Petrobras tenta reaver na Justiça R$ 6,19 bilhões perdidos com corrupção

De acordo com a nota oficial divulgada pela Estatal nesta sexta-feira, “as ações somam-se a um conjunto de medidas que estão sendo adotadas para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos pela companhia, inclusive aqueles relacionados à sua reputação”

A Petrobras informou, nesta sexta-feira (8), que ingressou como coautora do Ministério Público Federal (MPF) nas ações de improbidade administrativa contra as empreiteiras e os executivos apontados como responsáveis por irregularidades no âmbito da Operação Lava Jato.

Assim, a Estatal tenta reaver na Justiça cerca de R$ 6,19 bilhões perdidos com a corrupção. O valor toma como base a análise contábil da Petrobras divulgada no final do mês passado. Essa é a primeira vez que a empresa tenta reaver esses valores na Justiça.

De acordo com a nota oficial divulgada pela Estatal nesta sexta-feira, “as ações somam-se a um conjunto de medidas que estão sendo adotadas para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos pela companhia, inclusive aqueles relacionados à sua reputação”.

Segundo a Petrobras, nesse primeiro momento, foram protocoladas ações referentes a pagamentos indevidos relacionados a contratos das empresas Engevix e Mendes Júnior com a Diretoria de Abastecimento, comandada então por Paulo Roberto Costa, tido como um dos operadores do esquema da Operação Lava Jato. De acordo com a Petrobras, o valor total destes contratos é de cerca de R$ 452 milhões, considerando reparos por danos materiais e multa, além de pedido de indenização por danos morais, cujos valores serão quantificados no decorrer do processo.

Nas próximas semanas, a Petrobras ingressará, também como coautora, em outras três ações. Os processos envolverão contratos com as empresas Camargo Corrêa, OAS e Galvão Engenharia, totalizando pedido de reembolso de aproximadamente R$ 826 milhões. “Assim como no primeiro bloco, o montante é composto por danos materiais, acrescidos de multa – equivalente ao triplo do prejuízo material -, além dos danos morais a serem quantificados no decorrer do processo”, informa a Estatal.

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