Nos jornais: para 55%, Copa trará prejuízos ao povo, diz Datafolha

Mais da metade da população brasileira acredita que a Copa do Mundo trará mais prejuízos do que benefícios ao país, revela pesquisa. Em junho, no auge das manifestações de rua, 44% afirmavam que as perdas seriam maiores que os ganhos

Folha de S. Paulo

Para 55%, Copa trará prejuízos ao povo

Mais da metade da população brasileira acredita que a Copa do Mundo trará mais prejuízos do que benefícios ao país, revela pesquisa realizada pelo Datafolha.

Para 55% dos entrevistados, a competição vai resultar em problemas para a população em geral, contra 36% que estão otimistas com melhorias que a Copa deixará para o Brasil (9% não souberam responder a pergunta).

Em junho de 2013, havia equilíbrio: 44% afirmavam que o prejuízo seria maior, mas 48% dos brasileiros diziam que a Copa do Mundo traria mais benefícios.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre benefícios e prejuízos pessoais: 49% acham que terão mais dificuldades no seu dia-a-dia enquanto 31% disseram que haverá vantagens.

A pesquisa do ano passado ocorreu durante o período em que as manifestações se espalharam pelo Brasil e dois dias antes da final da Copa das Confederações, realizada dia 30 de junho e vencida pelo Brasil (3 a 0 contra a Espanha, no Maracanã), evento considerado teste para a Copa do Mundo.

"Mesmo agora, fora do clima dos protestos, essa crítica à realização da Copa cresceu. Esse é o resultado importante, já que anteriormente a população estava dividida", disse Mauro Paulino, diretor geral do Datafolha.

"O brasileiro não é bobo. Mudou da água para o vinho o que foi prometido em 2007 [ano da eleição à sede]. Não se imaginava que teria tantos problemas com orçamento, com redução brutal do investimento com mobilidade urbana, por exemplo. Não há legado", disse Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, especializada em marketing esportivo.

Ligação com doleiro leva petista a pedir licença da Câmara

Após a revelação de suas ligações com o doleiro Alberto Youssef, alvo de operação da Polícia Federal, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), se disse ontem vítima de um "massacre midiático" e pediu licença do cargo de deputado --o que, consequentemente, também o afasta provisoriamente da função que ocupava na Mesa Diretora da Casa.

A licença, de 60 dias e não remunerada, vem na esteira da divulgação de diálogos seus com o doleiro, apontado pela PF na Operação Lava Jato como um dos chefes de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Na semana passada, a Folha revelou que o deputado pediu a Youssef um jatinho emprestado para passar as férias com a família em João Pessoa, na Paraíba. Da tribuna da Câmara, ele disse que o pedido foi imprudente'' e reconheceu que conhece o doleiro há 20 anos. Negou, no entanto, relações com eventuais atos ilícitos de Youssef.

A revista "Veja" mostrou outras mensagens interceptadas pela PF em que Vargas prometia ajudar o doleiro. "Acredite em mim. Você vai ver o quanto isso vai valer. Tua independência financeira e nossa também, é claro", dizia uma delas, enviada por Youssef.

Uma das hipóteses da PF é que o deputado e o doleiro sejam sócios num laboratório chamado Labogen.

Ontem, após se licenciar, Vargas afirmou em carta que seu afastamento é uma forma de preservar a Câmara.

Empresa investigada pela polícia doou R$ 4,5 milhões ao PT

Investigada pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, a empresa Jaraguá Equipamentos doou R$ 4,5 milhões ao diretório nacional do PT entre 2010 e 2012.

A empresa, que é fornecedora da Petrobras, é apontada pela PF como uma das financiadoras do esquema que seria comandado pelo doleiro Alberto Youssef, atualmente preso em Curitiba.

A Jaraguá Equipamentos foi contratada pela Petrobras para a obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, no valor de R$ 1,2 bilhão.

Em 2010, ano de eleição presidencial, a companhia doou, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), R$ 2,5 milhões para o PT. Em 2011, repassou R$ 1 milhão ao partido. No ano seguinte, mais R$ 1 milhão.

A prestação de contas partidárias de 2013 ainda não está disponível no sistema do TSE. Não há registro de doações para outras legendas pelo menos em 2010 e 2011.

Medo da inflação é generalizado, revela pesquisa Datafolha

O aumento do temor em relação à inflação, sentimento que ajuda a explicar a queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff, é generalizado. Segundo o Datafolha, ocorre em todas as regiões, atinge pessoas de todos os níveis de escolaridade e em todas as faixas de renda.

Quanto mais rico e escolarizado o eleitor, maior foi o aumento do medo. Um ano atrás, só 5% das pessoas com ensino superior apostavam em inflação. Agora são 71%.

Entre os que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos, a taxa é parecida: 69% falam em mais inflação. Em fevereiro, eram 55%. Em março de 2013, 38%.

No polo oposto (até dois salários mínimos), o pessimismo também é alto: 64% falam em aumento da carestia.

Comissão aponta 17 centros clandestinos usados na ditadura

A Comissão Nacional da Verdade apresentou ontem um estudo que aponta 17 centros clandestinos utilizados em todo o país pelas Forças Armadas na ditadura (1964-85) para torturar presos e desaparecer com os corpos dos militantes executados.

Elaborado pela historiadora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Heloísa Starling, assessora do grupo, o relatório, ainda preliminar, afirma que a criação e o funcionamento desses centros faziam parte da política de enfrentamento dos militares contra os opositores.

Eles eram montados em casas, apartamentos, sítios e fazendas com a participação de militares e, em alguns casos, policiais que atuavam na repressão. A maioria dos imóveis era emprestado por empresários amigos do regime.

Joaquim Barbosa defende regulação da mídia no país

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, defendeu ontem a criação de um marco legal para a regulação dos meios de comunicação no Brasil. Segundo o ministro, falta diversidade ideológica e racial a jornais e emissoras de televisão.

"Normatização, regulação, seja ela do Estado ou autorregulação, é importante. O que não deve haver é falta de qualquer regulação", disse, após a abertura do seminário "A Liberdade de Expressão e o Poder Judiciário", no Tribunal de Justiça do Rio. O evento, organizado por Unesco, ONU, STF, CNJ e OEA, termina hoje.

O ministro negou que a regulação constitua uma forma de censura à imprensa. Para ele, o marco legal ajudaria juízes a resolver conflitos entre meios de comunicação e pessoas que se sentem afetadas por informações difundidas.

Aliados tentam apressar no Senado indicação de Gim Argello para o TCU

Aliados do senador Gim Argello (PTB-DF) querem acelerar para hoje a votação no Senado de sua indicação ao cargo de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

A estratégia visa garantir a vaga ao petebista, que enfrenta resistência de servidores da própria corte por responder a seis processos no STF (Supremo Tribunal Federal).

Um grupo de senadores avalia, porém, que a tática pode ser um "tiro no pé" e que o ideal seria esperar o clima ficar mais favorável a Gim.

Cabe ao Senado indicar o substituto do ministro Valmir Campelo, que se aposentou do cargo ontem. A Constituição estabelece que as indicações ao TCU partem da Presidência da República ou do Congresso. Pelo rodízio estabelecido nas indicações, desta vez a vaga cabe ao Senado.

O nome tem que ser aprovado pelo Congresso e, depois, referendado pela presidente Dilma Rousseff.

O Estado de S. Paulo

Aliados de Dilma articulam adiar reunião da CCJ

Em mais uma manobra para atrasar o início das investigações sobre a Petrobras no Congresso, aliados da presidente Dilma Rousseff articulam adiar a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que vai analisar a abrangência da CPI. Inicialmente agendada para a tarde de amanhã, o plano é jogar a reunião para quinta-feira.

Nomeado nesta segunda-feira relator da questão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) indicou a aliados que vai abraçar a missão, mas alegou que não deve conseguir dar um parecer a tempo. Em resposta aos movimentos do governo, a oposição apresentará amanhã um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar garantir uma investigação exclusivamente sobre a estatal.

"Seria intransigência da minha parte dar a ele apenas 24 horas para avaliar uma questão importante como essa", defendeu o presidente da CCJ, Vital do Rêgo (PMDB-RR). "Ainda não tomei conhecimento do material. Preciso avaliar antes para definir quanto tempo vou precisar para relatar a matéria", argumentou Jucá.

Planalto e petistas rifam André Vargas e pressionam por renúncia

O Palácio do Planalto e a cúpula do PT vão pressionar o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, a renunciar ao mandato. Na avaliação de ministros e dirigentes petistas, o caso Vargas pode alimentar a CPI da Petrobrás, desgastar ainda mais a presidente Dilma Rousseff, que concorrerá à reeleição, e prejudicar as candidaturas do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo e da senadora Gleisi Hoffmann à sucessão paranaense.

No Planalto, o comentário é que o pedido de licença do deputado, apresentado nesta segunda, 7, não resolve a questão. A situação de Vargas é definida no Planalto como "delicadíssima", insustentável num ano eleitoral.

A bancada do PT na Câmara vai se reunir nesta terça para avaliar o assunto. Vargas está em Brasília, mas até agora não se sabe se ele participará do encontro. Na quinta-feira, a Executiva Nacional do partido também vai se reunir, em São Paulo, e deve ser nomeada uma comissão interna para que Vargas dê explicações.

O presidente do PT, deputado Rui Falcão, conversou nesta segunda-feira, 7, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise política. "Até a semana passada o PT tratava o caso como um assunto pessoal do deputado. Agora, diante das novas informações, a executiva nacional terá que discutir o caso", disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão. "Sempre temos que trabalhar com a presunção da inocência mas o PT não convalida este tipo de relação, se é que ela existe."

Advogado de Dirceu diz que MP quer rastrear ligações

O Ministério Público quer que a Justiça decrete quebra de sigilo telefônico para identificar as ligações para o Estado da Bahia geradas provavelmente das coordenadas geográficas onde está localizada a penitenciária da Papuda, em Brasília. A revelação foi feita pelo advogado do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Preso na Papuda desde novembro, o político cumpre pena por envolvimento com o esquema do mensalão.

De acordo com o advogado José Luis Oliveira Lima, a quebra de sigilo deve abranger 16 dias. A expectativa é de que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, decida o assunto nos próximos dias. Em janeiro, a imprensa noticiou uma declaração do secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia, em que ele afirmava ter falado por telefone com Dirceu no início de janeiro. Um procedimento administrativo foi aberto, mas autoridades do Distrito Federal concluíram que isso não ocorreu.

Aécio defende recurso ao STF por CPI da Petrobras

O senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência da República, confirmou que representantes de partidos da oposição vão acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 08, buscando garantias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada especificamente para a investigação da Petrobras. "Vamos pedir que se cumpra a Constituição, que se garanta o direito das minorias de investigar", destacou, durante entrevista coletiva em Porto Alegre, no final da tarde desta segunda-feira,07, pouco antes de participar, como palestrante, da abertura do Fórum da Liberdade, um evento anual voltado á discussão de temas políticos e econômicos.

Aécio criticou a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros, que admite que a CPI a ser instalada no Congresso investigue também o metrô de São Paulo e o porto de Suape, em Pernambuco, como querem os aliados da presidente Dilma Rousseff. O senador usou palavras como "vergonha" e "hipocrisia" para qualificar os movimentos da base governista e afirmou que "eles não querem investigar coisa alguma" e "querem, com esse artifício, impedir que haja foco na investigação da Petrobras".

Correio Braziliense

Escândalo leva o governo a rifar petista na Câmara

Ao pedir uma licença de 60 dias do mandato parlamentar por conta do envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff, o petista André Vargas (PR) sepulta pretensões políticas futuras de presidir a Câmara a partir de 2015. Mais do que isso: perde poder dentro da legenda que milita, não evita uma possível abertura de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar nem a investigação do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Foi o PT quem entregou a cabeça de Vargas, incomodado com mais uma acusação de corrupção manchando a imagem do partido em ano eleitoral. No Planalto, fica o alívio de ver fora de combate um dos maiores defensores do “Volta, Lula”.

Na próxima quinta-feira, a Executiva Nacional do PT reúne-se em São Paulo para analisar a situação de Vargas, que é pressionado inclusive a renunciar ao mandato. “O PT trabalha com a presunção de inocência, mas não convalida esse tipo de relação, se é que ela existe”, afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, ao sair de uma reunião no Instituto Lula.

Será formada uma comissão de três integrantes da Executiva, que poderá convocar Vargas a se explicar. O deputado, que no início de fevereiro aproveitou a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, no Congresso para repetir o punho erguido dos mensaleiros presos, não resistiu à revelação de novos diálogos mostrando a ligação com o doleiro Alberto Yousseff, preso na Operação Lava-Jato.

Movimento repudia Gim no TCU

Cerca de 200 servidores do Tribunal de Contas da União (TCU) e representantes da sociedade civil protestaram, na tarde de ontem, em frente à sede da Corte, contra a indicação do senador Gim Argello (PTB-DF) para o cargo de ministro do TCU. Articulada desde o ano passado, a indicação ganhou ainda mais força com a aposentadoria antecipada do ministro Valmir Campelo, na última sexta-feira. Por meio de sua assessoria de imprensa, Gim alega ter os requisitos para assumir o posto, incluindo certidões negativas criminais “em todas as instâncias”.

Para chegar ao TCU, Gim articulou com colegas parlamentares uma campanha de apoio ao seu nome. O senador não esconde, inclusive, a amizade que diz ter com a presidente da República, Dilma Rousseff, o que lhe garantiria a vaga aberta por Campelo, que também é do DF. O ex-ministro, que chegou ao TCU na cota de indicações do Congresso Nacional, completa a idade limite de 70 anos em outubro, mas sua saída repentina abriu caminho para articulações que podem se refletir nas eleições deste ano. Isso porque Gim foi apresentado como pré-candidato à reeleição na chapa encabeçada pelo ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR). Uma vez no Tribunal, no entanto, a vaga ao Senado na chapa de Arruda poderia ser oferecida a outros partidos.

Guerra da CPI vai ao Supremo

Em mais um dia de batalhas jurídicas e regimentais para saber qual CPI será instalada no Congresso, a oposição vai ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de garantir o direito das minorias para instalar uma investigação exclusiva da Petrobras. Já a base aliada tentará fazer valer a maioria na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para prevalecer a tese da comissão mais ampla, incluindo o metrô de São Paulo, a refinaria Abreu e Lima e o Porto de Suape, ambos em Pernambuco. O processo na CCJ será relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Os oposicionistas pediram uma audiência no fim da manhã de hoje com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Durante entrevista concedida em Porto Alegre, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), defendeu a mobilização. “Vamos pedir que se cumpra a Constituição, que se garanta o direito das minorias de investigar”, destacou ele.

O tucano repetiu os argumentos que vem elencando nos embates em Brasília, classificando como “vergonha” e “hipocrisia” os movimentos da base governista, afirmando que “eles não querem investigar coisa alguma” e pretendem, “com esse artifício, impedir que haja foco na investigação da Petrobras”.

Aposta no PMDB

O Palácio do Planalto luta para evitar uma CPI apenas da Petrobras e joga as fichas em dois peemedebistas que já foram próximos do governo, mas vivem momentos de estremecimento na relação com o governo: o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da questão na CCJ.

Jucá foi líder do governo na Casa no início do governo Dilma. Ele já havia exercido essa função nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Mas foi afastado da função ainda em 2011, após o plenário do Senado rejeitar a recondução de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Dilma alegou um rodízio de lideranças na Casa, mas, desde então, o líder governista é o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Já Vital do Rêgo viveu durante seis meses a expectativa de tornar-se ministro da Integração Nacional, quando Fernando Bezerra Coelho deixou o cargo, em setembro do ano passado. A presidente Dilma Rousseff, contudo, frustrou os planos do senador e efetivou Francisco Teixeira como ministro.

Dilma reage à oposição

A presidente Dilma Rousseff avisou ontem aos opositores que o governo dela já tem “experiência” em ser atacado em anos eleitorais e não recuará diante da briga pela sucessão, que começará oficialmente em junho. Ao entregar, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, máquinas para 151 municípios e anunciar recursos para prefeituras, a petista foi firme ao chamar os adversários para o embate. “Podem ter certeza: o meu governo continuará governando, mantendo o seu caráter republicano, mas nós não recuaremos um milímetro da disputa política quando ela aparecer”, afirmou a petista, no maior reduto eleitoral do principal adversário nas urnas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Um pastor que sonha com a Presidência

O Partido Social Cristão (PSC) lança hoje a pré-candidatura do vice-presidente da sigla, o pastor Everaldo Pereira, para a Presidência da República. Com a capacidade de mobilizar cerca de 3% das intenções de voto antes mesmo de oficializar a candidatura ao Planalto, segundo estimativas da própria legenda, o pastor promete dar trabalho a pelo menos uma das principais chapas que devem concorrer em outubro. A dupla Eduardo Campos e Marina Silva, ambos do PSB, é a que mais deve sentir o impacto da candidatura do evangélico, com a perda do voto de religiosos. De acordo com os dados que o PSC trabalha, o pastor é o quarto no ranking da preferência dos brasileiros para chefiar o Executivo federal.

Na busca por votos, a principal tarefa do pastor será sair do reduto da igreja, no Rio de Janeiro. A movimentação já foi iniciada, com uma série de viagens ao redor do país. “Não trabalho na igreja nem sou pré-candidato à presidência da igreja. O que temos são princípios cristãos, tenho voto em todas as frentes, independentemente da igreja”, diz Everaldo. Mesmo restrito aos evangélicos do Ministério Madureira, onde ele atua, os números são promissores. O local corresponde a 30% dos evangélicos da congregação, cerca de 4,8 milhões de fiéis — número equivalente a aproximadamente 3% dos eleitorado brasileiro. No pleito de 2010, com esses votos a mais, por exemplo, a então candidata Dilma Rousseff teria faturado as eleições ainda no primeiro turno.

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