Partido de Bolsonaro ganha painel formado por balas

O novo partido do presidente Jair Bolsonaro ganhou um presente polêmico na sua primeira convenção, realizada nesta quinta-feira (21) em Brasília. É um painel em que o nome Aliança pelo Brasil é formado por cartuchos de balas. O painel foi encomendado pelo deputado estadual Delegado Péricles (PSL-AM) ao artista plástico Rodrigo Camacho, que já havia presenteado Bolsonaro com um mapa do Brasil formado por balas, e tem sido criticado pela oposição nas redes sociais.

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O painel, que ficou exposto na entrada da convenção em que o presidente Jair Bolsonaro foi escolhido presidente do Aliança pelo Brasil, é formado por cerca de 4 mil projéteis e pesa cerca de 50 quilos. Segundo o autor do painel, são cartuchos que foram deflagrados em treinamentos militares. "A minha arte representa a quantidade de vezes que nossas forças armadas e policiais treinam para não errar no seu cotidiano tático", disse Rodrigo Camacho, que postou uma foto pousando orgulhoso ao lado do painel no Instagram.

Autor da ideia de fazer o logo do Aliança pelo Brasil com balas, o Delegado Péricles parabenizou Camacho "pelo excelente trabalho em homenagem ao presidente Bolsonaro". O deputado, em um vídeo que postou nas redes sociais depois que muitas pessoas lhe perguntaram a origem do painel, que a intenção do trabalho de Camacho é dar um novo uso aos cartuchos deflagrados através da reciclagem. Camacho reforçou a ideia da reciclagem e disse que foi uma honra fazer esse trabalho para o Aliança pelo Brasil. Antes disso,, Camacho já havia feito um mapa do Brasil com o rosto de Bolsonaro e também um mapa com o rosto de Carlos Bolsonaro usando projéteis.

O painel, contudo, gerou muita discussão nas redes sociais. De um lado, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro elogiaram o mural. Do outro, por sua vez, os críticos do governo criticaram a ideia de aliar o governo a um objeto que remete à violência como os cartuchos de balas.

"O que está nascendo é um partido ou um grupo paramilitar?", tuitou Manuela d'Ávila. "O partido ainda diz que tem como princípio 'valores cristãos?' Armas e ódio não combinam com Cristo!", disse a deputada Erika Kokay (PT-DF), dizendo que a nova legenda de Bolsonaro deveria se chamar "partido da milícia". "Além de ignorante, mentirosa e violenta, a extrema-direita brasileira é absurdamente brega", criticou a deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP). "Necropolítica", encerrou a líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

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