OAB quer rapidez nas investigações contra Temer e quebra do sigilo de gravações do dono da JBS

Claudio Lamachia classificou as denúncias contra Temer e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zeze Perrela (PMDB-MG), reveladas pelo jornal O Globo, como “estarrecedoras, repugnantes e gravíssimas”

 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, classificou as denúncias contra o presidente Michel Temer e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zeze Perrela (PMDB-MG), reveladas pelo jornal O Globo na noite desta quarta-feira (17), como “estarrecedoras, repugnantes e gravíssimas”.

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Por meio de nota, Lamachia defendeu que o caso seja investigado com celeridade e pediu que as gravações realizadas pelo empresário Joesley Batista, proprietário da marca JBS, que mostram a tentativa de obstrução de Justiça pelo presidente Michel Temer sejam tornadas públicas.

“As gravações citadas precisam ser tornadas públicas, na íntegra, o mais rapidamente possível. E a apuração desses fatos deve ser feita com celeridade, dando aos acusados o direito à ampla defesa e à sociedade a segurança de que a Justiça vale para todos, independentemente do cargo ocupado”, ressaltou o presidente da OAB Nacional.

No início da noite desta quarta-feira (17), o jornal O Globo revelou que o presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim e repercutiu em todos os jornais do país.

“A sociedade precisa de respostas e esclarecimentos imediatos. As cidadãs e cidadãos brasileiros não suportam mais conviver com dúvidas a respeito de seus representantes”, disse Lamachia em nota divulgada logo após as revelações do caso.

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, em uma conversa de áudio, que durou cerca de 30 minutos, o presidente do PSDB aparece pedindo R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

Ao todo, foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. Uma delas foi filmada pela Polícia Federal. Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG), recebeu as malas de dinheiro de um primo do senador Aécio Neves, incumbido da missão de receber o dinheiro da JBS. O assessor negociou para que os recursos fosse parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.

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