PF investiga ameaças de morte a senadores pró e contra o impeachment de Dilma

Agressões foram feitas por meio de redes sociais, emails e mensagens de celular desde que a presidente Dilma começou a ser julgada no Senado. Além de Otto Alencar e Aécio Neves (foto), Antonio Anastasia e Eunício Oliveira também receberam ameaças

A Polícia Federal começou a investigar uma série de ameaças recebidas por vários senadores e deputados nos últimos meses e envolvendo o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff, desde que o processo foi admitido pela Câmara. As ameaças são feitas por meio de Facebook, Instagram, e-mails e até por mensagens diretas pelo celular por supostos militantes que defendem o impeachment, bem como também por quem é contra a cassação definitiva da presidente.

Entre os ameaçados estão o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o líder do PMDB no Senado, Eunício de Oliveira (CE), e Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo de impeachment no Senado. Todos votarão nesta quarta-feira (31) pelo afastamento definitivo de Dilma. A ameaça a Aécio exige sua renúncia e promete matar “toda a sua família”. A família de Eunício também foi ameaçada.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que sempre foi contra o afastamento definitivo da petista, também recebeu ameaças de morte e mensagens ofensivas. Foram mais de 1.300 mensagens com agressões que obrigaram, o parlamentar a tirar do ar suas páginas no Facebook e Instagram. Alencar já tinha trocado o número do celular quando recebeu as primeiras ameaças quando votou contra a continuidade do julgamento de Dilma, em maio. As agressões a Alencar partiram de números de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Palmas, no Tocantins, e também de cidades do interior da Bahia.

Impedimento

As agressões a Alencar não foram apenas pelas redes sociais e telefone. Na segunda quinzena de maio o parlamentar foi abordado no aeroporto de Salvador pelo ex-árbitro de futebol Djaime Nabor Sampaio que começou a insultá-lo por estar aliado ao PT no estado e ser contra o impeachment de Dilma. Na ocasião, Alencar pediu respeito ao juiz de futebol, que chegou a apitar partidas disputadas quando o parlamentar era jogador profissional. Já no avião para Brasília, Alencar descobriu que seu agressor estava sentado na poltrona ao lado.

Alencar apresentou um projeto (veja abaixo) já aprovado pelo Senado e em discussão na Câmara que facilita a identificação, pela polícia, de agressões que utilizam as redes sociais para ofender pessoas e cometer crimes de racismo, pedofilia ou ameaças de qualquer tipo.

CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DO PROJETO DE LEI


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