Novos diplomatas não têm perfil pré-definido, diz especialista

Professora de curso especializado em preparação para concurso do Rio Branco diz que profissionais recém-formados e experientes, mulheres e homens das mais diversas áreas disputam vaga em igualdade de condições

De acordo com a portaria divulgada pelo Instituto Rio Branco, no Diário Oficial da União, as 30 vagas disponíveis no próximo processo seletivo serão para o cargo de terceiro secretário, primeiro degrau da carreira (veja detalhes aqui). Para se candidatar, o interessado deve ter graduação em qualquer área do conhecimento.

Como conquistar uma das 30 vagas para o Itamaraty

Bachareis em Direito e Relações Internacionais tradicionalmente “têm sido bem sucedidos nas últimas seleções”, informa o Itamaraty. Porém, “muitos profissionais de áreas não correlatas, como engenheiros e médicos têm logrado êxito na seleção”. Isso se justifica, ainda segundo o ministério, porque “a graduação não é ponto determinante para a aprovação do candidato. O que geralmente constitui vantagem é o conhecimento de idiomas”. Na seleção, a língua inglesa tem o mesmo peso que as demais disciplinas com provas objetiva e discursiva. Além disso, o candidato passa por avaliações discursivas de espanhol e francês, que têm um terço do valor das demais e são de caráter apenas classificatório.

A professora Raphaela Serrador, do Curso Clio, especializado em preparação para a seleção da carreira diplomática, acredita que não existe mais um perfil definido. “O mito de que é carreira para homens já foi desbancado. Cada vez mais mulheres se preparam e são aprovadas”, explica a professora de inglês.

Ela também observa que tanto jovens que acabaram de sair da faculdade quanto profissionais experientes estão em busca de vagas. “Há uma quantidade grande de recém-formados, que enxergam na carreira uma oportunidade de trabalho e crescimento profissional e começam a se preparar ainda nos últimos anos da graduação.

No entanto, há também profissionais experientes das mais diversas áreas, formados há anos, que buscam no concurso uma oportunidade de mudança em suas áreas de atuação, novos desafios ou a concretização de um sonho”, comenta. Em comum, segundo a Raphaela, os diversos perfis têm o interesse e a disciplina nos estudos, condição fundamental para o sucesso no concurso.

Mais vagas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei Complementar 122/2011 (veja íntegra aqui), que cria 400 postos para o cargo de diplomata e 893 para oficial de chancelaria. Devido ao recesso parlamentar, a proposta só deve ser apreciada em fevereiro deste ano.

De acorodo com o texto, de autoria do Executivo Federal, as novas vagas serão preenchidas ao longo dos próximos quatro anos. Os cargos de oficial de chancelaria dependem de autorização expressa do Ministério do Planejamento e, para diplomatas, basta previsão orçamentária do Ministério das Relações Exteriories. A chancela por parte dos senadores é a última etapa antes da sanção presidencial. O custo anual aos cofres públicos de todas as 1,2 mil vagas será de R$ 600 milhões por ano.

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