Novo secretário de Saúde do DF responde processo por improbidade administrativa

Gondim é acusado de ter omitido informações a respeito de despesas e receitas do governo do Estado, que não foram divulgadas no Portal Transparência na época em que ele era secretário de Planejamento e Orçamento

O novo secretário de Saúde do Distrito Federal, o consultor do Senado Fábio Gondim, responde a um processo administrativo por possíveis atos de improbidade cometidos quando ele era secretário de Planejamento e Orçamento do Estado do Maranhão. Godim foi empossado na tarde desta quinta-feira (24). As informações são do jornal Destak.

De acordo com o jornal, Gondim, juntamente com outros integrantes do governo do Maranhão, teria omitido informações a respeito de despesas e receitas do governo do Estado, que não foram divulgadas no Portal Transparência. Gondim foi secretário de Planejamento entre abril de 2010 e abril de 2012, durante o governo de Roseana Sarney (PMDB). Depois, entre 2013 e 2014, ele assumiu a secretaria de Gestão e Previdência.

Segundo um relatório da Secretaria de Transparência e Controle do Maranhão, Gondim teria “violado os deveres da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”. O processo investigatório foi encaminhado pela Secretaria de Transparência e Controle e pela Corregedoria do Estado do Maranhão ao Ministério Público e para a Polícia Civil para a abertura de inquérito. Godim negou todas as  acusações.

O novo secretário de Saúde do DF Gondim fez carreira como apadrinhado da família Sarney. Em 2009, ele foi escolhido por Sarney, na época presidente do Senado, como integrante da comissão de sindicância que apurou o uso dos atos secretos na Casa. A comissão concluiu os trabalhos recomendando a abertura de processo administrativo contra dois ex-diretores do Senado, o hoje deputado distrital Agaciel Maia (PTC) e João Carlos Zoghbi. O relatório final não citava nem Sarney, que era apontado como principal responsável pelos atos secretos, nem qualquer outro senador, sob o argumento de que faltava à comissão de sindicância competência para investigar parlamentares. À época, Gondim chegou a ser cotado para assumir a diretoria-geral no lugar de Agaciel.

 

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