Parlamentares do DF querem informações sobre grampolândia

Dividida, bancada distrital no Congresso não fechou acordo para emitir uma nota criticando as ações do governo de Agnelo, que teria acessado informações sigilosas de políticos e adversários

A bancada do Distrito Federal no Congresso vai pedir informações ao Ministério da Justiça, ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre as ações da Casa Militar do governo de Agnelo Queiroz, que acessou dados sigilosos de políticos e jornalistas. A informação, divulgada pela edição desta semana da revista Veja, foi confirmada em parte pelo próprio Governo do Distrito Federal, e motivo de reunião da bancada do DF hoje (17). Os deputados e senadores cogitaram a hipótese de fazer uma nota conjunta criticando a atitude do governo de Agnelo, mas não chegaram a um consenso sobre isso.

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Em um desdobramento da Operação Monte Carlo, de acordo com a revista Veja desta semana, o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), teria decidido investigar acusadores, adversários políticos e até aliados. Entre as pessoas que supostamente tiveram os dados acessados estão o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), o jornalista Edson Sombra e o promotor de Justiça Wilton Queiroz de Lima.

"Essa questão dos grampos realmente merece uma investigação", afirmou o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF). Ele fez parte do governo Agnelo até julho do ano passado, quando deixou a Secretaria de Obras para voltar à Câmara. Para ele, o acesso de informações ocorreu para ameaçar adversários. "Isso é inadmissível em uma democracia", disparou. Membro do mesmo partido do vice-governador, ele lembra que e-mails, telefones e informações da Rede Infoseg foram acessados.

Os requerimentos foram assinados pelos 11 parlamentares e devem ser encaminhados aos órgãos a partir de amanhã. Os deputados e senadores pedem informações e questionam se há alguma investigação em curso sobre o acesso de dados. "O resultado foi frustrante, é muito importante que o governo do DF apure esses fatos", disse o deputado Izalci (PR-DF), que passou para a oposição de Agnelo no ano passado após uma briga por cargos.

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