PF cumpre mandados e prende ex-diretor da Petrobras

Renato Duque foi detido por agentes federais acusado de ser beneficiário do esquema investigado na Operação Lava Jato. Justiça expediu 85 mandados judiciais e decretou o bloqueio de R$ 720 milhões

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) uma nova fase da Operação Lava Jato com a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Foram expedidos pela Justiça Federal no Paraná 85 mandados judiciais para serem cumpridos em seis unidades da federação, além de R$ 720 milhões em bens bloqueados de 36 pessoas investigadas.

Duque foi indicado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para o primeiro escalão da estatal brasileira do petróleo. Nas investigações da Lava Jato, ele é apontado como o interlocutor do PT na Petrobras. O esquema consistia em pagamento de propina a agentes públicos pelas empresas interessadas em conseguir contratos entre as empresas que queriam contratos na petroleira.

Segundo a PF, os mandados de busca estão sendo cumpridos nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Seis são de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva (quando o investigado é levado para prestar depoimento por ordem judicial) e 49 de busca.

Os mandados também estão sendo cumpridos, de acordo com a PF, em grandes empresas. Empreiteiras como a Camargo Correa, OAS, UTC Constran e Odebrecht, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, são investigadas. A Polícia Federal acrescentou que foi foi autorizado o bloqueio integral dos valores pertencentes a três companhias a um dos operadores do esquema criminoso.

Ao todo, 300 policiais federais, com apoio de 50 servidores da Receita Federal, trabalham na operação. Ainda segundo o Estadão, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, é um dos alvos da PF. No entanto, até agora não foi localizado para ser preso. O jornal informou também que Otto Garrido Sparenberg, diretor da Iesa Óleo e Gás, também foi detido.

De acordo com a PF, os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

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