Padilha tem quadro estável, mas retorno ao trabalho ainda é incerto

O retorno do ministro poderá ser protelado a pedido médico. No entanto, após ter entrado na linha de tiro da Operação Lava Jato, situação de Padilha no governo também é delicada. José Yunes, amigo de Temer, fez declarações que comprometem o chefe da Casa Civil

 

Considerado o maior articulador político de Michel Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está se recuperando bem da cirurgia de próstata feita nessa segunda-feira (27). De acordo com o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, a situação do ministro é estável e ainda hoje (quarta-feira, 1º) ele será transferido para o quarto. Na Câmara e no Senado, o ministro chefe da Casa Civil é apontado como personagem importante na aprovação das reformas Trabalhista e da Previdência. Sem ele, a aprovação será ainda mais difícil. Em entrevista ao Congresso em Focoo ministro afirmou que a reforma da Previdência estará aprovada ainda no primeiro semestre, nas duas casas.

De atestado médico desde o último dia 20, Padilha foi internado na semana passada com um quadro de obstrução urinária. Após receber os primeiros cuidados médicos em Brasília, ele viajou para Porto Alegre, onde fez o procedimento cirúrgico. A previsão é que o ministro volte aos trabalhos no dia 6 de março. No entanto, sua volta ao cargo ainda é uma incógnita. O retorno do ministro, a depender da sua recuperação, poderá ser protelado a pedido médico. Mas sua situação no governo também é delicada.

Homem forte do governo Temer, Padilha entrou na linha de tiro da Operação Lava Jato depois que um amigo do presidente, José Yunes, afirmou ter recebido em seu escritório, em São Paulo, um envelope endereçado ao ministro.

O envelopo foi entregue por Lúcio Funaro, que está sendo investigado na Lava Jato. Em entrevistas à imprensa, Yunes chegou a afirmar que pode ter sido usado como “mula involuntária” no episódio. “Mula” é uma pessoa que transporta algum volume com conteúdo ilegal – um procedimento muito utilizado pelo narcotráfico. No caso, a ação teria sido “involuntária”. Padilha ainda não se manifestou publicamente sobre o episódio.

Com informações da Agência Brasil

 

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