Oposição quer convocar Mantega e Tombini para falarem sobre rebaixamento

Líder do DEM na Câmara apresenta pedido de convocação do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central para explicarem causas e consequências de nova nota dada ao país por agência de avaliação de risco

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, quer ouvir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre o rebaixamento da economia brasileira pela classificação da agência de risco Standard & Poor’s (S&P). O oposicionista apresentou requerimento de convocação de Mantega e Tombini, nesta terça-feira (25), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

“Comprometeram todos os fundamentos econômicos conquistados a duras penas para a sociedade brasileira com essa contabilidade criativa, obra do Mantega e da Dilma. A credibilidade de nossa política econômica foi corroída por essa manipulação de dados oficiais e agora o governo colhe o que plantou”, critica Mendonça Filho.

Este é o segundo pedido de convocação do ministro apresentado pelo líder do DEM esta semana. Como mostrou o Congresso em Foco, o deputado pernambucano quer ouvir Mantega e o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, na mesma comissão, sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Combinação de fatores

Especializada em avaliações econômicas e análises de bolsas de valores, a agência norte-americana rebaixou ontem (24) a nota do Brasil, de “BBB” para “BBB-“. De acordo com a S&P, o rebaixamento se deve à combinação de fragilidade da situação fiscal do país com a perspectiva de baixo crescimento para os próximos e de piora nas contas externas. Na avaliação da companhia, o Brasil está agora na última classe do “grau de investimento”.

“Há muito temos alertado este governo sobre a necessidade de se fazer um real ajuste fiscal, sem truques contábeis e com diminuição dos gastos correntes”, diz o líder oposicionista no requerimento de convocação. “Além disso, com frequência temos alertado para a falência do modelo econômico escolhido, com aumento da intervenção estatal, foco no consumo e desprezo quase completo pelo investimento”, acrescenta.

No pedido, Mendonça Filho também diz que o governo Dilma não conseguiu trazer a inflação para o centro da meta e que o país ainda sofre com crescimento “pífio”. Para ele, é fundamental que o presidente do Banco Central e o ministro da Fazenda expliquem que medidas estão sendo tomadas ou pretendem tomar para que a política econômica “recupere a credibilidade perdida” e retome a rota do crescimento, com estabilidade.

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