Passageira filma Cunha em avião e dispara: “Espero que o senhor apodreça na cadeia”

Declaração foi aplaudida pelos demais passageiros, enquanto Cunha acomodava seus pertences no avião sem esboçar reação. “Não é justo a sociedade ter que conviver cm uma pessoa da sua figura”

“Senhor Eduardo Cunha, muito obrigado por roubar o país inteiro, viu? Espero que o senhor apodreça na cadeia. Não é justo a sociedade ter que conviver cm uma pessoa da sua figura.”

Estas foram algumas das palavras dirigidas nesta segunda-feira (19) ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em um voo do Rio de Janeiro para São Paulo, por uma passageira que fez questão de filmar o desabafo (veja abaixo). A declaração foi aplaudida pelos demais passageiros, enquanto Cunha acomodava seus pertences no avião sem esboçar reação – no máximo, o peemedebista se limitou a voltar suas atenções, em um átimo de segundo e quase que imperceptivelmente, para a mulher que o filmava e criticava (a partir dos 29 segundos).

Na semana passada, o peemedebista teve sua passagem pelo aeroporto de Brasília igualmente marcada por manifestações de populares. Em uma delas, Cunha foi muito hostilizado – uma mulher chegou a andar ao lado dele e, com o dedo em riste, vociferar contra sua presença –, mas também foi alvo de tietagem e posou para fotos com algumas pessoas.

Confira como foi o novo episódio contra Cunha:

 

Como este site mostrou no último sábado (17), Cunha intensificou sua interação com o público por meio do Twitter, desde que foi cassado. “Obrigado a todos que mandam mensagens, mesmo os que criticam. Vou voltar a interagir mais por aqui”, escreveu no microblog. Em seguida, comemorou a boa fase do seu clube de coração, o Flamengo, um dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. “E viva o Mengão. Rumo ao titulo.”

Fora da vida pública, o ex-deputado agora se concentra em se defender das complicações judiciais que o posicionam como um dos principais alvos da Operação Lava Jato. Réu em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal, o ex-parlamentar é acusado de receber propina do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras, além de ser suspeito de omitir contas secretas no exterior, com movimentação milionárias em bancos suíços – razão que o levou à perda de mandato na Câmara com o folgado placar de 450 votos pela cassação, e apenas 10 contra.

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