Paulinho da Força assume vaga do SD no Conselho de Ética da Câmara

Aliado de Cunha, Paulinho da Força participará da análise do processo de quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara

O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, assumiu oficialmente nesta quarta-feira (11) a vaga deixada por Wladimir Costa (SD-PA) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Indicado pelo partido, o presidente do Solidariedade foi confirmado como membro titular na sessão de hoje do colegiado.

Aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Paulinho da Força irá participar da análise do processo de quebra de decoro parlamentar que tramita no Conselho contra o peemedebista, na hipótese de que a demanda prospere. No momento, a peça acusatória, apresentada por Psol e Rede, está sob exame de admissibilidade, tarefa que coube ao deputado Fausto Pinato (PRB-SP).

O representante do Solidariedade no colegiado até então era o deputado Wladimir Costa, que na última terça-feira (10) apresentou sua renúncia à vaga alegando problemas de saúde. De acordo com as regras do Conselho de Ética, as únicas situações em que o partido pode indicar um substituto para o posto de titular no colegiado são nos casos de renúncia ou morte de um parlamentar. Caso contrário, os deputados devem ser eleitos para ocupar o cargo.

Paulinho da Força deverá atuar em defesa de Cunha no Conselho, uma vez que trabalha para mantê-lo na Presidência da Câmara para conseguir levar adiante seu objetivo prioritário, o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Rito

O processo de investigação de Cunha foi instaurado no Conselho de Ética na semana passada. Pinato, em entrevista a jornalistas, já disse que não considera Cunha um aliado, e se declarou “um cara independente”. Ele declarou ainda haver “grande possibilidade” de avalizar a continuidade do processo. O prazo para que Pinato apresente seu parecer termina no próximo dia 19.

O pedido de investigação foi protocolado pelo Psol e pela Rede, que acusam Cunha de ter mentido em seu depoimento na CPI da Petrobras, em março, quando disse que não tinha contas bancárias no exterior. A versão foi contraditada pelo Ministério Público do país europeu, que enviou ao Brasil provas de que o deputado e familiares não só mantiveram contas secretas em outros países, como também movimentaram milhões de dólares e francos suíços por meio delas.

Além disso, Cunha foi formalmente denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na condição de um dos principais personagens da Operação Lava Jato.

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