Nos jornais: mensalão tem outros 45 processos e 80 réus

De acordo com O Globo, ações correm no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. O Estado de S. Paulo informa que reportagem de Veja sobre Marcos Valério pode reforçar voto contra José Dirceu

O Globo

Mensalão tem outros 45 processos e 80 réus

O escândalo do mensalão tem pelo menos 118 réus em processos abertos em diferentes instâncias da Justiça, o triplo da quantidade de acusados em julgamento há mais de um mês no Supremo Tribunal Federal (STF). O GLOBO teve acesso à lista de processos iniciados a partir da denúncia principal do esquema e aos pedidos de investigação encaminhados pela Procuradoria Geral da República (PGR) às procuradorias da República nos estados.

O mensalão resultou em outros 45 processos na Justiça Federal no Distrito Federal e em quatro estados — Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo —; no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em São Paulo; e no próprio STF, onde um inquérito tramita paralelamente à ação penal julgada pelo plenário da mais alta Corte do país desde 2 de agosto.

O levantamento inédito do GLOBO, feito com base nas duas listas da procuradoria, mostra a real extensão do mensalão no Judiciário brasileiro. Do total de 118 réus, 35 são julgados tanto pelos ministros do STF quanto em processos abertos com o desmembramento das investigações. Outros 80 estão fora do principal julgamento, mas são réus nos demais processos. E três são réus apenas no Supremo: o publicitário Duda Mendonça, sua sócia Zilmar Fernandes e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Dezenas de acusados ficaram fora da denúncia formulada pela PGR no Supremo e passaram a ser investigados pelo Ministério Público em outras instâncias. Ao todo, 11 procuradorias, em nove estados, e o Ministério Público do Distrito Federal foram acionados para apurar a participação de outros personagens. As investigações também incluíram crimes adicionais supostamente praticados pelos réus no STF.

Advogado diz que Valério não deu entrevista e nega declarações

O advogado do empresário Marcos Valério, o criminalista Marcelo Leonardo, disse neste sábado que seu cliente não deu entrevista à revista Veja e negou as declarações atribuídas a ele, acusando o ex-presidente Lula de ser o chefe do mensalão.

— Desde 2005 Marcos Valério não dá entrevistas e não deu nenhuma entrevista para a revista Veja agora. Ele nega o teor das declarações atribuídas a ele — disse Leonardo, por telefone, ao GLOBO.

O advogado José Luís Oliveira Lima, que representa o ex-ministro José Dirceu, criticou a reportagem, com declarações de Valério, supostamente reveladas por pessoas próximas.

Nas revistas: Marcos Valério envolve Lula no mensalão
Advogado nega denúncia atribuída a Marcos Valério
Tudo sobre o mensalão

Nas capitais, dupla PT-PMDB está em baixa

A três semanas das eleições, PSDB e PSB começam a se animar com a possibilidade de tomar da dupla PT-PMDB o posto de partidos que mais elegem prefeitos de capitais. O PSDB é hoje o mais bem posicionado nas pesquisas, liderando em quatro capitais (Manaus, Vitória, São Luís e Maceió) e com candidatos disputando o primeiro lugar em outras três (Rio Branco, João Pessoa e Teresina).

O PSB, do governador pernambucano Eduardo Campos, descolou-se do PT e segue de perto os tucanos, liderando em Recife, Belo Horizonte e Cuiabá e brigando pela primeira posição em Curitiba, Fortaleza e Porto Velho.

Enquanto isso, o PT só lidera com folga em Goiânia. Além disso, divide a primeira posição em Rio Branco com os tucanos e está empatado tecnicamente na liderança em Fortaleza. O PMDB está na frente no Rio, com ampla vantagem, e em Boa Vista, e divide a liderança em Campo Grande e João Pessoa.

Os dois principais partidos das últimas disputas presidenciais, PT e PSDB, estarão fora, portanto, do comando dos cinco maiores colégios eleitorais do país nas eleições de 2014.

Brecha arriscada para Romney

O cerco a embaixadas dos EUA abriu um flanco para Mitt Romney explorar uma suposta fraqueza de Obama em política externa. Aliados temem, porém, que candidato mostre despreparo na área com frases infelizes.

Argentina segura vendas do Brasil

Entre abril e julho, as exportações brasileiras encolheram US$ 6,1 bilhões e a Argentina respondeu por um terço desta queda. Nem a crise europeia afetou tanto as vendas externas do Brasil no período.

Um quinto dos jovens é ‘nem-nem’

5,3 milhões de brasileiros entr 18 e 25 anos nem estudam nem trabalham. São os nem-nem. Em desalento, sequer procuram emprego. Gravidez precoce e evasão escolar são as principais causas, revela Fabiana Ribeiro.

O Estado de S. Paulo

Declaração pode reforçar voto, dizem ministros

Ministros do Supremo Tribunal Federal afirmaram ontem que as declarações atribuídas ao empresário Marcos Valério podem, sim, complicar a situação do ex-ministro José Dirceu, apontado pela Procuradoria-Geral da República como o principal réu do processo do mensalão.

A partir de amanhã, o Supremo começa a julgar se Dirceu deve ser condenado por corrupção ativa por envolvimento na compra de apoio político de partidos da base aliada no início do governo Lula. Segundo declarações atribuídas a Valério pela reportagem da revista Veja, Lula "chefiava o esquema" do mensalão e Dirceu o "comandava".

Os magistrados ouvidos pela reportagem disseram que, do ponto de vista técnico, não há influência na análise da causa, uma vez que o processo já foi todo instruído e está em fase de julgamento. Mas as afirmações podem ajudar a fortalecer o convencimento subjetivo dos ministros pela culpa de Dirceu.

"Claro que os integrantes do tribunal são pessoas que percebem o contexto e, muito embora tenhamos que formar o nosso convencimento a partir da prova, evidentemente não podemos dizer que esse dado é neutro, não tenha a menor influência", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. Mas faz uma ressalva ao afirmar que somente com as afirmações de Valério não vale como prova para uma condenação. Isso porque o empresário é corréu na ação penal. "No processo, não podemos lançar essas declarações para uma decisão condenatória", destacou.

Valério afirma que 'Lula era o chefe' e mensalão usou R$ 350 mi, diz revista

Condenado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa no julgamento do mensalão, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza tem dito a interlocutores que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chefiava o esquema do mensalão e que a movimentação de recursos seria maior que o descoberto nas investigações do caso, segundo reportagem da revista Veja.

Conforme o texto publicado ontem, o empresário diz que o pagamento de propina a políticos da base aliada do governo movimentou R$ 350 milhões, por meio de doações clandestinas avalizadas pelo próprio ex-presidente e aliados próximos.

De acordo com a reportagem, o PT obteve desde 2005 o silêncio de Valério em troca de promessas de adiamento do julgamento ou punição mais branda no Supremo Tribunal Federal. Depois da série de revezes na Corte, que podem levá-lo a uma pena alta na prisão, o empresário narrou, segundo interlocutores, que outras empresas, além de suas agências, contribuíam diretamente ao PT em troca de vantagens no governo - a reportagem não cita nomes. Segundo ele, Lula seria o "fiador" dessas negociações, operadas e registradas num livro pelo ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.

Oposição estuda pedir investigação ao MP

O PSDB examina pedir investigação ao Ministério Público para apurar suposta participação do ex-presidente Lula no esquema de compra de votos em troca de apoio ao seu governo, depois das revelações atribuídas ao empresário Marcos Valério de que Lula era o chefe do mensalão, conforme reportagem da revista Veja.

Na oposição, há a expectativa de que novas revelações e detalhes do esquema virão à tona por outros réus que esperavam proteção do esquema, mas que estão sendo condenados no julgamento do processo em curso no Supremo Tribunal Federal.

Relação com sigla é institucional, afirma petista

Um projeto político apoiado e incentivado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é hoje o principal entrave para que ele emplaque sua aposta mais ousada nesta eleição. Encabeçado por líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, o PRB de Celso Russomanno, que integra a base aliada da presidente Dilma Rousseff e chefia um ministério, rouba votos tradicionais do PT em São Paulo e, em última instância, pode até impedir que Fernando Haddad, afilhado político de Lula, chegue ao segundo turno da disputa pela Prefeitura.

Apoiado por evangélicos, catapultado pela projeção em programas da TV Record, da Universal, e principal catalisador da insatisfação do eleitorado paulistano com a gestão de Gilberto Kassab (PSD), Russomanno atingiu 35% das intenções de voto, segundo o Ibope. O tucano José Serra, padrinho político de Kassab, tem 19% e divide tecnicamente a segunda colocação com Haddad, que tem 16% - a margem de erro do levantamento é de três pontos para mais ou para menos.

A eleição de Haddad é vista como estratégica pelo PT para o plano do partido de conquistar pela primeira vez, em 2014, o governo do Estado, que está sob o comando há quase duas décadas de seu maior adversário, o PSDB.

Campanha tem homens de Pitta, Kassab e Alckmin

Líder nas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB) conta com um staff de campanha que inclui um funcionário da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), um político que dá sustentação ao governo do tucano Geraldo Alckmin e até um ex-secretário municipal que ganhou status de "gerentão" na administração de Celso Pitta (1997-2000).

O principal nome da equipe de Russomanno é Marcos Pereira, coordenador-geral da campanha. Advogado e bispo licenciado da Igreja Universal desde 1994, é o articulador político do candidato. Ex-vice-presidente da TV Record, foi ele quem convidou Russomanno, que era do PP, de Paulo Maluf, para entrar no PRB em 2011. Naquele mesmo ano, o agora candidato ganhou um quadro de um programa da emissora no qual defendia o direito dos consumidores.

Mantega diz que juros do cartão de crédito são ‘escorchantes’

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os bancos estão cobrando taxas “escorchantes” e injustificáveis no cartão de crédito. “Esses disparates têm que desaparecer”, disse em entrevista a Raquel Landim. Os spreads bancários se tornaram uma das principais brigas do governo Dilma Rousseff, que quer ver chegar ao consumidor o efeito dos cortes na Selic. Sobre a taxa, Mantega foi categórico: “Não há necessidade de alta de juros”, disse. Ele está seguro de que os preços vão se manter sob controle em 2013, apesar da recuperação da economia e ao contrário da projeção de consultorias.

Patriota critica ação das potências na crise síria

O ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU na crise Síria. Segundo ele, se o conselho chegar a consenso que inclua a ameaça explícita de sanções, o Brasil apoiará. “Acho que há uma clara situação em que o conselho não está desempenhando satisfatoriamente seu papel”, disse Patriota aos repórteres Lisandra Paraguassu e Roberto Simon.

Um debate multimídia em SP

Interatividade e plataformas variadas marcam debate entre candidatos à Prefeitura que Grupo Estado, TV Cultura e YouTube promovem amanhã.

Egito é desafio para os EUA

O presidente do Egito, Mohamed Morsi, tenta conciliar pressões de Washington com movimentos antiamericanos, informa o enviado especial Andrei Netto.

Folha de S. Paulo

Valério acusa Lula de ser o chefe do esquema, diz revista

O empresário Marcos Valério de Souza acusou o ex-presidente Lula de chefiar o mensalão e disse que o PT desviou R$ 350 milhões para o esquema -quase o triplo do valor investigado-, segundo reportagem da revista "Veja" desta semana.

De acordo com a revista, Valério disse a pessoas próximas que Lula só não foi para o banco dos réus porque houve um silêncio por parte dele e dos petistas José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido.

À Folha o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse num primeiro momento que não confirmava nem desmentia as declarações do cliente. Mais tarde, afirmou que Valério negou o teor da reportagem. "Ele não deu entrevista e negou toda a matéria, inclusive as declarações."

Amigo do ex-presidente diz que publicitário é 'maluco'

Um dos principais interlocutores do ex-presidente Lula, Paulo Okamotto tachou Marcos Valério de "maluco" e disse não saber nada do mensalão. Valério, segundo a revista "Veja", afirmou que Okamotto tinha o papel de acalmá-lo para evitar que ligasse Lula ao escândalo.

Serra defende investigação sobre Lula

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse ontem que os relatos de que o ex-presidente Lula era o chefe do mensalão devem ser investigados pelo Ministério Público e a Justiça.

Sem citar Lula, Serra afirmou que as declarações atribuídas ao empresário Marcus Valério na revista "Veja" mostram "a gravidade daquilo que aconteceu no Brasil" e a "necessidade" de que as apurações sobre o caso sejam "aprofundadas, até por uma satisfação ao povo".

Presidente da CNBB afirma que mensalão está comprovado

Presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, 75, diz que a existência do esquema do mensalão petista está comprovada.

"O processo aí no Supremo está nos dizendo que o fato existiu. Ou então estão fazendo um julgamento fictício", disse anteontem à Folha, ao ser questionado sobre recentes negativas do ex-presidente Lula sobre o esquema.

Sobre o resultado do julgamento até agora, o líder da Igreja Católica no Brasil disse apenas que respeita as decisões do Supremo Tribunal Federal. "Ele [STF] que tem o processo na mão, analisa, e nós confiamos na decisão final da Justiça", declarou.

Marta diz que Russomanno usa TV para 'pilantragem'

Dois dias depois de assumir um ministério por entrar na campanha de Fernando Haddad (PT), a ex-prefeita Marta Suplicy tomou a linha de frente dos ataque aos adversários e afirmou que Celso Russomanno (PRB) faz "pilantragem" para atrair votos.

Em palanque com o candidato e com o ex-presidente Lula, ela disse que o rival é "lobo em pele de cordeiro": "Vocês têm que entender que é pilantragem. Na TV a imagem é linda, mas não é assim. Ele faz comércio com a angústia do povo, com a infelicidade, com a dificuldade."

Russomanno diz que terá equipe de ministeriáveis

A equipe de um eventual governo de Celso Russomanno (PRB) na Prefeitura de São Paulo será formada por técnicos com capacidade para serem ministros, disse o candidato em entrevista à Folha. Disse ainda que, mesmo sendo de um partido pequeno, vai formar maioria política com base no diálogo.

Candidato usou Câmara para pagar mais uma funcionária

Reportagem da revista "Época" desta semana revela que Celso Russomanno, candidato do PRB a prefeito de São Paulo, aceitou pagar uma indenização de R$ 205 mil a uma ex-funcionária particular que o acusava de bancar seu salário com dinheiro público.

Fabiane Brejan trabalhou para Russomanno de 2004 a 2012. Ela alega que, de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2010, passou a constar como contratada da Câmara como "assessora parlamentar" sem nunca ter prestado serviço ligado ao mandato de Russomanno. Ela ganhava R$ 3.141,62 por mês.

Kassab paga aluguel para mais de 100 mil pessoas

Desalojada da favela onde morava, a família de Gerôncio Henrique Neto, 70, recebe R$ 500 por mês de auxílio aluguel da Prefeitura de São Paulo. Quando aceitou o benefício, imaginava que a situação seria temporária e que rapidamente receberia uma moradia prometida pelo município. Ele espera desde 2009.

Gerôncio é exemplo de uma situação cada vez mais comum em São Paulo: famílias desalojadas de favelas, seja por incêndios, seja por ordem da prefeitura, passam a receber auxílio para o aluguel até conseguirem um lar subsidiado pelo governo (direito garantido pela Constituição).

O problema é que o ritmo de construção de moradias não tem sido suficiente para atender ao número de pessoas desalojadas. Desde 2010, o número de pessoas que recebem o Aluguel Social, por exemplo, quase dobrou na cidade de São Paulo: pulou de 11 mil famílias, em agosto de 2010, para as quase 21 mil atuais.

Correio Braziliense

Quadrilha de Cachoeira vende imóveis para fugir

Preso pela Operação Monte Carlo e libertado há três meses por força de habeas corpus, José Olímpio Queiroga Neto aciona rede de corretores para se desfazer de lotes e prédios da organização criminosa em lugares como Santa Maria e Valparaiso (GO). O Correio identificou pelo menos oito pessoas encarregadas da venda rápida e bem abaixo do valor de mercado. “Ele tá precisando fazer dinheiro. A conversa que chegou pra gente é que ele quer sair daqui e ir embora para os Estados Unidos”, disse um dos intermediários de Queiroga.

Al-Qaeda pede mais ataques contra os EUA

Rede terrorista conclamou muçulmanos de todos os países a intensificar as manifestações contra embaixadas e consulados americanos até a expulsão das representações diplomáticas. Distúrbios chegam a Sidney, na Austrália, à França e à Indonésia.

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