Por ofensa sexual, ex-deputado vai doar R$ 30 mil a orfanato

“Eu, Paulo Gabriel Godinho Delgado, [...] venho externar meu arrependimento com este pedido formal de desculpas asseverando que não tenho qualquer razão que desabone a conduta da ofendida, e que jamais voltarei a desrespeitá-la”

Acusado de ter proferido ofensas com conotação sexual contra uma jornalista, na presença de dezenas de convidados em uma festa, o ex-deputado federal Paulo Delgado vai ter de doar R$ 30 mil, em nome da ofendida, ao orfanato Nosso Lar, que funciona na capital federal. Esse foi o resultado de acordo entre as partes alcançado em audiência de conciliação realizada em 9 de setembro, no 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Brasília.

Como este site mostrou com exclusividade em 26 de agosto, o ex-congressista xingou a empresária em um evento patrocinado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), em 16 de março. Na ocasião, segundo a denúncia, ele disse aos gritos, entre outras ofensas, que a empresária fazia sexo oral em “Lula” – para a jornalista, o alvo da insinuação era o ex-presidente da República, companheiro de partido de Delgado.

O ex-deputado acabou indiciado por crimes contra a honra (difamação e injúria), com enquadramento nos artigos 139 (“Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”) e 140 (“Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”) do Código Penal. Com o acordo, livrou-se de eventuais punições. Além da doação, que será feita em três parcelas iguais, Delgado teve de escrever uma carta de retratação. A jornalista não quis ter seu nome divulgado.

“Eu, Paulo Gabriel Godinho Delgado, declaro a quem interessar possa que, ao final do evento [...] sem motivo me comportei de forma equivocada proferindo ofensas de cunho moral contra a pessoa de [...], reconhecendo que fui impróprio, injusto, venho externar meu arrependimento com este pedido formal de desculpas asseverando que não tenho qualquer razão que desabone a conduta da ofendida, e que jamais voltarei a desrespeitá-la”, registra o ex-parlamentar, na “sentença irrecorrível” proferida pela juíza Zoni de Siqueira Ferreira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Ex-deputado é acusado de ofensa sexual a jornalista

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