Nos jornais: ministro da Agricultura usa funcionários de estatal

Wagner Rossi, de acordo com a Folha de S. Paulo, transferiu servidores comissionados da Conab para seu gabinete. Decisão do BC europeu em manter papéis dos EUA e saída de Ellen Gracie do STF são outros destaque dos jornais

Folha de S. Paulo

Ministro da Agricultura usa funcionários de estatal

Depois de inchar a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transferiu para seu gabinete funcionários contratados sem concurso e até hoje remunerados pela principal estatal do setor agrícola. Antes de assumir a pasta, Rossi dirigiu a companhia de junho de 2007 a março de 2010. Em sua gestão, ele mais do que quadruplicou o número de cargos de confiança na empresa. Ao sair de lá, levou pelo menos sete funcionários para seu gabinete.

Esses servidores continuam recebendo salários da Conab e deixaram acéfalos seus postos na empresa. Entre eles há funcionários que ocupavam cargos de chefia na Conab, como as gerentes de eventos e de acompanhamento de programas. A assessoria de Rossi justificou os empréstimos dizendo que o ministro "trouxe profissionais graduados que trabalharam com ele na Conab para auxiliá-lo", mas não fez comentários sobre o impacto que a transferência teve na atuação da Conab.

Responsável pela organização do mercado agrícola e do abastecimento de comida no país, a Conab virou nos últimos anos um cabide de emprego para afilhados políticos e parentes de caciques do PMDB, o partido de Rossi.

Sete mulheres disputam vaga no Supremo

A sucessão da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Ellen Gracie mal começou e da disputa surgem os nomes de sete mulheres. A Folha ouviu de ministros do Supremo, juristas e petistas próximos ao Planalto suas apostas sobre quem será a terceira integrante do sexo feminino a ocupar uma cadeira no tribunal. O lobby em favor das mulheres vem de todos os lados. A ministra do STM (Superior Tribunal Militar), Maria Elizabeth Rocha, tem apoio do ministro Dias Toffoli, seu amigo, e de José Dirceu, réu no processo do mensalão.

Do STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde os ministros são, em regra, candidatos naturais para o Supremo, aparecem dois nomes: Fátima Nancy Andrighi e Maria Thereza Rocha Moura. A primeira, conhecida por uma atuação dura, é vista como azarona. Já a segunda, especialista em processo penal,  chegou ao posto atual com a ajuda de Márcio Thomaz Bastos (ex-ministro da Justiça) e tem mais chance de emplacar que sua colega.

Prefeito de Teresópolis morre 2 dias após assumir

Ontem, a morte do prefeito Roberto Pinto (PR), menos de dois dias depois de assumir interinamente o cargo, aumentou a turbulência política em Teresópolis, cidade de 164 mil habitantes na região serrana do Rio. Pinto, médico de 67 anos conhecido como "Robertão", morreu de infarto. Ele havia substituído na última sexta-feira o prefeito Jorge Mário Sedlacek (sem partido), de quem era vice. Sedlacek foi afastado pela Câmara Municipal sob suspeita de irregularidades.

Países do G20 não venderão papéis dos EUA

Os países do G20 não pretendem mudar a gestão de suas reservas, o que significa que não há nenhuma intenção de desfazer-se dos títulos do Tesouro norte-americano, apesar de os EUA terem perdido, na sexta-feira, o triplo A que mantinham há 70 anos, conforme anúncio da agência Standard & Poor's. A constatação emergiu de uma teleconferência entre os negociadores dos ministérios de Economia e do Banco Central dos 20 países que representam as maiores economias do planeta, realizada na noite de sábado.

Brasil e Coreia foram explícitos no anúncio de que não venderão os papéis dos EUA; nenhum país manifestou intenção oposta, nem mesmo a China, que cobrou no sábado o saneamento das contas norte-americanas. Pelo menos dois terços da dívida dos EUA estão de posse de países do G20. A maior parcela (cerca de US$ 10 trilhões de um total de US$ 14,270 trilhões) é dos próprios norte-americanos, que obviamente não pretendem se desfazer dos títulos.

ENTREVISTA DA 2ª GUSTAVO FRANCO

Exaustão fiscal global está na origem de turbulência

"Teremos uma marcha lenta no Primeiro Mundo em razão da necessidade de corrigir os excessos fiscais. Não há espaço para políticas keynesianas de gasto nem para redução dos juros." A avaliação é de Gustavo Franco, 55, ex-presidente do Banco Central (governo FHC), para quem a crise pode significar "o fim de uma era de keynesianismo fácil". Sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos, Franco vê uma "exaustão fiscal global" e advoga a redução dos gastos públicos. "Não vejo bolha nenhuma, muito menos fracasso neoliberal", diz.

Folha - Qual o impacto da decisão da Standard & Poor's de rebaixar os EUA?
Gustavo Franco - No primeiro momento é simbólico, pois os EUA continuam AAA em duas outras agências. As determinações estatutárias de fundos de pensão e dos bancos centrais geralmente falam de grau máximo em duas agências. Acho que é um belo "wake up call" [chamada para despertar], pois fica claro que a disciplina que se exige de todos num mundo interconectado também deve ser praticada e cobrada na potência central.

Revolta estudantil ganha adesões no Chile

Os estudantes da primavera chilena ganharam amplo respaldo popular e agora desafiam com ainda mais força o debilitado governo de Sebastián Piñera. Numa atípica comemoração do Dia das Crianças, ontem, mais de 10 mil pessoas saíram às ruas de Santiago numa marcha de apoio aos protestos estudantis, que se iniciaram há quase três meses em prol de uma reforma no sistema de educação. Numa pacífica manifestação com balões, pipocas e muitas críticas ao governo, crianças, jovens, pais, avós e professores repudiaram a violenta repressão policial da última semana, que terminou com um saldo de quase 900 detidos e 90 policiais feridos.

 

O Estado de S. Paulo

BC europeu decide comprar títulos para evitar contágio

Em uma manobra de emergência, os Bancos Centrais europeu e de 17 países prometem fazer hoje uma "intervenção decisiva" para proteger Itália e Espanha da turbulência financeira global, informam os correspondentes Andrei Netto e Jamil Chade. O custo para rolar as dívidas italiana e espanhola deve disparar após o rebaixamento das notas de títulos dos Estados Unidos, na sexta-feira - o que aumentou suspeitas sobre a capacidade de países ricos honrarem compromissos. Autoridades que participam de fóruns com o G7 e G20 correram contra o relógio ontem para anunciar medidas antes da abertura das bolsas asiáticas. Além de comprar títulos da Itália e da Espanha, elas pretendem injetar liquidez para evitar uma paralisia de créditos entre bancos comerciais. Para investidores, o anúncio pode ter vindo tarde demais.

Previsão negativa

O presidente do comitê de rating soberano da agência Standard & Poor's, John Chambers, disse ontem a um programa da TV ABC que a nota de crédito dos Estados Unidos tem "uma chance em três” de sofrer um novo rebaixamento nos próximos 6 a 24 meses.

"Brasil terá de cortar juros se crise piorar"

Se a crise da dívida dos países ricos se agravar, o Brasil precisará baixar juros e segurar gastos do setor público, diz o economista Pérsio Arida.

Dilma defende ministro, mas oposição cobra 'faxina'

Pouco menos de um mês após ter divulgado uma nota em apoio ao então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a presidente Dilma Rousseff foi obrigada ontem a lançar mão do mesmo expediente na tentativa de salvar o chefe da pasta da Agricultura, Wagner Rossi. Essa manifestação pública do Palácio do Planalto é mais um sinal de que a crise política que há três meses envolve o governo federal deverá se arrastar nos próximos dias e, a depender da oposição, vai culminar na demissão de mais um ministro sob suspeita de irregularidades.

"A presidente Dilma Rousseff reitera sua confiança no ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que está tomando todas as providências necessárias", afirmou a Secretaria de Imprensa.

A oposição cobrou ontem da presidente uma "faxina" no Ministério da Agricultura, nos mesmos moldes da que fez nos Transportes. Para os oposicionistas, Dilma não pode proteger Rossi simplesmente por ele ser do PMDB e afilhado do vice-presidente. A pressão ganhou força com a queda, no sábado, do segundo homem da pasta, o secretário executivo Milton Ortolan, que se demitiu após se revelar sua ligação com o lobista Júlio Fróes. Segundo a revista Veja, Fróes atuava dentro do próprio ministério influindo em contratos e licitações.

As evidências de loteamento político e inchaço na Agricultura devem tornar mais duro o depoimento de Rossi no Senado, marcado para quarta-feira. E o ministro inicia a semana mais fragilizado, pois a Controladoria-Geral da União encarregou 12 auditores de um levantamento sobre contratos e convênios do Ministério da Agricultura.

Amorim toma posse e já enfrenta insatisfação com orçamento curto

O embaixador Celso Amorim toma posse oficialmente hoje à frente do Ministério da Defesa em meio a uma insatisfação das Forças Armadas com o orçamento destinado à área. Ontem, em Brasília, um grupo de esposas de militares e integrantes da reserva protestou durante solenidade da troca da bandeira nacional na praça dos Três Poderes. Eles pediram melhores salários e criticaram o que chamam de sucateamento das Forças. A manifestação foi feita na presença do comandante-geral do Exército, general Enzo Peri.

Os problemas orçamentários da Defesa, que sofreu pesado corte no início do ano por ordem da presidente Dilma Rousseff, foram apontados como motivo de insatisfação de Nelson Jobim, que acabou deixando o cargo depois de uma sequência de declarações polêmicas.

Com 9 ministros, STF evitará temas polêmicos

Uma nova licença médica do ministro Joaquim Barbosa e a aposentadoria da ministra Ellen Gracie deverão congelar a pauta de julgamentos do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) neste mês.

Sem os dois, dificilmente o presidente da Corte, Cezar Peluso, colocará em votação em agosto processos polêmicos que estão na fila, como a interrupção de gestações de fetos com anencefalia e a ocupação de terras por cerca de 3 mil comunidades de remanescentes de quilombos.

Barbosa, que já soma 120 dias de afastamento por problemas de saúde nos últimos dois anos, está de licença desde o dia 1º. para se recuperar de uma cirurgia no quadril. Deve voltar ao Supremo no dia 31 de agosto. A aposentadoria de Ellen Gracie é esperada para os próximos dias.

Deputado é denunciado por fraude no RS

A Procuradoria-Geral da República apontou o deputado federal José Otávio Germano (PP/RS) como comandante do esquema que teria desviado R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) entre 2003 e 2007, quando a Operação Rodin da Polícia Federal detectou a fraude.

A informação foi divulgada neste domingo pelo jornal Zero Hora, que teve acesso à denúncia. O caso está no Supremo Tribunal Federal, que decidirá pela abertura ou não de ação penal contra o parlamentar.

Germano foi secretário da Segurança do Rio Grande do Sul entre 2003 e 2006. Naquele período, o Detran contratou sem licitação uma fundação ligada à Universidade Federal de Santa Maria para elaborar e aplicar exames de habilitação.

35 servidores da Câmara ganham acima do teto

A Câmara Municipal de São Paulo tem entre os seus 1.937 servidores ativos pelo menos 35 procuradores e diretores que ganham supersalários de mais de R$ 26.723,13, limite máximo estabelecido pela Constituição para o funcionalismo brasileiro com base nos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O maior salário é recebido por um procurador legislativo que exerce cargo de supervisão: R$ 46 mil.

Londres em chamas

Manifestantes revoltados com a morte de um homem negro pela Scotland Yard protestaram e provocaram incêndios ao norte da cidade.

Massacre amplia isolamento da Síria

Na véspera da chegada à Síria de diplomatas brasileiros, repressão a protestos deixa 42 mortos. Para o rei saudita Abdullah II, violência é "inaceitável".

Correios em baixa

Empresas aproveitam expansão do e-commerce para ganhar da estatal mercado de entregas expressas.

 

O Globo

G-7 acena com dinheiro para acalmar as bolsas

O grupo das sete maiores economias do mundo se comprometeu a assegurar recursos para os mercados e reafirmou sua confiança de que os EUA cumprirão sua meta de reduzir o déficit a médio prazo, Hoje, as bolsas mundiais vão mostrar sua reação ao rebaixamento, pela agência de classificação de risco Standard&Poor's na última sexta-feira, da nota dos EUA. A cotação do ouro avançou mais de 2% no pregão eletrônico e a Bolsa de Tóquio abriu em queda de 1,5%, enquanto os ministros de Finanças e presidentes de BCs do G-7 discutiam a crise. O diretor-gerente da S&P ameaçou os EUA com novo rebaixamento, num prazo de seis meses a dois anos.

Planalto blinda PMDB

Ainda às voltas com as mágoas provocadas pela faxina promovida no Ministério dos Transportes , e avaliando não ter condições políticas de abrir um novo contencioso com sua base parlamentar, o Palácio do Planalto decidiu apoiar a blindagem que o PMDB montou em torno do ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

O sinal foi dado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, numa conversa que ela teve, sábado, com Rossi. O ministro, para se manter no cargo, foi obrigado a acertar a demissão do secretário-executivo da pasta e seu amigo há mais de 25 anos, Milton Ortolan, alvo de denúncias de corrupção apresentadas na última edição da revista "Veja".

Por isso mesmo, a cúpula peemedebista decidiu guardar sua artilharia contra o PT, até se certificar de que as denúncias não terão desdobramentos que comprometam a imagem do partido.

PR condiciona apoio a Passos a novos cargos

Alvo de duras críticas de alguns dos principais caciques do PR, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, intensificou nos últimos dias a articulação para angariar apoios no seu próprio partido, até os depoimentos que fará na Câmara dos Deputados e no Senado, provavelmente na próxima semana.

Mas o apoio do PR ao governo depende da oferta de novos cargos que compensem as perdas que o partido sofreu com a faxina feita pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes.

Paulo Sérgio Passos recebeu na quinta-feira os senadores Clésio Andrade (PR-MG) e Magno Malta (PR-ES) e o deputado Jaime Martins (PR-MG) para audiências, nas quais reafirmou a disposição de trabalhar com o PR, ao qual é filiado.

Amorim quer sair do Haiti

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que toma possa [hoje], apoia a saída das tropas brasileiras do Haiti. O assunto foi discutido na primeira reunião entre o ministro e os comandantes das Forças Armadas, no Palácio do Planalto, no sábado.

Segundo um dos participantes do encontro, houve "convergência de opinião", ou seja, a cúpula militar também concorda com o retorno das tropas. O Exército brasileiro lidera a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) desde junho de 2004.

Amorim, um dos principais articuladores da participação do Brasil na missão de paz no Haiti, ainda no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avalia que este ciclo está chegando ao fim. A economia voltou a crescer e, aos poucos, o país está retornando à normalidade democrática.

Chamas e fúria em Londres

Conflitos sociais se somaram à lista dos problemas de segurança em Londres, sede das Olimpíadas de 2012, que já enfrenta o escândalo da escuta telefônica e cortes no orçamento da polícia. Nos piores distúrbios sociais desde a década de 80, jovens atacaram a polícia, incendiaram prédios e carros e saquearam lojas no fim de semana em bairros pobres do Norte da capital britânica.

Teresópolis: 3 prefeitos em 4 dias

Dois dias depois de empossado, o prefeito de Teresópolis, Roberto Pinto, morreu vítima de um infarto na madrugada de ontem. Marcada pela tragédia das chuvas e casos de corrupção, a cidade ganhou o terceiro prefeito em menos de uma semana: é Arlei de Oliveira Rosa - que já tem dois processos contra ele tramitando na Justiça.

 

Correio Braziliense

BC da Europa intervém para evitar sangria global

Depois que a agência Standard & Poor´s rebaixou, pela primeira vez na história, a nota da dívida dos EUA, o Banco Central Europeu decidiu comprar títulos italianos e espanhóis para tentar acalmar os mercados.

Militares unidos...

Na véspera da posse do novo ministro da Defesa, Celso Amorim, mulheres de militares fizeram protesto durante a troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes. Foi recado estridente do que querem as Forças Armadas: aumento de recursos e reaparelhamento dos três ministérios.

Quem manda: os oito ministros de Dilma

Entre os ministros que ficaram no governo Dilma Rousseff, quatro são mais próximos da presidente: Gilberto Carvalho, Helena Chagas, Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti. E ainda há outros quatro muito bem cotados com a chefe.

As Farc estão de volta

Passados três anos das duras derrotas impostas pelo governo colombiano, a guerrilha muda de estratégia sob o comando de uma geração mais instruída e que veio da militância urbana.

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!