Padilha: “Não vou esperar a formação de médicos”

Ministro da Saúde afirmou que faltam profissionais e que eles são mal distribuídos pelo país. Governo dará prioridade a médicos vindos de Portugal e Espanha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta quarta-feira (12) a necessidade de contratar médicos de outros países em caráter emergencial para suprir a demanda nas periferias e no interior do Brasil. "Como ministro, não vou esperar a formação de médicos", disse. Padilha participa de uma audiência pública conjunta de quatro comissões permanentes da Câmara sobre o assunto.

Os argumentos usados pelo ministro, durante a audiência pública, para justificar a importação de médicos é que faltam profissionais no Brasil e eles são mal distribuídos. Além disso, a população não pode esperar pelo longo período de formação para ser satisfatoriamente atendida em hospitais e postos de saúde. O governo estuda trazer especialistas estrangeiros, notadamente de Portugal e Espanha, com a possibilidade de dispensá-los por três anos do exame de revalidação do currículo. “Sei que é um tema difícil, polêmico”, resumiu.

Ele explicou que algumas medidas estão sendo tomadas para aumentar a média nacional de 1,8 mil médicos por mil habitantes. Além de criar mais vagas em cursos de medicina e de abrir escolas médicas no interior e na periferia das grandes cidades, o ministro afirmou que serão abertas 35 mil postos de trabalhos para médicos até o próximo ano.

“Se não criarmos mais vagas, só chegaremos a 2,7 médicos por mil habitantes, que é a média da Inglaterra, em 2030”, explicou. O ministro ainda descartou a contratação de médicos vindos de países onde a média desses profissionais por mil habitantes seja inferior a 1.Como exemplo, Padilha citou o caso do Canadá, onde 17% dos médicos são estrangeiros.

Segundo o ministro, em algumas províncias canadenses, essa proporção supera os 50%. A audiência pública com o ministro da Saúde está sendo feito por quatro comissões da Casa: Seguridade Social e Família; Constituição e Justiça; Educação; e Relações Exteriores.

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