‘Nunca bati em mulher’, afirma parlamentar do DEM que ameaçou deputada

Apesar disso, Alberto Fraga ressaltou que frase “mulher que bate como homem tem que apanhar como homem” era no ‘sentido político’

Momentos após a polêmica com a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), o presidente regional do DEM no Distrito Federal, Alberto Fraga, afirmou, por meio de nota oficial, que usou a frase “mulher que bate como homem tem que apanhar como homem” no sentido “político”. E depois ressaltou: “nunca bati em mulher”.

A parlamentar se desentendeu com Fraga durante a votação da MP 665/14, que torna mais rigoroso o acesso a direitos trabalhistas ao alterar regras de concessão de benefícios como o seguro-desemprego. Durante uma discussão entre os dois em plenário, Fraga, alegando defender o deputado federal Roberto Freire (PPS-PE), afirmou à Jandira que “mulher que bate como homem tem que apanhar como homem”.

Na nota oficial divulgada na noite de quarta-feira (6), Fraga classificou o episódio como lamentável e disse que a parlamentar teria antes agredido verbalmente Freire. “Como ela havia sido extremamente ríspida com o deputado Freire, falei que se ela ‘bate como homem tem que apanhar como homem’. Esclareço, no entanto, que eu me referia a apanhar no sentido político, no debate das ideias. Reafirmo uma postura que tem permeado minha vida pública e privada: não defendo e jamais defendi a violência contra a mulher ou contra qualquer pessoa”, afirmou o deputado.

“Quem conhece a mim e a minha história, sabe que em minha trajetória jamais agredi mulher alguma. Tenho esposa e filha e jamais as destratei ou a qualquer outra mulher, as quais respeito e admiro, inclusive defendendo os movimentos feministas. Mas não vou deixar de dizer as verdades que precisam ser ditas, ainda que tenha que ser criticado por isso”, complementou.

 

Confira a nota oficial do deputado Alberto Fraga

No início da noite de hoje (06), durante sessão de votação, ocorreram fatos lamentáveis no Plenário da Câmara dos Deputados. Com o intuito de defender o colega Roberto Freire, que estava sendo injustamente agredido verbal e fisicamente, me envolvi em uma polêmica com alguns deputados, entre os quais a deputada Jandira Feghalli.Como ela havia sido extremamente ríspida com o deputado Freire, falei que se ela “bate como homem tem que apanhar como homem”. Esclareço, no entanto, que eu me referia a apanhar no sentido político, no debate das ideias. Reafirmo uma postura que tem permeado minha vida pública e privada: não defendo e jamais defendi a violência contra a mulher ou contra qualquer pessoa.Ainda no calor do debate, fui acusado por outro parlamentar de ter má fama no Distrito Federal. Ora, se minha fama fosse assim tão ruim eu não teria sido o deputado mais votado no DF. Represento uma parcela importante dos eleitores daqui, homens e mulheres, que se orgulham do meu trabalho na Câmara e são testemunhas do meu respeito às mulheres.Desde o começa da sessão que analisa as medidas do ajuste fiscal, o que se pretendia era tirar o foco da votação que estava em curso. Ou seja, o governo e seus aliados queriam fazer novamente, assim como haviam feito na terceirização, uma cortina de fumaça para não admitir que as medidas propostas são extremamente nocivas à sociedade brasileira.Quem conhece a mim e a minha história, sabe que em minha trajetória jamais agredi mulher alguma. Tenho esposa e filha e jamais as destratei ou a qualquer outra mulher, as quais respeito e admiro, inclusive defendendo os movimentos feministas. Mas não vou deixar de dizer as verdades que precisam ser ditas, ainda que tenha que ser criticado por isso.

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