Nos jornais: ex-assessor liga Feliciano a vídeo que ataca deputados

Em entrevista ao Estadão, ex-assessor diz que deputado autorizou divulgação de vídeo com ataques a colegas da Comissão de Direitos Humanos e o acusa de empregar 11 fantasmas em seu gabinete

O Estado de S. Paulo

Ex-assessor liga Feliciano a vídeo que ataca deputados

Assessor do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) até dezembro passado, quando foi demitido, Wellington de Oliveira diz em entrevista exclusiva ao Estado que vai procurar a Polícia Federal para mudar seu depoimento sobre a autoria de um vídeo de apoio ao pastor Feliciano veiculado em março do ano passado com ataques contra outros parlamentares, como Jean Wyllys (PSOL-RJ). Oliveira diz ter sido orientado pela equipe do pastor a mentir e negar a autoria do vídeo. Agora, contará ser o responsável pela produção e ter encaminhado a Feliciano o material antes da publicação na internet. A PF investiga o caso a pedido dos deputados atacados. "Vou procurar a Polícia Federal e desmentir a história do vídeo", diz o ex-assessor. "Ele (Feliciano) adorou, comprou a ideia e mandou realizar o vídeo, inclusive aprovou por e-mail, só não queria assumir como nosso."

O vídeo chama de "rituais macabros" manifestações feitas contra o pastor e afirma que Wyllys, opositor do deputado, tem "preconceito contra cristãos".O material diz ainda que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, antes da presidência de Feliciano, havia sido comandada por simpatizantes de movimentos homossexuais e usa imagens de seminário sobre sexualidade na infância dizendo que ele estimularia a pedofilia.

O vídeo postado na internet traz também imagens dos deputados Érika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (SDD-MA), também adversários de Feliciano.

Oliveira diz que a produção do vídeo fez parte de um projeto maior que não foi adiante, segundo o relato dele, porque o pastor não queria assumir a autoria das críticas e preferia vê-las disseminadas como "viral" na rede.

Feliciano figurou nas manchetes ao longo de 2013 ao assumir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Sua chegada ao cargo gerou protestos de movimentos da área que o acusam de "racista" e "homofóbico" por declarações publicadas nas redes sociais. Oliveira trabalhou ao lado dele por nove anos realizando a produção do programa de TV e a assessoria de imprensa na Câmara. Atuou também como pastor em Ribeirão Preto.

Oliveira também confirma a existência de ao menos onze funcionários fantasmas no gabinete de Feliciano. As suspeitas foram reveladas em março do ano passado pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo Oliveira, pessoas ligadas às igrejas do pastor recebem da Câmara sem realizar qualquer trabalho relativo à atuação do parlamentar. O ex-assessor diz que o deputado usa dinheiro da Câmara para pagar salários a pastores e outros funcionários, além de dívidas relativas a serviços prestados antes do mandato.

Acusações são uma 'falácia', diz pastor

O deputado Marco Feliciano (PSC) nega ter orientado o ex-assessor Wellington de Oliveira a produzir o vídeo com ataques a adversários e diz que só soube do material ao recebê-lo por e-mail. "Se ele está dizendo que foi ele, que assuma. Eu não sei quem fez, mas que ficou bom, ficou", disse Feliciano. Ele chamou de "falácia" a acusação de que funcionários do gabinete trabalham para as igrejas. "Essas pessoas trabalham para mim como deputado. O trabalho na igreja é voluntário." Chefe de gabinete, Talma Bauer chamou de "leviandade" as acusações de Oliveira. Adilson Brito disse que trabalha na "área política", mas não explicou que serviço realiza. Os outros funcionários citados não foram localizados ou não responderam às ligações.

DEM quer arquivar contas ainda pendentes de Collor

Para preservar o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e evitar problemas na sua provável campanha à reeleição ao Senado neste ano, integrantes do DEM na Comissão Mista de Orçamento querem arquivar duas prestações de contas do seu mandato presidencial que ainda estão pendentes de apreciação pelo Congresso Nacional.
Entre elas está o balanço do exercício financeiro de 1991, segundo ano de Collor no poder, que chegou a ser rejeitado pela mesma comissão há 16 anos, mas que não teve sua tramitação concluída até hoje. Caso a rejeição dessa conta fosse confirmada pelo Congresso Nacional, Collor, agora senador pelo PTB de Alagoas, poderia ficar inelegível por mais oito anos.

Pela Constituição, no início de cada ano o presidente da República precisa encaminhar ao Congresso Nacional um relatório das contas do governo do exercício anterior. Após análises do Tribunal de Contas da União, da Comissão Mista de Orçamento dos plenários da Câmara e do Senado, em caso de rejeição, o chefe do Poder Executivo responsável fica inelegível pelo prazo de oito anos.

João Paulo Cunha tem proposta de emprego

João Paulo Cunha, condenado pelo STF a prisão em regime semiaberto no julgamento do mensalão, acaba de receber uma proposta de emprego.

Mais precisamente, a do advogado brasiliense Pedro Paulo Resende — cujo escritório, aliás, já conta com um detento em seu staff.

Com voto aberto, Câmara decide se cassa Donadon

A Câmara decidirá novamente hoje se mantém em seus quadros um deputado condenado e preso. Absolvido pelos pares em 28 de agosto do ano passado, Natan Donadon (sem partido-RO) será novamente julgado, agora por quebra de decoro parlamentar, em uma "segunda chance" para a Câmara reduzir o desgaste de sua imagem.

O novo processo tem como expoentes deputados que faltaram à primeira sessão e contribuíram para que não se alcançasse o número de 257 votos necessários para cassar Donadon. Na ocasião, em decisão secreta, faltaram 24 votos. Agora, o voto será aberto e a aposta na Casa é por uma maioria ampla pela cassação.

Donadon cumpre pena de 13 anos, 4 meses e 10 dias por peculato e formação de quadrilha e está preso desde junho do ano passado por desvios na Assembleia Legislativa de Rondônia.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), é o autor da representação. Na noite em que Donadon foi absolvido, Albuquerque estava na Feira Literária de Passo Fundo (RS).

PSOL reconhece erro em não condenar extremistas

O PSOL saiu ontem em defesa do deputado estadual Marcelo Freixo, que emprega em seu gabinete um assessor que também atua na defesa de presos em protestos, mas reconheceu o erro do partido ao não condenar com veemência os grupos radicais responsáveis por depredações e uso de explosivos, como o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

Na autocrítica, líderes do PSOL do Rio disseram que o partido devia ter ido além do repúdio genérico à violência. "Nunca dialogamos ou fizemos acordo com grupo minoritário e de orientação anarquista como os black blocs. Discordamos da tática e desconhecemos a estratégia. Temos de demarcar com mais nitidez essas posições", disse o deputado federal Chico Alencar. Para o parlamentar, um possível efeito eleitoral negativo "é o que menos importa nesse momento", mas a morte do cinegrafista "deve levar a uma reflexão geral".

Freixo também diz que a crítica deve ser veemente. "Houve uma escalada da violência de todos os lados, do Estado e de parte dos manifestantes. Isso trouxe enorme prejuízo para a democracia, afastou as massas e o debate ficou secundário."

A revelação de que um assessor de Freixo, Thiago de Souza Melo, diretor executivo do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos, atua na defesa de presos nos protestos, foi mais um fator de desgaste do PSOL. O deputado reagiu e negou que seu gabinete ofereça ajuda jurídica a manifestantes. "Thiago me atende no plenário, é um advogado muito competente. Fora do mandato, ele atua onde quiser", afirmou Freixo.

Entidades querem que PF investigue morte de jornalistas

Entidades do setor de comunicação pediram ontem ao governo a entrada da Polícia Federal nas investigações de todos os assassinatos de jornalistas. Além disso, a maior parte dos profissionais feridos na cobertura dos protestos de rua desde junho foi atingida deliberadamente, por registrar fatos, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes foi a primeira envolvendo o ataque de um manifestante. No entanto, outros seis profissionais foram assassinados em 2013 - a mando de grupos políticos, de agiotagem e de narcotráfico.

Em encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, representantes da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) criticaram os "abusos" da Polícia Militar durante as manifestações. De acordo com levantamento da Abraji, 75% dos 118 ataques que apurou desde junho, contra 108 profissionais de imprensa, partiram de PMs. Os números são diferentes porque há casos de profissionais agredidos mais de uma vez. ANJ e Abert têm outro levantamento - com 126 registros.

Folha de S. Paulo

Réu do mensalão tucano assessora Aécio

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves tem entre os seus assessores de confiança um dos principais personagens do mensalão tucano.

O jornalista e publicitário Eduardo Guedes, 52, um dos réus do processo, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha do político como um de seus mais próximos conselheiros.

Antigo colaborador das campanhas eleitorais dos tucanos em Minas Gerais, Guedes é também um dos sócios da Pensar Comunicação Planejada, empresa contratada para prestar consultoria de comunicação ao PSDB, presidido por Aécio Neves.

Na peça em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República afirma que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo.

À época, Guedes era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro. Segundo as investigações, ele agiu a pedido de Azeredo.

O valor dos repasses, de acordo com a Procuradoria, acabou sendo desviado pelo esquema. Com esse dinheiro, o empresário Marcos Valério, da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar o seu uso na campanha à reeleição de Azeredo, em 1998, afirma a Procuradoria.

Esquema semelhante foi usado por Valério, anos depois, no mensalão do PT, motivo pelo qual o empresário acabou condenado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Senador diz que não há decisão contra jornalista

O senador Aécio Neves informou, por meio de sua assessoria, que "não há nenhuma decisão judicial contra o citado jornalista", referindo-se à atuação de Eduardo Guedes como um de seus assessores políticos.

Segundo o senador, a empresa de Guedes presta serviços ao PSDB desde 2009, quando ele não havia assumido a direção do partido.

O político também ressaltou que ainda "não tem marqueteiro contratado".

Por e-mail, Eduardo Guedes informou que "tem a consciência tranquila de quem não cometeu irregularidade", por isso "não tem constrangimento" ao assessorar Aécio Neves.

Ele disse ter trabalhado "para diferentes partidos, instituições, lideranças e empresas privadas" ao longo de 27 anos de carreira, e que essas acusações provocaram "prejuízos pessoais e profissionais incalculáveis".

Tucano tenta isolar partido de denúncia contra Azeredo

Na tentativa de desvincular o mensalão tucano de sua campanha à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem que as denúncias contra o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), fundador e ex-presidente da sigla, "não envolvem o partido."

A declaração faz parte da tentativa do comando tucano de restringir o caso a Azeredo e evitar repercussão nas eleições de outubro. "Vamos aguardar o julgamento. Não é uma questão que envolveu o partido, não tem ninguém do partido envolvido nessa questão", disse Aécio.

Além de fundador e ex-presidente da sigla, Azeredo é membro da executiva nacional do PSDB.

Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que Azeredo seja condenado a 22 anos de prisão. Ele é acusado de desviar R$ 3,5 milhões de estatais para alimentar sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 1998.

Ele nega as acusações.

Barbosa revoga decisão de Lewandowski sobre Dirceu

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, revogou ontem decisão tomada pelo vice-presidente Ricardo Lewandowski, no recesso judiciário, que atendia a pedido da defesa do ex-ministro José Dirceu, que cumpre pena de prisão por ter sido condenado no julgamento do mensalão.

Lewandowski havia determinado que a Vara de Execuções Penais de Brasília decidisse com urgência pedido para que Dirceu possa trabalhar fora do presídio.

A análise havia sido suspensa até que se apurasse se o ex-ministro da Casa Civil usou irregularmente um celular no interior da prisão.

Além do despacho sobre Dirceu, Barbosa anulou outras três decisões tomadas por Lewandowski enquanto exercia interinamente a presidência do STF, em janeiro. Elas restabeleciam aumento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em Florianópolis, Caçador (SC) e São José do Rio Preto (SP).

Em todos os casos, Barbosa revogou as decisões do substituto de forma monocrática, ou seja, sem submetê-las ao plenário do Supremo.

Por se tratar de um colegiado, essa conduta é rara, embora não seja inédita. Sempre que ocorre, no entanto, há mal-estar entre ministros.

Defesa de petista afirma que vai recorrer da medida

José Luis Oliveira Lima, advogado do ex-ministro José Dirceu, questionou a decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de suspender a decisão de Ricardo Lewandowski que atendia um pedido do petista. Ele vai recorrer.

"Não houve qualquer atropelo ao devido processo legal na decisão do ministro Ricardo Lewandowski. A situação do ex-ministro José Dirceu é de urgência, sim", diz ele.

Segundo Oliveira Lima, a análise do pedido de Dirceu para trabalhar na biblioteca de um escritório de advocacia "tem sido sucessivamente adiada, o que o mantém em regime fechado, em contrariedade com a sentença proferida pelo próprio STF".

"É direito de José Dirceu trabalhar fora da prisão, como tem ocorrido com os demais condenados na ação penal 470. Juntamos no processo da execução o resultado da investigação disciplinar que concluiu que nenhuma infração foi praticada pelo ex-ministro José Dirceu", afirma.

A nota diz ainda que "quatro integrantes do Conselho Disciplinar do presídio" concluíram que Dirceu "jamais falou ao celular ou praticou qualquer outro ato irregular".

No histórico processual de Dirceu, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do DF, nega que o petista estaria em regime fechado.

Defesa de Pizzolato irá se opor à entrega de computadores ao Brasil

O advogado que defende Henrique Pizzolato na Itália vai se opor ao envio ao Brasil dos dois computadores e do tablet apreendidos na operação que prendeu o ex-diretor do Banco do Brasil.

Segundo a Interpol italiana, dois procuradores da República deverão chegar à Itália nos próximos dias para entregar pedido oficial para que os equipamentos sejam enviados, lacrados, ao Brasil.

"Nós entendemos que os computadores devem continuar sob custódia da Justiça italiana enquanto correr a ação de extradição", disse à Folha ontem o advogado Lorenzo Bergami.

A solicitação brasileira deve ser feita à Corte de Apelação de Bolonha, onde deverá correr a ação para a extradição de Pizzolato.

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal querem analisar os equipamentos em busca de movimentação de dinheiro e registros de comunicações de Pizzolato na Europa.

O advogado de Pizzolato disse que não conhece o conteúdo dos arquivos.

Corregedoria mira bens de 11 servidores em apuração de cartel

Investigação da Corregedoria do governo Geraldo Alckmin (PSDB) levantou suspeitas sobre o patrimônio de 11 funcionários do Metrô e da CPTM e recomendou o afastamento deles de cargos de confiança. Todos têm ligações com contratos e licitações que estão sob suspeita.

Dos 11 investigados, apenas o diretor de operações da CPTM, José Luiz Lavorente, foi mantido no cargo.

O jornal "O Estado de S. Paulo" revelou ontem os nomes de investigados.

A Corregedoria-Geral da Administração estadual, responsável pela investigação da conduta de servidores, iniciou as apurações após a Siemens ter feito delação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), um órgão federal, em maio.

A multinacional contou que ela e outras companhias formaram um cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, durante os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Diplomacia das flores

O Itamaraty aposta em florear sua diplomacia para angariar ganhos institucionais ao Brasil. No caso, não se trata de sentido figurado: foi lançado edital para comprar até 660 arranjos de flores para eventos no prazo de um ano, o equivalente a R$ 461,1 mil.

"As flores contribuem para que seja transmitida às autoridades estrangeiras uma melhor impressão do país anfitrião, o que se traduz por ganhos institucionais para o governo brasileiro", explica o texto do edital.

A quantidade foi definida com base na quantidade de eventos realizados em anos anteriores (em 2013, foram ao menos 138 recepções), acrescido do que o ministério chama de uma "margem de segurança" de 30%.

"Como não se conhece, de antemão, as sutilezas da percepção dos visitantes, deve-se, preferencialmente, pecar pelo excesso de zelo", esclarece o texto.

O arranjo mais caro foi orçado em R$ 2.350, com base em pesquisa de mercado com quatro empresas, de acordo com o edital publicado anteontem. Trata-se de coroa de 35 dúzias de flores nobres, como lírios, rosas ou tulipas.

Rio anistia R$ 1,4 bilhão em dívidas de empresas

O programa de recuperação fiscal do governo do Rio anistiou em mais de R$ 1,4 bilhão as empresas devedoras do Estado.

O valor refere-se à exclusão das multas e descontos nos juros sobre impostos em atraso concedidos pelo programa, chamado de Refis estadual. A isenção foi a forma encontrada pelo governo para aumentar a arrecadação de tributos em atraso.

O benefício fez parte do programa no qual indenizações de parentes de vítimas de violência foram usadas para pagar débitos de empresas devedoras, como a Folha mostrou anteontem.

Pelo programa, empresas abrem mão de discutir na Justiça o valor dos impostos cobrados. Em contrapartida, têm isenção nas multas pelos atrasos e desconto nos juros.

O pagamento poderia ser feito com depósito em dinheiro, ou através de precatórios --título emitido pela Justiça quando o Estado é condenado a pagar certa quantia.

A Folha obteve, através da Lei de Acesso à Informação, cinco processos no qual empresas pagaram suas dívidas com precatórios. Desta forma, elas abrem mão do crédito junto ao Estado e recebem em troca o abatimento da dívida de mesmo valor.

A empresa com o maior desconto entre os processos pesquisados foi o Carrefour. A rede de supermercado teve desconto total equivalente a mais de 40% na dívida acumulada até então.

Integrante do Mais Médicos se divide entre posto e campanha

Integrante do Mais Médicos, Pedro Alcântara (PR-BA) tem flexibilizado seu horário de trabalho num posto de saúde de Juazeiro (BA) para participar de eventos de políticos, inclusive em Salvador.

Pré-candidato pelo PR a uma vaga na Câmara dos Deputados, ele participou de pelo menos dez atos públicos ligados à Prefeitura de Juazeiro, comandada por seu aliado Isaac Carvalho (PC do B).

Desses atos, oito aconteceram em dias de semana, durante o horário de expediente. Os eventos vão desde o lançamento do Carnaval à assinatura de contrato do Minha Casa, Minha Vida.

Anteontem, pela manhã, em Salvador, Alcântara participou do evento de apoio do PR à candidatura de Rui Costa (PT) ao governo do Estado.

O Globo

Dilma percorrerá 22 mil quilômetros em apenas dez dias

A oito meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff reforçou uma agenda voltada para eventos públicos, tanto no Planalto quanto nos estados, em atividades de governo e partidárias.

Entre 10 e 20 de fevereiro, Dilma terá percorrido mais de 22.000 quilômetros Brasil afora e passado pelas cinco regiões do país, em agendas de governo e do PT. A presidente abriu a semana com a comemoração dos 34 anos do PT e, na sequência, foi ao Mato Grosso para inaugurar a safra de soja.

Depois de dirigir uma colheitadeira em Lucas do Rio Verde (MT, foto abaixo), para alegria do governador Silval Barbosa (PMDB), a presidente instala nesta quarta-feira o comitê de avaliação do Simples Nacional, quando aproveita para comemorar ações de gestão do governo.

Na quinta, mais badalação: anunciará investimentos do PAC mobilidade urbana, no Planalto, cumprindo promessa feita na onda de protestos de rua. Em junho, Dilma prometeu R$ 50 bilhões para melhoria do sistema de transporte urbano de capitais.

Aécio diz que PT parece ‘um partido à beira de um ataque de nervos’

O senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu nesta terça-feira críticas de petistas no evento realizado na noite de ontem, de aniversário do PT. Para Aécio, o PT teria utilizado a ocasião para, ao invés de fazer um evento partidário, atacar seus adversários. O senador afirmou que o presidente do PT, Rui Falcão, deveria ter usado seu discurso para falar sobre a crise energética, os direitos trabalhistas dos médicos cubanos e o estado da Petrobras.

- O PT usou o evento ontem pra fazer uma patética sucessão de neologismos desencontrados que remontam aos gloriosos tempos dos aloprados. Depois devem vir na sequência mais dossiês fajutos. O PT pareceu protagonizar um filme de Almodóvar, "um partido à beira de um ataque de nervos". Quanto ao palavreado da presidente Dilma, minha boa formação mineira me impede de rebater no mesmo tom - disse o senador.

Em Mato Grosso, Dilma diz que ‘pessimistas serão derrotados’

Um dia depois de chamar os adversários de pessimistas, a presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que “os pessimistas serão derrotados”. Pilotando uma colheitadeira, ela participou da abertura da safra de grãos 2013-2014, em Mato Grosso. Foi uma ato simbólico porque cerca de 30% da colheita, que começou em janeiro, já foi concluída.

— Aqueles pessimistas de sempre, eles serão derrotados pela força de nosso povo — disse Dilma em Lucas do Rio Verde, a 350 quilômetros de Cuiabá.

Pizzolato ainda tem de devolver R$ 5,5 milhões ao Banco do Brasil

Até agora, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato escapou da obrigação de ressarcir os cofres públicos nos casos relacionados ao chamado bônus de volume — dinheiro que deveria ter retornado ao BB e que acabou ficando com agências de publicidade, entre elas a DNA Propaganda, de Marcos Valério, o operador do mensalão.

Pizzolato está longe de ser responsabilizado em cinco processos abertos pelo Tribunal de Contas da União para apurar um suposto dano ao erário de R$ 5,5 milhões. Para a área técnica do tribunal, o dinheiro deveria ter sido devolvido ao BB.

Comando nacional do PSDB decidirá sobre palanques regionais

A exemplo do que já fez o PT, a Executiva nacional do PSDB aprovou nesta terça-feira resolução que estabelece que todas as coligações estaduais terão de ser validadas pelo comando nacional do partido.

Prevê ainda a possibilidade de intervenção nos diretórios regionais, se necessário, para garantir alinhamento com o projeto nacional e apoios à candidatura presidencial do senador Aécio Neves (MG).

De acordo com Aécio, que é presidente nacional do partido e comandou a reunião, a decisão tomada por unanimidade reforça que o PSDB está unido em torno do projeto nacional, que é a sua candidatura.

— Tomamos uma decisão por unanimidade de que todos os entendimentos estaduais, para serem validados, terão de passar pela Executiva nacional. Onde houver candidato ao governo, a questão já está resolvida, mas onde não houver, a coligação tem que preservar o partido localmente, mas não pode ser contraditória com o interesse nacional, que é a prioridade do PSDB — afirmou Aécio.

Rio: identificados dois jovens que acorrentarem adolescente em poste

Pelo menos dois dos quatorze rapazes de classe média detidos na segunda-feira passada, acusados de tentar agredir dois adolescentes no Parque do Flamengo, participaram também na sexta-feira, dia 31, do ataque que resultou na agressão a quatro outros adolescentes, entre eles, o jovem, de 15 anos, que teve o pescoço acorrentado nu por uma tranca de bicicleta a um poste na Rua Rui Barbosa.

Eles foram reconhecidos por duas outras vítimas que prestaram depoimento à delegada Monique Vidal, na 9ª DP (Catete) e afirmaram que na mesma sexta-feira e por volta do mesmo horário foram cercadas no Aterro do Flamengo por um grupo de cerca de 30 motociclistas, que arrancaram suas roupas e os agrediram com capacetadas, correntes e tacos de beisebol.

Uma das vítimas, um adolescente de 17 anos, conseguiu escapar e fugiu para dentro do Bar Sonho do Flamengo, que fica na esquina da Praia do Flamengo com a Rua Senador Vergueiro, onde foi salvo por frequentadores que impediram que os motociclistas continuassem a agressão.

Campos recua e repõe verba que foi cortada para Direitos Humanos em PE

Depois de enfrentar a retirada coletiva de todos os representantes da sociedade civil no Conselho Estadual de Direitos Humanos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência, recuou e decidiu nesta terça-feira repor as verbas que haviam sido cortadas para o exercício de 2014, para o qual foram destinados apenas R$10 mil contra um orçamento de R$26 mil, em 2013. Os conselheiros se queixam também de falta de espaço para as reuniões e da dificuldades impostas pelo estado para realização da Conferência Estadual de Direitos Humanos. Pela legislação que instituiu o Conselho (Lei Estadual 12.160/2001), essas reuniões deveriam ocorrer a cada dois anos, mas a última foi em 2008. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, no entanto, ainda não confirmou se a Conferência será realizada este ano em Recife.

- Não queremos duplicidade. Se houver Conferência Nacional de Direitos Humanos, em Brasília, não será necessário fazer o encontro estadual - afirmou o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Bernardo D´Almeida.

Mais de 20 cubanos já deixaram o Mais Médicos, diz ministro

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta terça-feira que mais três profissionais cubanos abandonaram o programa Mais Médicos. Esses médicos trabalhavam nos municípios de Rio do Antônio, na Bahia, Belém de São Francisco, em Pernambuco, e Timbiras, no Maranhão. O ministro não soube dizer o paradeiro deles.

Nos últimos dias, vieram a público o caso de dois cubanos que deixaram o programa: a médica Ramona Matos Rodríguez, que trabalhava em Pacajá (PA), e o médico Ortelio Jaime Guerra, que atuava Pariquera-Açu (SP).

Na semana passada, o ministro já havia dito que 22 médicos cubanos, de um total de 5.378, haviam se desligado do programa. Todos eles justificaram a desistência e formalizaram o desligamento: 17 por problemas de saúde, inclusive dois que caíram do telhado, e cinco por razões pessoais. Os cinco novos casos - incluídos Ortelio e Ramona - não justificaram o afastamento do programa. O processo de desligamento de Ramona está sendo finalizado. Os outros quatro ainda vão ser notificados.

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