Oposição vai usar carro de som por votos em impeachment

Presidente do Solidariedade diz que as despesas com o aluguel de carros para a ação podem ser pagas com recursos do Fundo Partidário, verba repassada pela União para manutenção das máquinas partidárias

O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), disse nesta terça-feira (5) que carros de som circularão em frente às residências de deputados indecisos e contrários ao impeachment. O objetivo da ação é constranger os parlamentares a votarem a favor da derrubada da presidente Dilma Rousseff. Segundo Paulinho da Força, as despesas com o aluguel dos veículos deverão ser pagas pelo Fundo Partidário, verba pública repassada para a manutenção dos partidos políticos.

"Os partidos que estão defendendo o impeachment, inclusive o meu, o Solidariedade, vão pagar. E além disso tem carro também de sindicalista, de dirigente sindical que está a favor e nós vamos pôr esses carros nas portas das pessoas. Eu não sei como pagar ainda, mas provavelmente com o Fundo Partidário", disse o deputado. "O Fundo Partidário você pode usar para alugar carros de som, enfim, estamos vendo juridicamente se é possível usá-lo e, se puder, nós vamos usar", completou.

O chamado Fundo Partidário é um fundo especial de assistência financeira aos partidos políticos, cujos recursos vêm de dotações da União e de doações particulares. É utilizado para o custeio de atividades do dia a dia dos partidos, como pagamento de salários, eventos, manutenção da sede etc.

"Hoje na nossa contabilidade tem 39 indecisos e os contrários chegam aí entre 90 e 95 deputados. Faremos pressão individual sobre cada um desses deputados", disse Paulinho da Força. A ação faz parte das estratégias definidas pelo comitê pró-impeachment para convencer deputados indecisos.  Os deputados da oposição também estudam entrar com representação no Conselho de Ética contra parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato, em especial do PP, caso o partido aceite cargos oferecidos pelo governo.

Na mesma entrevista, o deputado acusou o governo de oferecer R$ 400 mil a parlamentares para faltarem à votação do impeachment e R$ 2 milhões para votarem contra. Paulinho, porém, não apresentou qualquer prova nem citou nome de congressista que, segundo ele, tinha recebido a oferta.

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