação também atinge empresários e advogados. A polícia confirmou a apreensão de pouco mais de R$ 126 milhões em notas promissórias e cheques durante o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça para a quarta etapa da operação "Ararath", deflagrada em fevereiro. O caso está sob sigilo.

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