PF nega inquérito sobre suposto caixa 2 em compra de jato usado por Eduardo

Polícia Federal informou que apuração depende de pedido ou autorização da Justiça eleitoral e que inquérito em andamento se limita a descobrir causa da queda

A Polícia Federal (PF) emitiu nota terça-feira (26) para afirmar que só vai apurar suposto caixa dois na compra do jato que caiu com o presidenciável Eduardo Campos (PSB) se houver pedido ou autorização da Justiça eleitoral. No último domingo (24), o jornal Folha de S. Paulo divulgou que a PF apuraria o caso.

De acordo com a reportagem, o avião pertence ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar que está em recuperação judicial. No dia 15 de maio deste ano, um empresário de Pernambuco e amigo de Campos, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou compromisso de compra da aeronave e posteriormente indicou as empresas BR Par e a Bandeirantes Pneus para a assumir dívidas de US$ 7 milhões junto à Cesnna.

Conforme o jornal, além do limbo jurídico sobre quem é o dono do avião, há também suspeitas de crime eleitoral. Para justificar o uso do jatinho perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo a reportagem, a campanha do PSB precisaria apresentar em sua prestação de contas documentos que não existem.

Na nota, a PF informou ter instaurado inquérito no último dia 13 para apurar as causas do acidente aéreo em que morreu Eduardo Campos e outras seis pessoas.

 

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