Pelo menos 30 pessoas participaram de invasão à UnB, aponta investigação

Apuração da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal revê o número de participantes do ato promovido por grupos de extrema direita há uma semana na universidade pública, inicialmente estimado em 15 pessoas

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público (MPDFT) ampliaram a investigação de um ato de intolerância considerado homofóbico e racista realizado na última sexta-feira (17) nas dependências da Universidade de Brasília (UnB). Pelo menos 30 pessoas fizeram parte de um grupo que insultou e xingou alunos da universidade da federal. Bombas caseiras e hastes de bandeiras foram levadas como armas de ataque, mas apenas as primeiras foram utilizadas.

O grupo escolheu o Instituto Central de Ciências (ICC) da UnB para promover o ato. Os manifestantes entraram na universidade chamando os estudantes de “vagabundos”, “maconheiros”, “parasitas” e “gays safados”. Os registros das conversas mostram que eles são defensores do deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ) – que ontem (terça, 21) se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro. No dia do ato, o rosto e o nome do parlamentar estampavam também camisetas dos participantes.

Nesta semana, mais elementos do ato vieram a público quando o coletivo de comunicação Mídia Ninja divulgou áudios e conversas de membros de grupos de extrema direita que pregam violência contra estudantes. Nas gravações, pessoas não identificadas chegam a falar em uso de bombas, máquina de choque e violência física.

Desde as agressões que ocorreram no dia 17, representantes do Ministério Público trabalham com policiais civis do Distrito Federal na solução do caso. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Intolerância (Decrin) abriu inquérito, no dia 20, para investigar o caso.

A conclusão das apurações deve sair em 30 dias. A delegada Glaucia Cristina da Silva explica que áudios e mensagens de celular divulgados pelo coletivo de comunicação serão anexados ao inquérito.

A delegada explica que o fato de os suspeitos aparecerem nas gravações sem qualquer máscara vai colaborar com a velocidade da investigações. “Aparecem poucos nas imagens, mas sabemos que há mais pessoas envolvidas e que articulam esse tipo de manifestação”.

Com informações da Agência Brasil

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