PF apreende jatinhos de banqueiros

Banqueiros perdem jatinhos
São de banqueiros e investidores da Bovespa os aviões apreendidos pela PF na Operação Pouso Forçado, nos hangares de Congonhas, Jundiaí e Campinas. Marcelo Kalim, um dos sócios do BTG, e Gilberto Sayão, da Vinci Partners, podem perder os dois Gulfstream G450. Um dos donos do Banco Tendência, Leo Kryss teve apreendido seu G550. Todos avaliados, cada um, em US$ 50 milhões. Eles sonegaram impostos de importação, e a Receita Federal pode arrestá-los e levá-los a leilão.

O Gulfstream G450, avião apreendido na Operação Pouso Forçado, da Polícia Federal

Contrabando aéreo
Além do risco de perderem os jatinhos, por serem produtos ‘contrabandeados’, os executivos pagarão multas que chegam a um terço do valor do avião.

Pelos ares
Cinco outros jatinhos estão ‘foragidos’ no exterior, façanha usada esporadicamente pelos donos para esquentar os registros. A PF só espera os pilotos voltarem.

Drogas
Pelo menos 400 projetos de políticas sobre drogas estão entre a tramitação lenta ou a gaveta da Câmara dos Deputados e do Senado.

Afinação suprema
Estão afinadíssimos os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, candidato ao Supremo Tribunal Federal, e Luiz Fux, da corte. Fux é o padrinho da candidatura do petista, ainda discreta. Foi Cardozo quem anunciou a Fux, dentro de seu gabinete no ministério, que ele seria o ministro escolhido pela presidente Dilma para o STF.

Sumiço
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) sumiu da CPI nas últimas duas semanas. Concentrou-se em sua defesa no Conselho de Ética, acusado de ligações com o araponga Dadá. E depois viajou para Israel pela Comissão de Segurança.

PMDB-PSDB
São boatos sobre Teresa Surita ser substituída pelo PMDB na candidatura em Boa Vista (RR). A chapa PMDB-PSDB, tendo como vice Marcelo Moreira, está valendo, dizem aliados dos dois lados. Não haverá qualquer intervenção.

Tô braba
Dilma está brava com as ONGs e mídia estrangeiras que propalam fracasso da Rio+20. Empurram a culpa para o Brasil sem citar a incompetência de presidentes europeus.

O óbvio
PF e Justiça se perguntam se Cachoeira sabia da operação Monte Carlo. Obviamente. Fez sumir dias antes o principal homem-bomba, seu contador, até hoje foragido.

Vovó Mafalda
Consultora da coluna, Vovó Mafalda, que é pateta mas não boba, diz que o TCU deveria sondar o BNDES sobre o financiamento para empreiteiras amigas do governo na África, antes que a PF faça um estrago. Por aqui.

Da prateleira
A filha do ex-vice governador do Rio Eri Ribeiro, dono da fazenda onde haveria fornos crematórios para sumiço de corpos de militantes de esquerda, tenta na Justiça tirar de circulação o livro Memórias de uma guerra suja, da Topbooks.

Cadê?
O governo está com dificuldades no programa de acolhimento de viciados em crack. Não deu certo o edital de chamamento da Saúde para unidades de tratamento. A contrapartida para prefeituras é alta demais, reclama o deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL).

Panorâmica
Carimbão, relator do programa de políticas sobre drogas, viajou em 2011 e até o mês passado por 18 países e pelas 27 capitais do Brasil para conhecer políticas de tratamentos de viciados. Garante que o problema é de segurança, não saúde pública.

Bastidores
O Instituto Cultural ESPM lança na terça, em São Paulo, o livro Tempo de Gangorra, de Saïd Farhat, ex-ministro da Comunicação do governo João Figueiredo.

Wanted
Procuram-se Fernando Cavendish, dono da Delta, e o contador de Cachoeira, Geovani Pereira, mais vistos em Paris e Miami, respectivamente.

Ponto Final
No Paraguai, até processo de impeachment parece falsificado.

Com Gilmar Correa e Marcos Seabra

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