Nos jornais: papéis mostram que filho de Maluf geriu contas em Jersey

Documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram que filho do deputado movimentou pessoalmente recursos que teriam sido transferidos ilegalmente para paraíso fiscal britânico em sua gestão como prefeito de São Paulo, informa a Folha de S. Paulo

Folha de S. Paulo

Papéis mostram que filho de Maluf geriu contas em Jersey

Documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram que um filho do deputado Paulo Maluf (PP-SP) movimentou pessoalmente recursos que teriam sido transferidos ilegalmente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, em sua gestão como prefeito de São Paulo.

Os documentos foram obtidos entre 2004 e 2007, durante as investigações conduzidas em Jersey, e incluem cartas em que o empresário Flávio Maluf dá instruções para a movimentação de contas associadas ao seu pai.

A Folha obteve cópias desses papéis e comparou-as com documentos da Eucatex, empresa controlada pela família Maluf no Brasil. As assinaturas de Flávio nas cartas encontradas em Jersey são idênticas às que aparecem nos registros da Eucatex.

A Prefeitura de São Paulo move uma ação na Justiça de Jersey contra as empresas que controlam esse dinheiro e pede a repatriação de US$ 22 milhões dos US$ 175 milhões que a família Maluf teria depositado na ilha. As mensagens assinadas por Flávio fazem parte da causa.

Filho de deputado diz desconhecer documentos

A defesa do empresário Flávio Maluf, filho do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), limitou-se a afirmar que desconhece os documentos que indicam assinaturas de Flávio em documentos de empresas acusadas em processo na ilha de Jersey.

A Folha encaminhou as cartas obtidas no paraíso fiscal ao advogado de Flávio, o criminalista José Roberto Batochio, por e-mail.

"Desconhecemos o documento a que você se refere no seu e-mail", respondeu o defensor de Flávio.

A reportagem enviou nova mensagem eletrônica a Batochio com cópias dos papéis de Jersey e solicitou um posicionamento específico sobre as assinaturas e o teor dos documentos.

Porém, a resposta foi a de que a manifestação iria se limitar "ao texto anteriormente enviado".

A defesa fez críticas às investigações do Ministério Público sobre corrupção em obras da gestão Maluf.

Marcos Valério nega ter ameaçado Lula e afirma que não é dedo-duro

Acusado de operar o esquema do mensalão, o empresário Marcos Valério negou ontem em Belo Horizonte que pretenda fazer revelações sobre o caso, cujo julgamento está marcado para começar no dia 2.

"Eu sou igual ao Delúbio, nunca endureci o dedo para ninguém e não vai ser agora, às vésperas do julgamento", disse Valério ao site "Terra" quando se encaminhava para almoçar em um restaurante da zona sul da cidade.

Valério faz menção ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Depois de ser expulso do partido, Delúbio foi reintegrado em 2011.

Nos bastidores, setores da legenda apontam seu silêncio em todo esse tempo como um dos principais motivos para a reabilitação.

De óculos escuros, calça jeans e blazer, Valério disse ser "ficção científica" o rumor de que estaria ameaçando relatar um encontro secreto que teria mantido com o ex-presidente Lula antes do estouro do escândalo.

População vai julgar STF, diz Eliana Calmon

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, disse ontem que o julgamento do mensalão vai influenciar a imagem que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem aos olhos da sociedade.

Para ela, a população fará um juízo de valor a respeito da decisão: "É um momento para se ter a ideia do que representa o Supremo na sociedade." Apesar disso, ela afirmou considerar improvável que o STF seja influenciado.

Cachoeira passa por avaliação psiquiátrica antes de audiências

Um dia antes de participar de audiência na Justiça Federal em Goiás, o empresário Carlinhos Cachoeira passou ontem por duas avaliações psiquiátricas: uma por seu médico particular e outra por um perito criminal.

As avaliações foram um pedido da defesa de Cachoeira. Ele foi atendido pelo psiquiatra Antônio Frota, por cerca de meia hora. Além disso, um perito indicado pela Justiça Federal fará relatório para o juiz responsável pelo caso.

A partir da avaliação, o magistrado poderá decidir se Cachoeira permanece preso preventivamente ou se poderá responder ao processo em liberdade. "Estamos preocupados com o estado de saúde dele", disse a advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti.

O empresário foi transferido ontem de presídio em Brasília para a sede da PF em Goiânia para participar de audiência. A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, esteve no local e enviou um bilhete ao marido.

No papel, dizia que o amor entre eles "era mais forte que tudo" e que estava rezando pelo empresário.

De olho na TV, Lula diz que em 15 dias começará a fazer campanha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou dirigentes do PT para fazer um diagnóstico sobre as candidaturas do partido e afirmou que espera entrar na campanha de seu escolhido para disputar a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, em duas semanas.

A expectativa é que ele seja liberado pelos médicos no dia 6 de agosto, quando fará exames de avaliação do tratamento a que se submeteu contra um câncer na laringe.

A data deve coincidir com o início da cobertura intensiva pelas emissoras de TV, especialmente a Globo, do dia a dia dos candidatos.

A ideia do partido é programar eventos externos de Haddad com Lula a partir do dia 7, aproveitando a exposição na emissora para tornar Haddad mais conhecido.

Fator Chalita fez PSDB inflar Russomanno

Tecnicamente empatado com José Serra (PSDB) na corrida pela prefeitura paulistana, Celso Russomanno (PRB) teve sua candidatura anabolizada pelo próprio tucanato.

Aliados de Serra encorajaram o PTB a ir com Russomanno para evitar que petebistas apoiassem o candidato Gabriel Chalita (PMDB).

Em conversas às vésperas da oficialização da aliança, o presidente do PTB de São Paulo, deputado Campos Machado, consultou tucanos sobre quem apoiar.

Apesar da boa performance de Russomanno nas pesquisas, articuladores de Serra avaliaram que Chalita representaria ameaça maior.

Apoiado pelo PTB, Chalita passaria de 8min44s para 10 min diários na TV. Graças à adesão do PTB, o tempo de Russomanno subiu de 2min46s para 4min20s.

Servidora do tribunal do Trabalho recebeu R$ 91,9 mil

O TST (Tribunal Superior do Trabalho), que paga salários para cerca de 2.000 servidores e ministros, fez pelo menos 65 pagamentos brutos acima de R$ 26,7 mil, o teto constitucional. Em nenhum caso reteve excedentes.

Isso porque boa parte dos vencimentos são acrescidos com indenizações, benefícios como 13º e gratificação de férias, que, por lei, não são contados para compor o teto.

O maior gasto foi para uma servidora cuja remuneração é de R$ 6.700, mas recebeu R$ 91.858,51 graças a uma vantagem eventual de R$ 79 mil e outros benefícios.

No mês passado, 16 dos 25 ministros do TST receberam entre R$ 34 mil e R$ 58 mil em valores brutos. O presidente, José Orestes Dalazen, recebeu R$ 51.149,38 brutos.

Questionada sobre como os ganhos chegaram a esses totais, a assessoria do TST disse que não haveria tempo hábil para responder. Prometeu dar detalhes hoje.

No Supremo Tribunal Federal, os 11 ministros receberam ao menos R$ 35 mil, pois, além do salário, ganharam um terço referente a férias.

Governo corta salário de 493 por ganhos acima do teto

Em maio, 493 servidores do Executivo federal que tiveram ganhos acima do teto constitucional sofreram desconto nos vencimentos, o chamado "abate-teto".

O corte resultou em economia, no mês, de R$ 1,9 milhão, segundo informações da Controladoria-Geral da União abertas após a nova Lei de Acesso à Informação.

Os 493 servidores representam menos de 0,01% dos 569 mil cujos ganhos foram divulgados -esse total não inclui dos militares.

O teto foi instituído em 2003 e limita o vencimento dos servidores ao valor do salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 26,7 mil.

Se um servidor é aposentado com salário bruto de R$ 20 mil e tem cargo comissionado que lhe dá direito a outros R$ 20 mil, por exemplo, um dos salários sofre a redução.

Foto inédita mostra sequelas da tortura

Uma fotografia inédita da ex-militante de esquerda Vera Sílvia Magalhães (1948-2007), tirada em 1970, revela os efeitos da tortura a que foi submetida em um prédio do Exército no Rio de Janeiro.

A foto, obtida pela Folha, está sob a guarda do Arquivo Nacional em Brasília.

Vera, que disse ter sido submetida a tortura durante vários dias, aparece na imagem sem conseguir ficar em pé, tendo que ser amparada pelo também prisioneiro Cid Benjamin.

Então militantes do grupo comunista clandestino MR-8, ambos participaram do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick em 1969, uma das mais importantes ações urbanas da esquerda armada.

Vera também participou de assaltos a banco.

"Não tinha visto essa foto. Eu tinha que segurá-la porque, naqueles dias, ela não conseguia se sustentar em pé, devido às torturas", contou Cid à Folha.

Em outra imagem, essa publicada pelos jornais na época, Vera foi fotografada numa cadeira, diferentemente dos demais presos.

O Globo

Lula na mira de Jefferson

A defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), um dos 38 réus do mensalão, vai centrar fogo no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua sustentação oral no julgamento, previsto para começar no próximo dia 2, no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado de Jefferson, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, dirá que Lula não só sabia da existência de todo o esquema como "ordenou" a sua execução:

- (Lula) Não só sabia (do mensalão) como ordenou toda essa lambança - revelou Barbosa ontem ao GLOBO. - Não é possível acusar os empregados e deixar o patrão de fora.

A tese da defesa, no entanto, contraria as declarações do próprio Jefferson, em 2005, durante seu depoimento na Comissão de Ética da Câmara. À época, antes de ter seu mandato cassado, o presidente nacional do PTB contou que foi ele quem avisou Lula sobre a existência do mensalão:

- Eu contei e as lágrimas desceram dos olhos dele. O presidente Lula é inocente nisso - afirmou Jefferson, na ocasião.

No mesmo depoimento, ao se referir ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT), outro réu no processo e apontado na denúncia como "chefe da quadrilha", Jefferson voltou a defender Lula:

- Zé Dirceu, se você não sair rápido daí (do governo), você vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula. Rápido, sai rápido, Zé, para você não fazer mal a um homem bom, correto, que eu tenho orgulho de ter apertado a mão.

Ontem, porém, Barbosa desconversou sobre a mudança de tom:

- Não respondo pelas palavras do Roberto. Sou o advogado dele.

Defesa de Valério, que não irá ao julgamento, dirá que empréstimos bancários foram legais

O advogado de Marcos Valério Fernandes, Marcelo Leonardo, decidiu não levar seu cliente a Brasília para acompanhar o julgamento do mensalão, cujo início está previsto para a próxima semana. Leonardo segue o exemplo dos outros defensores, que, nos últimos dias, vêm informando que seus clientes não assistirão ao julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Em geral, o objetivo é evitar a exposição dos seus clientes e qualquer sentimento de afronta aos ministros, além de seguir a tradição da Corte.

Leonardo finaliza os últimos detalhes da sustentação oral que fará em defesa de seu cliente. A apresentação vai durar uma hora e será uma síntese das alegações finais apresentadas no primeiro semestre deste ano.

A Procuradoria Geral da República sustenta que Valério foi o criador do esquema clandestino que financiou o PT e outros partidos governistas. Os recursos teriam sido obtidos por meio de empréstimos fictícios com os bancos Rural e BMG - que tinham interesse em decisões do governo Lula - e contratos de publicidade firmados com a Câmara dos Deputados e o Visanet, que tem o Banco do Brasil entre seus acionistas.

Supremo pede reforço da Força Nacional

Agentes da Força Nacional de Segurança poderão atuar na vigilância do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento do mensalão, marcado para começar em 2 de agosto. O pedido foi feito pelo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O ministro confirmou ontem, em nota, que colocou a Força à disposição do STF, mas lembrou que o Supremo pode acionar a Polícia Militar do Distrito Federal para essa missão.

O pessoal da Força de Segurança teria a incumbência de policiar a área externa do prédio do STF. A Praça dos Três poderes, em frente ao tribunal, é um espaço onde ocorrem manifestações em dias de votações polêmicas. O governo prefere que não sejam recrutados soldados da Força. Como o escândalo envolve o governo Lula, o uso desses agentes daria um caráter de acirramento e de clima de guerra entre opositores e governistas.

Os agentes atuariam para evitar confrontos entre manifestantes e também na defesa do prédio do Supremo. Cardozo se reuniu com Ayres Britto para discutir o assunto.

Cachoeira alega depressão antes da audiência

Na véspera das audiências de testemunhas e réus no processo que responde na Justiça Federal, o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi submetido ontem, por determinação judicial, a exames físicos e psiquiátricos. A defesa sustenta que ele está com depressão. O contraventor foi levado para Goiânia onde serão realizadas sessões hoje e amanhã.

Cachoeira e mais seis réus, além de dez testemunhas de defesa e quatro de acusação (agentes da Polícia Federal), serão ouvidos no processo que apura o esquema criminoso montado pelo bicheiro e desmantelado pela Operação Monte Carlo, no dia 29 de fevereiro. Conforme a previsão da 11 Vara, as testemunhas começam a depor hoje, às 9h.

O contraventor chegou ontem à cela da carceragem da PF na capital goiana, às 12h30m. Durante a tarde, os advogados do bicheiro obtiveram da 11 Vara Federal, onde corre o processo, a determinação para que o cliente fosse submetido à análise de um psiquiatra. Após o exame, os médicos oficiais não constataram nenhum problema que inviabilizasse seu depoimento, previsto para amanhã.

'Testa de Ferro' paga fiança e sai da cadeia

Adriano Aprígio, ex-cunhado do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi solto ontem após pagar R$ 10 mil de fiança. Aprígio foi preso no dia 6 de julho, acusado de ameaçar por e-mail a procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis por denunciar o bicheiro e outros envolvidos na Operação Monte Carlo.

Peritos da PF de Goiânia descobriram que três e-mails com ameaças à procuradora foram enviados da casa de Aprígio. Em um dos e-mails, o cunhado de Cachoeira diz que a procuradora tinha "destruído a vida dele". Adriano é classificado na investigação como testa de ferro do bicheiro, pois muitos bens do grupo estão em nome dele. A Polícia Federal diz que na casa de Adriano, em Goiânia, foram apreendidas importantes provas contra a organização.

A procuradora recebeu, no dia 13 de junho, e-mail assinado por alguém que se denominou "Injustiçado". A mensagem dizia que ela estava sendo muito dura e que parentes de Cachoeira continuavam ganhando dinheiro com a exploração ilegal de jogos.

Metade dos tribunais não divulgou salários

Apesar da determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que os tribunais brasileiros divulgassem até a última sexta-feira os salários de seus servidores, nem todos fizeram isso. Num balanço com 90 dos 91 tribunais brasileiros - o Supremo Tribunal Federal (STF) ficou de fora por não estar sob o alcance do CNJ -, 41, quase a metade, ainda não haviam publicado na internet a lista com os salários até o início da noite de ontem.

Alguns deles - como os Tribunais de Justiça (TJs) de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná - alegaram problemas técnicos e conseguiram do presidente do CNJ e do STF, ministro Ayres Britto, um tempo extra para publicar a remuneração de seus servidores. Esse prazo varia de dez dias, no caso do TJMS, a 30 dias, nos dos TJs de Goiás e Santa Catarina. Ontem o TJ do Piauí solicitou mais 20 dias, pedido que ainda será analisado por Ayres Britto.

Lula ainda fará exame para decidir sobre campanha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai esperar o resultado de um exame médico que fará no próximo dia 6, em São Paulo, para decidir como será a participação dele nas campanhas eleitorais do PT em todo o país, incluindo a do candidato Fernando Haddad, que ainda não registrou crescimento significativo nas pesquisas eleitorais.

De volta à articulação eleitoral após um período de descanso, Lula ouviu ontem um relato do presidente nacional do PT, Rui Falcão, sobre a situação das candidaturas petistas nas principais capitais. Lula pediu a Haddad que encaminhe uma proposta sobre como pretende que seja a atuação dele na campanha na capital paulista.

- Ele ainda tem um período de descanso em São Paulo. Deve fazer um exame no dia 6 e espera estar 100% liberado para as coligações que contam com o PT a partir dessa data - disse Haddad.

Em vídeo, voz do ex-presidente sofre variações

Depois do tratamento contra o câncer na laringe, o ex-presidente Lula ainda não recuperou o timbre de voz que marcou seus discursos como líder sindical e político. Em pronunciamento para agradecer ao prêmio José Aparecido de Oliveira, que recebeu durante a IX Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Língua Portuguesa, realizada em Moçambique, a voz do ex-presidente apresentou variações em diversos momentos.

No site do GLOBO (oglobo.com.br) há um vídeo com o discurso. No começo, a voz ainda se parece com a que marcou as falas do ex-presidente, mas, do meio para o fim da gravação, fica diferente. É possível perceber que o vídeo recebeu várias edições.

TRE lacra centro social que seria de vereadora

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) teve que recorrer ontem ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), da PM, com o auxílio de dois blindados apelidados de "caveirões", para entrar na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, e fechar um centro social que, segundo o tribunal, há fortes indícios de que seja da vereadora Teresa Bergher (PSDB), candidata à reeleição.

Apesar de não haver letreiro no prédio - que fica no miolo da favela, controlada por traficantes -, os fiscais do TRE encontraram títulos de eleitor, formulários e fichas cadastrais, incluindo dados das pessoas atendidas. Havia também uma recepcionista vestida com uma camiseta com a inscrição "equipe". O GLOBO revelou, em reportagem publicada ontem, que alguns candidatos mantêm a prática assistencialista em comunidades dominadas por tráfico e milícias.

PSDB pede investigação de patrocínio a sites

O PSDB entrou ontem com representação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação sobre o patrocínio de empresas públicas, como a Caixa Econômica Federal, a sites e blogs simpatizantes do PT. Os tucanos pedem ainda que o Ministério Público Eleitoral apure o suposto desvio, ainda que indireto, de recursos públicos para a propaganda eleitoral de candidatos apoiados pelo PT, o que poderia configurar, de acordo com o PSDB, a prática de improbidade administrativa.

"A presente representação tem como objetivo denunciar a utilização de organizações, blogs e sites financiados com dinheiro público, oriundo de órgãos da administração direta e de estatais, como verdadeiras centrais de coação e difamação de instituições democráticas. Da mesma forma, pretende-se denunciar a utilização de tais blogs e sites como instrumento ilegal de propaganda eleitoral", afirma a representação do PSDB.

AGU: 210 ações contra nomes indevidos

A Advocacia Geral da União (AGU) protocolou ontem 210 ações, em TREs de 22 estados, contra candidatos a prefeito e vereador que registraram candidaturas utilizando indevidamente nomes de autarquias e fundações públicas, como "Missias do Ibama" e "Roque do Incra".

A Lei Eleitoral 9504/97 proíbe candidatos de usar símbolos, frases ou imagens associadas aos órgãos e empresas públicas ou sociedade de economia mista.

O objetivo das ações é garantir o equilíbrio entre os candidatos e impedir a indução. O mais popular entre os candidatos é o INSS, que aparece no registro de mais de 90 candidatos, seguido pela Funasa, com 32, e do Incra, com 23. No Rio, o extinto Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) também está entre os mais usados, com 17.

Rejeição a Maia chega a 40% entre graduados

Candidato à prefeitura do Rio com o maior percentual de rejeição do eleitorado carioca - 31%, segundo a pesquisa Datafolha do fim de semana -, Rodrigo Maia (DEM) terá que trabalhar para diminuir a pouca aceitação principalmente entre pessoas de nível superior, os espíritas e aqueles com renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos. Segundo o instituto, nestes grupos estão as maiores resistências ao filho do ex-prefeito Cesar Maia. Nestes estratos, a rejeição a Rodrigo ficou em torno dos 40%.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, é o segundo candidato com a maior resistência do eleitorado (20%). A rejeição a Paes é maior entre os entrevistados com ensino médio e superior, os que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos e estão na faixa de 16 a 34 anos. Nestes grupos, a taxa de rejeição variou de 23% a 29%. Mas é entre os eleitores sem religião que a não aceitação de Paes atinge o maior percentual: 33%.

O prefeito tem apoio maior entre os entrevistados acima dos 60 anos e pessoas com ensino fundamental. Em ambos os casos, o percentual é de 60%. Na pesquisa, Paes tem 54% das intenções de voto e venceria no primeiro turno. O levantamento mostra ainda que o peemedebista tem grande apoio entre os evangélicos. Segundo o Datafolha, 61% deles disseram que votam em Paes.

SUS inclui droga eficaz contra câncer de mama

O Ministério da Saúde informou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio, de alto custo, reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para colocar o remédio à disposição em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para os tratamentos de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

Professores e governo sem acordo sobre fim da greve

O impasse nas negociações entre o governo e as entidades que representam os professores de universidades públicas se mantém, com mais uma rodada encerrada ontem sem acordo. A greve nas universidades federais, que já dura mais de dois meses, permanece. O governo repetiu que vai avaliar as reivindicações apresentadas pelos sindicalistas, mas avisa que não há margem para ampliar o impacto do aumento já proposto na semana passada, que, nos próximos três anos, será de R$ 3,9 bilhões, com reajustes de até 45%. Apesar da ameaça de corte do ponto feita pelo governo, a assessoria do Planejamento informa que essa medida depende de cada instituição, dentro da autonomia universitária.

O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reconheceu que as duas partes ainda estão longe de um acordo e marcou novas rodadas de negociação para hoje e amanhã. De acordo com contas do governo, a reivindicação proposta pelos representantes dos professores implicaria um impacto de R$ 10 bilhões nas contas públicas.

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, afirma que a proposta feita pelo governo dia 13 representará perdas salariais para a categoria e, por isso, foi rejeitada. Indagada sobre a continuidade da greve e o prejuízo para os estudantes universitários, a presidente do Andes culpou os órgãos federais:

O Estado de S. Paulo

País vai julgar Supremo por mensalão, diz corregedora

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, afirmou ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) será julgado pela opinião pública ao julgar o processo do mensalão, maior escândalo da era Lula. “Há por parte da Nação uma expectativa muito grande e acho também que o Supremo está tendo o seu grande julgamento ao julgar o mensalão”, disse. Eliana Calmon ressalvou que não conhece o processo, mas alertou: “Não é que o Supremo vá se pautar pela opinião pública, mas todo e qualquer poder, no regime democrático, também se nutre da confiabilidade daqueles a quem ele serve.” Ela observou que os 11 ministros do STF estão mais sensíveis. Indagada se a pressão pública poderá influenciar nos veredictos, disse: “O Supremo não se deixa muito influenciar pela opinião popular, sempre se manteve meio afastado. Mas começamos a verificar que, efetivamente, já não é com aquela frieza do passado.”

PT faz ato por Delúbio; grupos planejam protestos

Militantes do PT marcaram para hoje, em Brasília, um ato de apoio ao ex-tesoureiro Delúbio Soares. Ele é um dos 38 réus no processo do mensalão, que começa a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 2.

"A Secretaria de Juventude do PT-DF convoca toda a militância para ouvir e compreender a explanação da defesa do companheiro Delúbio Soares, fazendo um debate ético e democrático, isento de manipulação midiática", diz o convite do evento.

Delúbio passou os últimos meses percorrendo o País em encontros com a militância e sindicalistas para defender sua versão de que o mensalão - esquema de pagamento sistemático de parlamentares em troca de apoio ao governo - não existiu.

Nessas palestras, o ex-tesoureiro entregava um documento chamado "A Defesa de Delúbio no STF" - uma revista de 80 páginas contendo os argumentos de sua defesa.

Banco Rural tem R$ 100 milhões em bens bloqueados pela Justiça

Com diretores e ex-dirigentes processados no mensalão, o Banco Rural levou mais um golpe da Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho autorizou o bloqueio e execução de bens da instituição num valor de mais de R$ 100 milhões para o pagamento de dívidas trabalhistas do empresário Wagner Canhedo, ex-proprietário da extinta Vasp. Pela decisão da Justiça, o Banco Rural auxiliou Canhedo em "cristalina fraude" para tentar ocultar patrimônio e evitar a penhora de bens.

O Ministério Público do Trabalho e o Sindicato dos Aeroviários no Estado pediram a execução de bens de Canhedo para o pagamento de dívidas com os funcionários da Vasp, cuja falência foi decretada no ano de 2008.

A juíza Soraya Galassi Lambert determinou a penhora de bens devido a duas vendas de 71,6 mil cabeças de gado que Canhedo, por meio da Agropecuária Vale do Araguaia, à Rural Agroinvest em 2004, quando já não podia se desfazer de bens.

Serra se reúne com chefe da campanha de Russomanno

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, reuniu-se com o coordenador da campanha de Celso Russomanno, Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, para discutir a conjuntura eleitoral e traçar um cenário na disputa pela capital paulista. Durante a conversa, os dois lados falaram que não pretendem se agredir durante a eleição.

O encontro ocorreu na sexta-feira, 20, à noite, no apartamento do prefeito Gilberto Kassab, que foi quem convidou Pereira para a reunião. Presidente nacional do PSD, o prefeito paulistano é o principal articulador político de Serra e tem boa relação com o PRB, que apoia a sua administração na cidade.

Um dia depois do encontro, no sábado, foi divulgado o resultado da pesquisa Datafolha que coloca Russomanno em empate técnico com Serra. O candidato do PRB tem 26% das intenções de voto contra 30% do tucano – a pesquisa tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O candidato do PT, Fernando Haddad, tem 7% das intenções de voto.

'Rejeição a tucano dá força a ex-deputado'

Para o cientista político Humberto Dantas, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Insper, o desempenho de Celso Russomanno (PRB) nas pesquisas pode estar associado ao alto índice de rejeição do candidato do PSDB, José Serra.

Como é conhecido por 94% dos eleitores, Russomanno acaba citado pelos que não querem votar em Serra, mas que ignoram quais são os demais candidatos, segundo o professor.

Federais mantêm greve após reunião

Fracassou ontem a reunião de professores universitários e representantes do governo para tratar do fim da greve nas instituições federais de ensino, sem aulas desde o dia 17 de maio. No encontro, que durou quatro horas, o governo ofereceu aos professores R$ 3,9 bilhões em reajustes salariais nos próximos três anos.

Os sindicatos já haviam divulgado, antes do início da reunião, que rejeitariam a proposta. Uma nova reunião está prevista para esta semana. Os professores reivindicam um plano de carreira unificado, com 13 níveis salariais, com diferença de até 5 %. Também pedem a incorporação de gratificações. Das 59 universidades federais do País, apenas duas não aderiram à paralisação. A greve atinge também 37 dos 38 institutos federais de ensino.

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, disse na reunião que a divergência entre governo e professores não é apenas salarial, mas de "concepção".

Justiça em Goiás tenta ouvir de novo Cachoeira e mais 7 suspeitos

A Justiça Federal de Goiás marcou para hoje as audiências de instrução para o julgamento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outros sete membros da organização criminosa comandada pelo contraventor. O processo é resultado da operação Monte Carlo, em que 81 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal.

Em 31 de maio, uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) suspendeu os depoimentos. Hoje, 10 testemunhas de defesa e outras quatro de acusação serão ouvidas. Amanhã será a vez dos réus. Um deles - Geovani Pereira da Silva - está foragido.

Cachoeira chegou ontem em Goiânia e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal. A segurança no local foi reforçada com policiais federais e agentes do Departamento Penitenciário Nacional. Ele não tem autorização para receber visitas. Sua noiva, Andressa Mendonça, esteve na sede da PF e entregou um bilhete "de amor".

Policial federal acusa delegado no caso Dorothy

O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Nilton Atayde, anunciou ontem que vai determinar a abertura de inquérito para apurar teor do depoimento de um policial federal que envolve o delegado Marcelo Luz, de Anapu. Este teria fornecido o revólver calibre 38 usado para matar com seis tiros a missionária Dorothy Stang, americana naturalizada brasileira, em fevereiro de 2005.

O depoimento, registrado no cartório de Belém em 14 de junho, foi prestado pelo agente da PF Fernando Luiz da Silva Raiol - que durante três meses foi designado pelo Ministério da Justiça para fazer a segurança pessoal da missionária e, depois que ela foi morta, participou das investigações para identificar os autores do crime. Na época do assassinato, Luz era delegado da cidade onde Dorothy foi morta. "A arma foi entregue em um posto de gasolina de Anapu", garantiu Raiol ao Estado. Ele não informou a quem teria sido entregue o revólver.

Correio Braziliense

Cachoeira agora promete falar

Preso há 147 dias, o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, dará amanhã as primeiras explicações sobre o esquema comandado por ele que custou o mandato do ex-senador Demóstenes Torres e mobilizou o Congresso em torno de uma CPI. O contraventor deixou a Penitenciária na Papuda da manhã de ontem rumo à carceragem da Polícia Federal em Goiás. Cachoeira estará presente na audiência de instrução e julgamento de processo que responde na 11ª Vara Federal, em sessões marcadas para hoje e amanhã. Na primeira fase da audiência, oito réus ouvirão relatos de quatro testemunhas de acusação e 10 de defesa.

As testemunhas de acusação são agentes que atuaram na Operação Monte Carlo, com o monitoramento de campo e telefônico dos investigados. O objetivo das testemunhas de defesa é delinear a “qualificação” dos acusados, informando dados sobre residência fixa, trabalho e atestando a idoneidade dos réus.

Ex-cunhado é libertado

Depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil, Adriano Aprígio ganhou liberdade ontem. Ex-cunhado do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Aprígio havia sido preso em Goiânia em 6 de julho, sob a suspeita de ter feito ameaças por e-mail à procuradora da República Léa Batista, uma das integrantes do Ministério Público responsáveis por conduzir as investigações da Operação Monte Carlo. Aprígio foi detido depois de a Polícia Federal descobrir que as mensagens dirigidas à Léa teriam sido enviadas de um computador situado na residência do ex-cunhado do contraventor.

Adriano é irmão da ex-mulher de Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza, e é apontado como testa de ferro do bicheiro, que está preso desde 29 de fevereiro sob a acusação de comandar um grupo que explorava jogos ilegais e fraudava licitações. Responsável por chefiar uma indústria farmacêutica de propriedade de Cachoeira, Aprígio havia sido preso em fevereiro, quando a Monte Carlo foi deflagrada. Ele, porém, acabou beneficiado por um habeas corpus. Depois, acabou detido pela segunda vez.

Kátia Abreu de volta ao Planalto

Após se encontrar na semana passada com o presidente do PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem no Palácio do Planalto a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ela chegou ao Planalto às 15h e esperou pela presidente 20 minutos. A assessoria de imprensa do Planalto não informou quanto tempo durou o encontro. Kátia esteve também com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Deixou o Planalto às 16h40, sem conceder entrevistas.

A senadora do PSD é uma das principais lideranças da bancada ruralista, o que explica o interesse de Dilma e Carvalho em ouvi-la. Mas não é só isso. Ela tem ensaiado uma aproximação com o governo federal. Na última semana, almoçou com a secretária de Comunicação da Presidência, Helena Chagas. Segundo assessores de Dilma, o encontro de ontem foi solicitado pela senadora.

TCU abre salários de seus servidores

A divulgação dos salários dos servidores públicos na internet, de maneira nominal, chegou, finalmente, ao Legislativo. Depois do Judiciário ter colocado em prática a medida, inicialmente restrita ao Executivo devido à regulamentação da Lei de Acesso à Informação, agora foi a vez do Tribunal de Contas da União (TCU) abrir as contas. Mais de 2,6 mil servidores ativos, 9 ministros titulares, quatro substitutos e seis membros do Ministério Público estão com suas remunerações disponibilizadas no site da instituição, que tem por dever de ofício cobra transparência dos demais órgãos. A questão, porém, foi mais uma vez parar na Justiça.

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU (Sindilegis) entrou com uma ação que tramita na 16ª Vara Federal do Distrito Federal pedindo a suspensão da divulgação nominal dos salários dos servidores do TCU. Na ação, o sindicato pede ainda que a publicação dos vencimentos do servidores e comissionados da Câmara e do Senado, prevista para o próximo dia 31, seja vetada.

Militares vigiaram vida pública e pessoal de Pelé

Documentos do Ministério da Aeronáutica e do Serviço Nacional de Informações (SNI) tornados públicos após a aprovação da Lei de Acesso à Informação revelam que o atleta considerado o melhor jogador de futebol da história teve os passos monitorados de 1972 a 1985 pelos militares. Papéis que fazem parte do acervo do Arquivo Nacional registram relatórios de arapongagem feitos sobre os negócios imobiliários de Pelé, a transação do ídolo para alterar a classificação etária de um filme que estrelou e, até mesmo a suposta militância de um de seus funcionários.

Após o jogador consagrar-se com o tricampeonato mundial, os militares passaram a temer suposta aproximação de Pelé com o PDT de Leonel Brizola. No início da década de 1980, os militares chegaram à conclusão de que o jogador usaria o prestígio do futebol na vida pública. Informes relatam que o atleta estava sendo recrutado pelos pedetistas para se candidatar como vice-governador na chapa de Adhemar de Barros, nas eleições de 1986.

PMDB prepara superbloco

Uma reaproximação entre PMDB e PSC deverá formar o maior bloco partidário da Câmara em 2013, com 96 deputados, superando os 87 do PT, e praticamente garantindo a ascensão de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) à Presidência da Casa. Os dois partidos decidiram esperar a passagem do turbilhão das eleições municipais para, só então, anunciarem que voltaram a caminhar e votar juntos.

“Há uma possibilidade real, mas ainda não batemos o martelo. Nós já formamos bloco com PMDB, que depois se dissolveu. Na época, início dessa Legislatura, nos unimos para ocupar espaços e, por isso, hoje temos a Presidência da Comissão de Fiscalização e Tributação e uma suplência na Mesa Diretora. Agora, refazendo o bloco, PSC e PMDB vão se fortalecer. Obviamente, se estivermos juntos, vamos trabalhar para Henrique (Eduardo Alves) virar presidente, mas este não é objetivo único”, afirmou o líder do PSC, deputado André Moura (SE).

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