Pelo Twitter, Geddel cobra de Dilma exoneração da Caixa

Ex-deputado faz apelo à presidenta para que confirme sua saída do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. Pré-candidato ao governo da Bahia, peemedebista costura aliança com o PSDB e o DEM

O ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) fez um apelo, pelo Twitter, à presidenta Dilma para que o exonere imediatamente do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF). Pré-candidato a governador da Bahia, Geddel diz que já entregou seu pedido de desligamento da instituição, mas que não teve qualquer resposta do governo até agora.

“Cara presidenta Dilma, por gentileza, determine a publicação da minha exoneração da função que ocupo, e cujo pedido já se encontra nas mãos de Vossa Excelência”, publicou o ex-deputado e ex-ministro da Integração Nacional.

Nesta manhã, ele também endereçou mensagens, em seu microblog, ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e ao senador Roberto Requião (PR), ambos também do PMDB. Cabe ao partido indicar o sucessor de Geddel na Caixa.

"Acabo de fazer novo e dramático apelo, agora ao presidente da Câmara, para que agilize a publicação da minha exoneração. O que está havendo?", perguntou o ex-deputado ao presidente da Câmara. "@requiaopmdb Cobra para mim essa exoneração. Estou esperando desde setembro. Quero sair, não entrar", disse em mensagem endereçada ao senador paranaense.

Geddel foi ministro da Integração Nacional no governo Lula, de 2007 a 2010. Em março de 2011, assumiu uma das vice-presidências da Caixa, já no governo Dilma. Prestes a deixar oficialmente a gestão petista, o ex-ministro articula uma aliança com o PSDB e o DEM em torno de seu nome na disputa ao governo baiano.

O peemedebista faz oposição ao atual governador, Jaques Wagner (PT). Em 2012, apoiou, no segundo turno, a eleição do ex-líder do DEM na Câmara ACM Neto para a prefeitura de Salvador. O atual prefeito da capital baiana, agora, sinaliza apoio à candidatura de Geddel ao governo estadual, numa costura que reuniria ainda o PSDB.

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