Para líder do PSDB, oposição não tem de propor

“Fazer oposição é fiscalizar os atos do Executivo, denunciar as condutas criminosas desse governo, exigir transparência e combater as mentiras do governo petista. Esse é o papel da oposição”, diz o deputado Carlos Sampaio. Será?

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), discursou sobre as funções da oposição na quarta-feira, no plenário. Entre as atribuições dos oposicionistas, ele não incluiu apresentar propostas para o país ou votar a favor de projetos que podem beneficiar a população brasileira. Esta é a frase desta semana no Truco no Congresso, projeto de checagem de discurso parlamentar promovido em parceria pela agência Pública e pelo Congresso em Foco.

Truco, Sampaio!

“Muitos líderes da base aliada nos procuram dizendo: mas quais são as propostas de governo do PSDB? A população brasileira, na eleição passada, escolheu o PT para governar. Ao escolher o PT, ainda que enganada, ainda que evidentemente induzida a erro, definiu o papel que cabia ao PSDB. E qual era esse papel? O papel de fazer oposição. Fazer oposição é fiscalizar os atos do Executivo, denunciar as condutas criminosas desse governo, exigir transparência e combater as mentiras do governo petista. Esse é o papel da oposição.” – Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara, no plenário, na quarta-feira (12)

Perguntamos:

– O papel da oposição se resume a votar contra o governo?

– A oposição não deve tentar melhorar as políticas públicas?

– O PSDB aposta no ‘quanto pior, melhor’?

– O que o PSDB tem feito para colaborar com o país?

A seguir, checamos algumas das frases ditas por parlamentares no Congresso ao longo desta semana. Será que o que eles disseram corresponde à verdade?

“Considero importante enfrentarmos outra discussão relativa ao SUS de forma a assegurar a gratuidade de maneira sustentável.” – Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso, no plenário, na terça-feira (11)

A mudança no Sistema Único de Saúde (SUS) foi defendida pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros, em discurso no plenário e estava incluída na Agenda Brasil, divulgada um dia antes pelo senador. Mas as críticas à medida, que partiram de entidades e até do ministro da Saúde, Arthur Chioro, fizeram o parlamentar mudar de ideia em menos de uma semana. | LEIA MAIS |

“O único setor que está dando respostas positivas [à crise] é o da agricultura.” – Ana Amélia (PP-RS), senadora, no plenário, na terça-feira (11)

As previsões para a economia são bem negativas, segundo o próprio governo federal. O Produto Interno Bruto (PIB) deve ter retração de 1,49% este ano e a inflação deve ficar em 9%, de acordo com estimativas do Ministério do Planejamento. Mas a senadora está enganada ao afirmar que o setor agrícola é o único que registrou um desempenho positivo em 2015. O setor de serviços também teve um bom resultado. |LEIA MAIS |

“O setor automotivo é um dos que mais empregam no nosso país, principalmente na região de São Paulo, na região do ABC [paulista], onde tem as grandes montadoras.” – Luiz Lauro Filho (PSB-SP), deputado federal, em entrevista à Rádio Câmara, na segunda-feira (10)

O setor automotivo tem uma grande importância na economia brasileira. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o segmento representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB) no país, ou 23% do PIB gerado pela indústria. Isso não significa, contudo, que seja um dos que mais empregam, como disse o parlamentar. | LEIA MAIS |

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