“Nossa imagem não será afetada”, diz Patriota

Ministros e servidores fazem ato para repudiar atos de vandalismo. Pasta ainda não se sabe o valor do prejuízo causado, mas ministro garante que tudo estará em ordem até amanhã

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou nesta sexta-feira (21) que os recentes atos de vandalismo dentro dos protestos pelo país não devem prejudicar a imagem do Brasil no exterior. A afirmação ocorreu após uma manifestação diferente do que vem acontecendo por cerca de mil servidores e terceirizados do ministério. Eles abraçaram o Palácio do Itamaraty em sinal de repúdio aos atos de vandalismo que danificaram as vidraças e partes do prédio.

Para Patriota, o ato de violência e de vandalismo foi covarde, mas acha que o episódio não prejudica a imagem do Brasil perante os demais países. "A imagem do Brasil é de uma democracia, de uma sociedade aberta e plural e nossa imagem não será afetada", afirmou. Por enquanto, acrescentou o chanceler, não há cálculo do prejuízo causado por alguns manifestantes. A expectativa é que até amanhã todos os vidros quebrados já estarão substituídos. A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, também participaram do ato. Amorim antecedeu Patriota na pasta.

Para Marco Aurélio Lopes Filho, assessor no ministério, o ato é simboliza o apoio dos servidores à instituição. Ele estava presente no ministério no momento em que um grupo de manifestantes tentou invadir o local. "Estávamos no prédio do anexo e acompanhamos tudo pela televisão. Ficamos um pouco apreensivos, mas a sensação maior foi de lamentar o que estava acontecendo", disse.

Além dos servidores, algumas pessoas que participaram da manifestação de ontem também foram abraçar o Itamaraty. "É uma questão de responsabilidade social. Viemos para demonstrar que somos contra os atos de vandalismo. Queremos mudar o Brasil e por isso não podemos tolerar essas coisas. Vim porque realmente acredito que cada brasileiro está fazendo a sua parte. Não queremos passar para o exterior essa imagem, não queremos ser chamados de selvagens", afirmou o estudante Marcos Lopes. Junto com ele, vieram cerca de 20 amigos.

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