Pentágono anuncia que transgêneros poderão servir às forças armadas

Decisão histórica foi anunciada pelo secretário de Defesa, Ashton B. Carter e é uma vitória para a comunidade LGBT. "Eles não podem mais serem dispensados ou de alguma forma excluídos do núcleo militar apenas por serem transgênero"

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (30) que pessoas transgênero poderão servir às forças armadas dos Estados Unidos. A decisão histórica foi anunciada pelo secretário de Defesa, Ashton B. Carter, e é uma vitória para a comunidade LGBT. "Com efeito imediato, americanos transgênero podem servir abertamente", disse o secretário. "Eles não podem mais ser dispensados ou de alguma forma excluídos do núcleo militar apenas por ser transgênero", acrescentou.

O anúncio não significa que, até o momento, não houvesse pessoas transgênero nas forças armadas norte-americanas. O grupo sempre teve que seguir a política "don't ask, don't tell" (não pergunte, não diga), ou seja, uma proibição velada à exposição da orientação sexual. A partir de agora eles estão autorizados a assumir a sexualidade abertamente, inclusive no alistamento.

O secretário acrescentou que o Pentágono irá arcar com as despesas médicas daqueles que já estiverem nas forças armadas e desejarem passar por tratamento de mudança de sexo. De acordo com levantamento feito pela RAND Corporation, em um grupo de aproximadamente 1,3 milhão de membros da ativa das forças armadas norte-americanas, pelo menos 2.450 são transgênero. Além disso, acrescenta a pesquisa, a cada ano pelo menos 65 militares buscam a mudança de gênero.

A quebra de paradigmas nas forças armadas norte-americanas tem avançado gradualmente. Em 2010, o presidente Barack Obama derrubou a norma proibindo que gays e lésbicas assumidos integrassem o corpo militar. Em 2015, o presidente nomeou o primeiro gay assumido para comandar o Exército e permitiu que mulheres pudessem se alistar para todos os cargos de combate.

Leia também:

Homofobia já fez quase 170 vítimas no país em 2016

Papa Francisco diz que igreja deve pedir perdão a homossexuais

Por que a bandeira LGBT também é a nossa bandeira

Mais sobre LGBT

Mais sobre Direitos Humanos

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!