Oposição quer “janela da infidelidade” só após processo de impeachment

“Apesar de achar que no PSDB teria um resultado positivo, o momento não é para mexer em algo com tão grande repercussão na vida política”, refletiu o deputado Bruno Araújo

Oposicionistas defendem que a “janela da infidelidade” , aprovada na semana passada pelo Senado, só passe a valer após o término do impeachment na Câmara. Os senadores optaram por fatiar a emenda da reforma política. Assim, aprovaram apenas a troca de partido, sem punição, 30 dias depois de promulgada a proposta. A “janela” é dispositivo eleitoral que permite ao parlamentar trocar de partido nos 30 dias que antecedem o prazo final para filiação. As informações são do jornal O Globo.

Pelo raciocínio da oposição, o momento é de grande instabilidade política e que a janela seria uma passo importante para o permitir o redesenho do quadro partidário após a definição de quem comandará o país.

Instabilidade

Quando a emenda foi aprovada, senadores da oposição enviaram ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a proposta de que a emenda só entre em vigor após o fim da crise política. Renan avisou precisa conversar com os líderes, uma vez que não há prazo fixado para a promulgação de emendas.

Já o deputado Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara, também quer esperar o desfecho da crise para que a janela permita um rearranjo que garanta governabilidade. Ele avalia que a oposição sairá maior no pós-impeachment, mesmo que ele não se concretize.

“Haverá uma rearrumação grande do quadro partidário, tendo em vista o desfecho da crise política que culminará com a apreciação do impeachment. Se o governo enterra o impeachment, é um quadro que fortalece o governo e é preciso garantir o mínimo de governabilidade. Mas se ele for aceito, a janela também será importante”, afirmou Mendonça.

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da minoria, também destaca que o momento de instabilidade dificulta os movimentos partidários:

“Apesar de achar que no PSDB teria um resultado positivo, o momento não é para mexer em algo com tão grande repercussão na vida política”, refletiu Araújo.

Leia a íntegra da matéria de O Globo

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