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PF investiga se PTB e Solidariedade têm ligação com fraudes em repasses do Ministério do Trabalho

 

 

Aliados do Solidariedade e do PTB teriam sido responsáveis pela efetivação de repasses e pela destinação de um montante de quase R$ 500 milhões do Ministério do Trabalho, de acordo com reportagem do jornal O Globo. A Polícia Federal (PF) investiga os contratos.

A Controladoria Geral da União (CGU) já havia identificado três casos suspeitos de irregularidades. A suspeita é de fraude na liberação de contribuições sindicais a entidades e centrais.

Segundo a reportagem, a nova apuração da PF está focada na fase em que entidades buscam ressarcimento de contribuições sindicais depositadas na Caixa Econômica Federal, em conta com cerca de R$ 500 milhões. Este dinheiro é uma espécie de resíduo de contribuições sindicais em razão de falhas nas guias de recolhimento.

Pessoas ligadas a Paulinho da Força, do Solidariedade, e Jovair Arantes, do PTB, são apontadas como responsáveis por destravar a liberação dos recursos. Em pelo menos um caso, a entidade beneficiada pelos recursos é controlada por um dirigente do Solidariedade. Trata-se da a Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade da Bahia, Sergipe e Alagoas (FETTHEBASA).

A investigação é uma continuação da iniciada com a operação Registro Espúrio. A operação da PF – que já levou para a prisão apadrinhados de lideranças do PTB na Câmara – também teve como alvo a deputada Cristiane Brasil(PTB-RJ), que teve seu gabinete na Câmara vasculhado por agentes da corporação.

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Mesmo sem ter tomado posse, o grupo da deputada Cristiane e seu pai, Roberto Jefferson, o presidente nacional do partido, controlavam de forma efetiva o Ministério do Trabalho, de acordo com funcionários do alto escalão da Pasta. Ambos decidiam sobre nomeações e exonerações de funcionários, além de ações e medidas administrativas.

No mês passado, a Polícia Federal cumpriu 20 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão durante a Operação Registro Espúrio, que investiga o esquema de corrupção na liberação de registros sindicais no Trabalho. Entre os alvos das diligências, Jefferson; o deputado Jovair Arantes, vice-líder do PTB; e os deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Wilson Filho (PTB-PB).

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