Petrobras é ‘vítima’ de corruptos, diz ministro da CGU

Empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato procuraram a Contralodoria-Geral da União para tentar acordos de leniência. Jorge Hage afirmou que órgão aguarda informações da Polícia Federal para abrir processos administrativos

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou nesta terça-feira (18) que a Petrobras é vítima de corruptos e corruptores de empresas e da própria estatal. De acordo com Hage, novos processos administrativos serão abertos a partir do momento em que o órgão receber mais informações da Polícia Federal. Os comentários sobre as denúncias relativas a Operação Lava Jato ocorreram após ele participar da Conferência Lei da Empresa Limpa, promovida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo.

"Entendo que a Petrobras é vítima nessa história, tanto de agentes corruptores, de empresas e pessoas físicas, como de agentes públicos dentro dela, que se deixaram corromper. Em ambos os casos, ela, empresa, é vítima, no nosso ponto de vista", afirmou Hage aos jornalistas. Por isso, ele entende que não existe necessidade de um processo administrativo contra a estatal neste momento. Na visão do ministro-chefe, a investigação interna feita pela Petrobras é suficiente.

Hage adiantou que a CGU vai instaurar inquérito administrativo sobre as empresas envolvidas na Operação Lava Jato. São nove as empreiteiras que foram alvo da sétima fase da investigação: Odebrecht, Camargo Corrêa, Iesa, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Engevix, Queiroz Galvão, UTC e OAS. Para isso ocorrer, o órgão aguarda a PF encaminhar as informações apuradas no inquérito. "Concluída a análise desses elementos, vamos instaurar processos, muito provavelmente contra várias dessas empreiteiras, se não contra todas", afirmou.

Segundo o ministro, empreiteiras investigadas na Lava Jato já procuraram a CGU para falar de possíveis acordos, mas afirmou que, como os acordos ainda não foram firmados, não poderia dizer quais empresas nem quando contataram a controladoria. Até o momento, apenas uma companhia fez isso: a SBM Offshore, que não é alvo da operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

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Com informações da Agência Brasil

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