Pezão vai a Brasília por recuperação fiscal do Rio e afirma: “Temer não tem o que temer”; ouça

 

Em Brasília para negociações com o Executivo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse ao Congresso em Foco, em entrevista gravada no plenário da Câmara, que o governo de Michel Temer, denunciado por corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tem plenas condições de seguir adiante até 31 de dezembro de 2018, quando chega ao fim seu mandato-tampão. Citado em delações da Operação Lava Jato, a exemplo do próprio Temer, Pezão repete a viagem que já havia feito em 11 de julho – e em diversas outras ocasiões neste ano – para discutir os termos da recuperação fiscal do estado.

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“O presidente [Temer] é uma pessoa habilidosa e já provou que não tem nada a Temer”, declarou o governador, depois de interromper por alguns instantes conversas de plenário com deputados de partidos diversos.

Ouça:

Como tem feitos nas últimas idas a Brasília, Pezão tenta flexibilizar, em meio à mais grave crise financeira do Rio, as rígidas exigências feitas pela União para que o estado possa obter o socorro financeiro autorizado pelo Executivo. Nessas ocasiões, o governador tem se reunido seguidamente como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.

“Estávamos finalizando todas as documentações. Agora é vencer a burocracia pelo Tesouro Nacional e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Mas está tudo caminhando bem”, afirmou Pezão, acrescentando que o governo Temer tem sido “parceiro” do estado.

Circulando com desenvoltura no plenário da Câmara, Pezão só não é bem visto por partidos como o Psol, que pediram sua cassação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo parlamentares do partido, Pezão tem que ser investigado por crime de responsabilidade, por descumprimento da aplicação do mínimo constitucional para o setor da saúde, por descumprimento de decisões judiciais, por crime contra a guarda e no emprego do dinheiro público, além de  e na conservação do patrimônio do fundo de previdência dos servidores estaduais, o Rioprevidência, entre outros motivos.

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