De volta ao Senado, Jucá enfrentará pedido de cassação

Pedido terá como base gravações divulgadas pela Folha de S.Paulo em que o peemedebista defende, em conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato

O PDT anunciou vai ingressar, nesta terça-feira (24), com uma representação no Conselho de Ética do Senado pedindo a cassação do mandato do senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), atual ministro do Planejamento, por quebra de decoro parlamentar. O pedido terá como base as gravações divulgadas pela Folha de S.Paulo em que o peemedebista defende, em conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato.

A ação será assinada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, e pelos senadores Lasier Martins (PDT-RS) e Telmário Mota (PDT-RR), inimigo político de Jucá. O ministro nunciou há pouco seu licenciamento do ministério e sua volta ao Senado até que a Procuradoria-Geral da República esclareça o teor do conteúdo divulgado pelo jornal. "Não fiz nada de errado. Acho que não cometi crime", disse o ministro.

Em representação entregue à Procuradoria-Geral da República, o Psol pediu nesta segunda-feira (23) a prisão preventiva de Jucá por obstrução à Justiça. Na ação, o partido oposicionista utiliza o caso do ex-senador cassado Delcídio do Amaral (MS) para embasar o pedido. Na denúncia, o Psol pede a investigação de “supostas práticas de ações obstaculizadoras das investigações da Operação Lava Jato e de inquéritos e ações penais em trâmite no STF” e acusa o ministro do Planejamento de cometer “crime permanente”.

Jucá nega a intenção de tentar interferir nas investigações da Lava Jato e sustenta que se referia à economia ao defender um novo governo para “estancar a sangria”.

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