Operação que levou Agnelo e Arruda à prisão apura agora desvios de R$ 208 milhões no BRT

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Panatenaico, que levou, em sua primeira etapa, os ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz à prisão ano passado por causa de irregularidades na construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Brasília e no estado de São Paulo.

A suspeita agora é de fraudes no processo licitatório das obras do BRT-Sul, que liga as cidades do Gama e Santa Maria a Brasília, e o pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas. Os investigadores apontam que houve superfaturamento de R$ 208 milhões, o equivalente a 25% do custo total do investimento, de R$ 587 milhões. Os investigados são acusados de corrupção, associação criminosa, fraude licitatória e lavagem de dinheiro.

Também conhecido como Expresso DF ou Eixo Sul, o BRT-Sul foi inaugurado em junho de 2014, como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014. O sistema, de 43 km, transporta em média 220 mil passageiros por dia.

Na primeira etapa da Panatenaico, além dos dois ex-governadores, 19 pessoas foram presas. Ao todo, 12 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal e viraram réus em ações que investigam lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa na reforma do estádio Mané Garrincha.

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