Partidos da coligação de Dilma terão 65% do Senado

Legendas da chapa da presidente reeleita ocuparão 53 dos 81 assentos do novo Senado. Número é superior ao exigido para aprovar emendas constitucionais. Dos oito senadores que disputaram a eleição neste domingo, só Rollemberg venceu

Os nove partidos da coligação que reelegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) vão ocupar 53 (65%) das 81 cadeiras do Senado. Caso consiga unir seus aliados, Dilma terá força para aprovar propostas de emenda à Constituição, que exigem o apoio de 49 senadores – três quintos da Casa. Atualmente, essas legendas ocupam 52 assentos (64%). Neste domingo, apenas o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), entre os oito que disputavam o segundo turno, conseguiu vencer. Os demais sete senadores que concorriam a um mandato no Executivo, como o presidenciável Aécio Neves (PSDB) e seu vice, Aloysio Nunes (PSDB-SP), saíram derrotados. Nenhum deles, porém, voltará para casa. Todos ainda têm metade dos oito anos de mandato a cumprir.

 

Principais apoiadores de Dilma, o PMDB e o PT continuarão com as maiores bancadas. O PMDB seguirá com 19 senadores; e o PT, com 13 nomes. Os dois principais partidos de oposição – PSDB e DEM – também manterão praticamente sua força: 16 assentos. O PSDB terá dez representantes (hoje tem 12); e o DEM terá cinco (no momento, tem quatro). O novo Senado será composto por 17 legendas. A composição partidária ainda pode sofrer alteração caso senadores licenciados, como Marta Suplicy (PT-SP) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que têm suplentes de outros partidos, sigam como ministros.

 

Novo Senado
PMDB * 19
PT * 13
PSDB 10
PDT * 6
PSB 6
PP * 5
DEM 5
PSD 4
PTB * 3
PR * 3
Pros * 1
PCdoB * 1
PRB * 1
SD 1
PPS 1
Psol 1
PSC 1
81

* Partidos da coligação “Com a força do povo”, de Dilma

Veja a lista dos senadores que exercerão o mandato no próximo ano:

Acre
Gladson Cameli (PP) – senador eleito
Jorge Viana (PT)
Sérgio Petecão (PSD)

Alagoas
Fernando Collor (PTB) – reeleito
Benedito de Lira (PP)
Renan Calheiros (PMDB)

Amapá
Davi Alcolumbre (DEM) – senador eleito
João Capiberibe (PSB)
Randolfe Rodrigues (Psol)

Amazonas
Omar Aziz (PSD) – senador eleito
Eduardo Braga (PMDB) – perdeu a eleição no 2º turno
Vanessa Grazziotin (PCdoB)

Bahia
Otto Alencar (PSD) – senador eleito
Lídice da Mata (PSB)
Walter Pinheiro (PT)

Ceará
Tasso Jereissati (PSDB) – senador eleito
Eunício Oliveira (PMDB) – perdeu a eleição no 2º turno
José Pimentel (PT)

Distrito Federal
Reguffe (PDT) – senador eleito
Cristovam Buarque (PDT)
Hélio José (PSD) – assume o lugar de Rodrigo Rollemberg (PSB), eleito governador em 2º turno

Espírito Santo
Rose de Freitas (PMDB) – senadora eleita
Magno Malta (PR)
Ricardo Ferraço (PMDB)

Goiás
Ronaldo Caiado (DEM) – senador eleito
Wilder de Moraes (DEM) – atualmente licenciado, seu suplente é Fleury, também do DEM
Lúcia Vânia (PSDB)

Maranhão
Roberto Rocha (PSB) – senador eleito
João Alberto Souza (PMDB)
Edison Lobão (PMDB) – é ministro de Minas e Energia. Seu suplente, Lobão Filho, também é do PMDB

Mato Grosso
Wellington Fagundes (PR) – senador eleito
Blairo Maggi (PR)
José Antônio Medeiros (PPS) – assume o lugar de Pedro Taques (PDT), eleito governador em 1º turno

Mato Grosso do Sul
Simone Tebet (PMDB) – senadora eleita
Delcídio do Amaral (PT) – perdeu a eleição para governador em 2º turno
Waldemir Moka (PMDB)

Minas Gerais
Antonio Anastasia (PSDB) – senador eleito
Aécio Neves (PSDB) – perdeu a eleição presidencial em 2º turno
Zezé Perrella (PDT)

Pará
Paulo Rocha (PT) – senador eleito
Flexa Ribeiro (PSDB)
Jader Barbalho (PMDB)

Paraíba
José Maranhão (PMDB) – senador eleito
Cássio Cunha Lima (PSDB) – perdeu a eleição para governador em 2º turno
Vital do Rêgo (PMDB)

Paraná
Alvaro Dias (PSDB) – reeleito
Gleisi Hoffmann (PT)
Roberto Requião (PMDB)

Pernambuco
Fernando Bezerra (PSB) – senador eleito
Armando Monteiro Neto (PTB) – o mandato é exercido hoje pelo suplente Douglas Cintra, também do PTB
Humberto Costa (PT)

Piauí
Elmano Férrer (PTB) – senador eleito
Ciro Nogueira (PP)
Regina Sousa (PT) – assume no lugar de Wellington Dias (PT), eleito governador em 1º turno

Rio de Janeiro
Romário (PSB) – senador eleito
Lindbergh Farias (PT)
Marcelo Crivella (PRB) – perdeu a eleição para governador em 2º turno

Rio Grande do Norte
Fátima (PT) – senadora eleita
José Agripino (DEM)
Garibaldi Alves (PMDB) – atualmente licenciado, é ministro da Previdência. Seu suplente é Paulo Davim (PV)

Rio Grande do Sul
Lasier Martins (PDT) – senador eleito
Ana Amélia (PP)
Paulo Paim (PT)

Rondônia
Acir Gurgacz (PDT) – reeleito
Ivo Cassol (PP) – atualmente licenciado, seu suplente é Odacir Soares (PP)
Valdir Raupp (PMDB)

Roraima
Telmário Mota (PDT) – senador eleito
Ângela Portela (PT)
Romero Jucá (PMDB)

Santa Catarina
Dário Berger (PMDB) – senador eleito
Luiz Henrique (PMDB)
Paulo Bauer (PSDB)

São Paulo
José Serra (PSDB) – senador eleito
Marta Suplicy (PT) – atualmente licenciada, é ministra da Cultura. Seu suplente, Antonio Carlos Rodrigues, é do PR
Aloysio Nunes (PSDB) – vice de Aécio, perdeu a disputa presidencial em 2º turno

Sergipe
Maria do Carmo Alves (DEM) – reeleita
Antônio Carlos Valadares (PSB)
Eduardo Amorim (PSC) – atualmente licenciado, seu suplente é Kaká Andrade (PDT)

Tocantins
Kátia Abreu (PMDB) – senadora eleita
Ataídes Oliveira (Pros)
Vicentinho Alves (SD)

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