Joaquim: país não aguenta mais julgamento do mensalão

Presidente do Supremo pede celeridade ao revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que apresentou sugestão para rever a pena pecuniária dada a parte dos condenados. STF adiou análise para segunda-feira

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, disse nesta quinta-feira (6) que "a nação não aguenta mais" o julgamento do caso. A frase foi dita após o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, apresentar uma sugestão para revisar as multas impostas a parte dos condenados.

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"Eu prefiro que Vossa Excelência seja bem breve, porque a nação não aguenta mais. Como dizem os ingleses, 'let's move on'", afirmou Joaquim, sugerindo que o STF avance na conclusão do julgamento. O revisor do mensalão tinha apresentado o que chamou de "pequeno ajuste" das multas impostas aos 25 condenados no caso. Ele, porém, fez a sugestão nos casos em que participou da condenação.

"A minha proposta é que levemos em consideração a mesma proporção que utilizamos para o estabelecimento da sanção pecuniária. Se nós percorremos o espaço de um ano, devemos percorrer o mesmo espaço para a pena de multa", esclareceu Lewandowski. Porém, sua proposta acabou não sendo votada em plenário.

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O revisor ficou de repassar aos colegas os critérios usados para diminuir as punições. Ele não chegou a apresentar suas sugestões, apenas mostrou as diferenças entre seus votos e os dos colegas. Lembrou que, no caso de Marcos Valério, ele chegou a três dias multa a menos que o plenário. "A diferença é pequena", disse.

A sessão foi interrompida para que o presidente do STF comparecesse ao velório do arquiteto Oscar Niemeyer no Palácio do Planalto. Na volta, os ministros vão tratar sobre a possibilidade de decretar a perda do mandato dos três deputados condenados no processo: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

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