Pedro Barusco, delator da Lava Jato, depõe na CPI da Petrobras na terça

Ex-diretor de serviços da Petrobras afirmou à Justiça Federal do Paraná que PT recebeu propina da ordem de U$$ 200 milhões fruto de contratos da Estatal entre os anos de 2003 e 2013

Foto: William Sant·ana / Agência Câmara
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras aprovou a convocação do ex-diretor da Petrobras Pedro Barusco. O depoimento foi marcado pelo presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), para a próxima terça-feira (10), às 9h30. A audiência, porém, ainda depende de autorização judicial.
Barusco é ex-diretor da Petrobras e deixou a empresa para trabalhar na Sete, outra empresa investigada pela CPI. Ele afirmou à Justiça ter recebido propinas desde 1997. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, Barusco afirmou que o PT recebeu propinas da ordem de U$$ 200 milhões após desvios de recursos de obras da Petrobras, fruto de 90 contratos da Estatal entre os anos de 2003 e 2013.

 

“Indagado pelo Delegado de Polícia Federal sobre quanto João Vaccari Neto recebeu em nome do partido dos Trabalhadores – PT, por conta dos aproximadamente 90 (noventa) contratos firmados com a Petrobrás ao longo dos anos de 2003 a 2013, (Barusco) afirma que, considerando o valor que o declarante recebeu a título de propina, que foi de aproximadamente US$ 50 milhões, estima que foi pago o valor aproximado de US$ 150 a 200 milhões de dólares ao Partido dos Trabalhadores – PT, com a participação de João Vaccari”, diz o termo do depoimento de Barusco prestado à Justiça Federal.

Além do depoimento de Barusco, a CPI também aprovou requerimentos de convocação do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli; da ex-presidente da Petrobras Graça Foster; da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard; do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

Na quarta-feira, a CPI ingressou com pedido de compartilhamento de informações e das delações premiadas junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). Até o momento, a PGR não se pronunciou sobre esse pedido dos parlamentares.

Com informações da Agência Câmara

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