Para advogado de João Paulo, sentença é draconiana

Alberto Toron espera por votos de absolvição com a posição do resto dos ministros. Mas classificou a sugestão de punição como exagerada pelo petista ser primário e sem antecedentes

Alberto Toron, advogado do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), classificou nesta quarta-feira a sugestão de sentença dada pelo ministro Cezar Peluso como draconiana. Ao analisar as imputações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Peluso, que se aposenta na próxima semana, votou pela condenação do ex-presidente da Câmara por corrupção passiva e peculato e sugeriu a pena de seis anos de prisão, em regime semiaberto, e o pagamento de 100 dias multa, com cada dia no valor de um salário mínimo, além da perda do mandato.

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"A decisão foi dura, draconiana. João Paulo é primário, sem antecedentes. Eu esperava, em caso de condenação, a pena mínima", afirmou Toron, logo após o voto de Peluso. Para o defensor, a "esperança é a última que morre". Até o momento, contra o petista pesam cinco votos pela condenação por corrupção ativa. Em um dos peculatos, na contratação da SMP&B pela Câmara, são quatro. Já do caso envolvendo a Ideias, Fatos e Textos, do jornalista Luís Costa Pinto, só o relator, Joaquim Barbosa, considerou o petista culpado.

Toron disse que vai aguardar a posição dos outros ministros que ainda vão votar. Na sequência, apresentam suas posições Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto. Será a partir dos votos restantes que o advogado vai pensar em possíveis recursos. "É dever do advogado", afirmou. Neste momento, os ministros retomaram a sessão após um intervalo. Homenagens foram feitas a Peluso pela proximidade da aposentaradoria. Gilmar Mendes começou a apresentar sua posição.

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