Para Agnelo, a crise política pertence ao DEM de Goiás

Governador do Distrito Federal disse que não vai mais se pronunciar sobre o caso. Porta-voz do governo ressaltou que contratos com a empresa Delta foram mantidos por decisões judiciais

Após a entrega ontem (14) da licença de instalação do Setor Habitacional Tororó, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), afirmou que não vai mais se pronunciar sobre seu suposto envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e com possíveis irregularidades em contratos com a empresa Delta.  “Eu não vou perder um minuto do meu tempo em tratar desse assunto. Estou trabalhando pelo Distrito Federal. A crise não é nossa, é do DEM de Goiás que querem botar aqui no nosso colo”, disse.

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Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada na edição de ontem, Agnelo disse que existe uma tentativa de colocar seu nome e do partido no meio do escândalo. "Até agora não tem acusação sobre a minha pessoa. Não vou para fazer palanque para gente que está atolada com esse tipo de coisa, como [integrantes do] DEM e PSDB", afirmou. O petista voltou a dizer que encontrou Cachoeira apenas uma vez, em 2010.

À tarde, o porta-voz do GDF, Ugo Braga, disse que a a Delta assumiu o contrato do lixo de Brasília em dezembro de 2010 por decisão judicial. O petista tomou posse no governo em janeiro de 2011. De acordo com o jornalista, a empresa trabalhou um mês em 2010, recebeu R$ 19 milhões. "Em 2011, depois que Agnelo assumiu, trabalhou 12 meses (todos amparados em liminar da justiça) e recebeu R$ 92 milhões", disse. Ele ressaltou também que os grampos divulgados até agora mostram que não houve favorecimento à empresa pelo atual governo.

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