Nos jornais: divisão de votos sobre ex-ministro dos Transportes leva Supremo a impasse

Jornais destacam decisões e impasses do mensalão. Com a proximidade do segundo turno, jornais destacam também as campanhas por todo o país, com ênfase em São Paulo

O Estado de S. Paulo

Divisão de votos sobre ex-ministro dos Transportes leva Supremo a impasse

Relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa pediu na quinta-feira, 11, a condenação de Anderson Adauto, ministro dos Transportes do governo Lula, pelo crime de lavagem de dinheiro. Mas cinco integrantes do Supremo Tribunal Federal já o absolveram e o julgamento dessa acusação deve terminar empatado, segundo previsão dos próprios magistrados, quando o processo for retomado na segunda-feira, 15.

Além de Adauto, os ex-deputados petistas Paulo Rocha (PA) e João Magno (MG) foram absolvidos por metade do plenário. Dois ministros votaram pela condenação e devem ser seguidos pelos três restantes. Há duas correntes no STF. Uma defende que o empate beneficiaria o réu e ele seria absolvido. Outros argumentam que prevaleceria o voto proferido pelo presidente do STF, Carlos Ayres Britto. Se prevalecer a segunda corrente, Adauto, Rocha e Magno serão condenados, pois Britto já indicou que votará nessa direção, assim como Celso de Mello e Gilmar Mendes.

Confirmada essa projeção, o STF chegará ao segundo empate no processo. O ex-deputado José Borba (PMDB) foi condenado por corrupção passiva, mas aguarda desfecho sobre a acusação de lavagem de dinheiro.

Não é inteligente usar mensalão, diz ministro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que quem usar o mensalão na campanha do 2.º turno "não vai se dar bem". "A única coisa que posso dizer é que aqueles que têm apostado no uso político de fatos como esse nunca se deram bem. Quem na eleição passada tentou usar temas morais para fazer campanha não se deu bem", disse Carvalho após participar de seminário no Palácio do Planalto.

"O primeiro turno registrou a vitória das forças progressistas do País, acho que isso tem de ser comemorado, então quem for inteligente não vai tentar fazer esse uso", afirmou o ministro. As declarações ocorrem dois dias após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos principais nomes do PT, no processo do mensalão por corrupção ativa. Também foram condenados pelo crime o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares.

Julgamento é 'freio de arrumação' da política, diz relator

O futuro presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, avalia o julgamento da ação como um "marco" para a sociedade e como um possível "freio de arrumação" para a política brasileira. Em entrevista à rádio Estadão ESPN na manhã de ontem, o ministro classificou como um "escracho" a intenção da defesa de parte dos réus do mensalão de recorrer das condenações às cortes internacionais.

"(O julgamento) vai ser um marco não só para a política brasileira. Para a política talvez signifique um freio de arrumação. Mas para a sociedade é um episódio espetacular porque estamos assistindo à Justiça penetrando nos lares das pessoas, o modo de fazer Justiça", afirmou o ministro.

Haddad obtém 48% e Serra, 37%, diz Ibope

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tem 48% das intenções de voto, 11 pontos porcentuais a mais que o tucano José Serra (37%), segundo a primeira pesquisa do instituto Ibope no segundo turno. Em votos válidos - excluídos os entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco -, Haddad venceria por 56% a 44%, se a eleição fosse hoje. Na pesquisa espontânea, aquela em que os eleitores manifestam sua preferência antes de ler os nomes dos candidatos, o placar seria de 45% a 35%. A margem de erro do levantamento, encomendado pela TV Globo, é de três pontos para mais ou para menos.

Haddad e Serra negam barganha em apoios

Ao anunciar suas alianças para o segundo turno da disputa pela a Prefeitura de São Paulo, PMDB e PTB negaram que tenham barganhado cargos para apoiar, respectivamente, Fernando Haddad(PT)e José Serra (PSDB). Os dois partidos só admitem negociar espaço no município caso seus candidatos sejam vitoriosos, mas, nos bastidores, as legendas negociam espaços no governo federal e no Estado após a eleição.

Tucano combina com pastor ficar fora de ataques a 'kit gay'

A campanha do PSDB na disputa pela Prefeitura de São Paulo acertou com o pastor Silas Malafaia que vai desvincular o candidato José Serra dos ataques feitos pelo líder religioso a Fernando Haddad (PT). Malafaia foi consultado anteontem pela equipe tucana e deu aval para que Serra descole sua imagem das críticas feitas pelo pastor a políticas do petista como o "kit gay", material didático de combate à homofobia idealizado - mas não distribuído - na gestão de Haddad no Ministério da Educação.

O pastor fechou apoio a Serra ainda no 1.º turno. Ontem, um dia após o acordo com a equipe tucana, Malafaia publicou em sua página na internet vídeo em que tenta se descolar do PSDB, alega ter declarado apoio "como cidadão" e diz que votou em Luiz Inácio Lula da Silva para presidente. Mas volta a atacar o chamado "kit gay" e elogia Serra. Na negociação, a equipe tucana não impôs restrições às críticas feitas pelo pastor ao "kit gay", mas orientou o candidato a mudar seu discurso. Avisado sobre o acordo na quarta-feira, pouco antes de uma entrevista, Serra passou a dizer que os comentários de Malafaia não fazem parte da pauta de sua campanha.

Petista diz que não vai responder ao 'submundo da política'

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, acusou ontem o adversário do PSDB, José Serra, de trazer do Rio de Janeiro um pastor para ofendê-lo. O petista citou o apoio que Serra recebeu do líder da Assembleia de Deus, Silas Malafaia. Haddad disse estar disposto a discutir sobre o assunto diretamente com Serra nos debates e não responder "ao submundo da política". "Ele (Serra) trouxe do Rio de Janeiro um pastor para me ofender. Eu não posso responder ao submundo da política, eu tenho que responder a ele. Tem que ser ele, não pode ser por preposto", afirmou o petista durante evento que oficializou o apoio do PMDB, do ex-candidato Gabriel Chalita, à sua candidatura no 2º turno da disputa municipal. Haddad disse também que está disposto a debater com o tucano todos os temas, inclusive o kit anti-homofobia, que chegou a ser elaborado pelo MEC e vem sendo usado contra ele na campanha.

Campanha de Haddad vai usar escândalos do PSDB

A campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, prepara munição para responder aos ataques dos tucanos quanto ao mensalão. Os petistas pretendem utilizar neste 2.º turno o caso do mensalão mineiro, que tem tucanos, incluindo um ex-presidente da legenda, como réus acusados de integrar um esquema muito parecido com o que rendeu a condenação da antiga cúpula petista e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Os integrantes da campanha petista também pretendem usar as denúncias de que a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, teria ocorrido após deputados terem sido comprados no Congresso.

Outra munição do comitê de Haddad para lidar com a estratégia de José Serra (PSDB) é explorar o escândalo envolvendo Hussain Aref Saab, ex-chefe de licenças de empreendimentos da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). No cargo responsável por liberar grandes construções na cidade, Aref enriqueceu e adquiriu 106 imóveis. A nomeação de Aref para o cargo ocorreu em 2005 e foi assinada por Serra, então prefeito de São Paulo.

Acordo com PMDB restringe agenda de Lula no 2º turno

A costura de apoios ao candidato do PT, Fernando Haddad, em São Paulo, vai restringir os palanques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno. Lula não poderá fazer todos os comícios que pretendia. Não vai a Mauá, por exemplo, como pretendia, para apoiar o petista Donisete Braga, que disputa com Vanessa Damo, do PMDB. Essa foi a condição exigida pelo partido do vice-presidente Michel Temer em troca do apoio a Haddad na capital.

Lula pretende participar diretamente da campanha em Guarulhos, Santo André, Diadema e Campinas, em apoio, respectivamente aos petistas Sebastião Almeida, Carlos Grana, Mário Reali e Márcio Pochmann. Ele esperava ter espaço na agenda para ir a Taubaté, para apoiar o petista Isaac do Carmo, mas o tempo pode ficar curto em razão do atraso na definição da agenda. "São cidades estratégicas, mas temos de definir nosso trabalho no segundo turno olhando as forças políticas que estarão no palanque da reeleição de Dilma em 2014", diz o presidente do PT paulista, deputado estadual Edinho Silva.

PSB vai explorar obras deixadas por Luizianne

O tom da campanha do 2.º turno para a Prefeitura de Fortaleza já foi deixado claro pelos candidatos Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB). Elmano, com apoio do ex-presidente Lula , reforçará a administração de Luizianne Lins (PT). Já Roberto Cláudio (PSB), apoiado pelo governador Eduardo Campos (PSB), centrará em críticas à administração petista, explorando obras inacabadas.

Organização inova e segue normas de sustentabilidade

Um grupo montado com antecedência em São Paulo empenhou-se, nas últimas semanas, em criar, nos três andares disponíveis para a 68ª Assembleia da SIP, no Hotel Renaissance, um ambiente apropriado. A ordem, como resumiu um coordenador, é "modernizar a SIP". Uma empresa comprometida com as normas internacionais para eventos sustentáveis foi convocada, para definir todos os materiais e sua utilização. No conceito cenográfico, o encontro terá "a cara de São Paulo". Para isso, os palcos vão se inspirar em ícones da cidade - as linhas do Copan, o formato do Masp. O mesmo para os dez estandes do showroom. Outro compromisso é "abrir o evento para as pessoas, atrair o público jovem". Para isso, no domingo, uma série de painéis sobre jornalismo reunirá estudantes, universitários e professores.

Folha de S. Paulo

STF absolve ex-líder do governo e mais dois réus

A divisão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal sobre a caracterização do crime de lavagem de dinheiro deve levar à absolvição de seis réus do mensalão, incluindo três ex-deputados do PT e um ex-ministro do governo Lula que receberam dinheiro do esquema.

Sete ministros votaram ontem e alcançaram maioria para inocentar o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), que foi líder do governo na Câmara, e dois assessores que receberam recursos do mensalão, Anita Leocádia e José Luiz Alves. Com relação a eles, os ministros Joaquim Barbosa, relator do processo, Ricardo Lewandowski, revisor, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Marco Aurélio entenderam não haver prova de que eles sabiam que o dinheiro era ilícito.

Mais branda, lei antiga deve beneficiar réus

Os réus do mensalão condenados pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa e passiva, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e o presidente licenciado do PTB Roberto Jefferson, devem receber penas mais brandas do que as previstas na legislação em vigor, segundo ministros ouvidos pela Folha. Isso porque a maioria dos crimes imputados a esses acusados ocorreu antes de novembro de 2003, quando a legislação penal definia que as penas variavam de 1 a 8 anos de prisão.

Naquele mês, o Código Penal foi modificado, endurecendo as punições para corruptos e corruptores. A mudança estabeleceu que as penas devem variar de 2 a 12 anos. Segundo os ministros, a "regra de ouro" do direto penal é que uma lei nunca pode retroagir para prejudicar o réu, apenas para beneficiá-lo. É possível, inclusive, que isso livre alguns condenados do regime fechado -seria improvável uma pena maior do que oito anos, a partir de quando o início do cumprimento é em regime fechado.

Auditoria vê fraude em contrato do MEC

Uma investigação conduzida por auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou indícios de fraude numa licitação aberta na gestão de Fernando Haddad no MEC (Ministério da Educação) para reforçar a área de informática e aumentar a segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os auditores acharam indícios de que houve conluio entre empresas participantes da licitação, uso de documentos falsos, pagamentos irregulares e superfaturamento. As conclusões ainda não foram ao plenário do TCU.

Haddad, que deixou o MEC para ser o candidato do PT a prefeito de São Paulo neste ano, disse várias vezes durante a campanha eleitoral que jamais alguém apontou desvios de natureza ética em sua gestão como ministro. Em entrevista à TV Bandeirantes um dia depois do primeiro turno das eleições, por exemplo, Haddad disse que conduziu o ministério por seis anos "sem nenhum reparo a minha conduta, nem dos meus auxiliares".

Petista diz que autorizou suspender os pagamentos

A assessoria de Fernando Haddad diz, em nota, que o então ministro da Educação foi informado à época que os equipamentos "foram entregues e estavam em funcionamento adequado", e que foi autorizada a suspensão dos pagamentos e do contrato após denúncia de apresentação de documentos falsos. "Até sua saída da pasta, Haddad tinha informação de que a investigação ainda estava em andamento", diz.

A campanha do petista diz que não há "pronunciamento conclusivo" do TCU e que cópia dos documentos foi enviada à Câmara, a partir de requerimento do deputado Vaz de Lima (PSDB-SP). O MEC e o Inep dizem que "os equipamentos foram adquiridos por pregão eletrônico e se obteve o menor preço". A pasta diz que "os equipamentos foram entregues, os serviços prestados" e os pagamentos ocorreram "uma vez que não foram identificados óbices jurídicos".

Petista recebe apoio de Chalita e mira eleitor religioso

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, recebeu ontem o apoio do PMDB de Gabriel Chalita em busca de um elo com o eleitorado religioso. Enquanto o candidato derrotado do PMDB transita bem nesse grupo, Haddad enfrenta resistência de religiosos devido ao chamado "kit gay", material anti-homofobia elaborado para o Ministério da Educação em sua gestão. Chalita está encarregado de aproximar Haddad do eleitorado católico e defendê-lo de pastores evangélicos que o acusam pelo material. O peemedebista deve reeditar sua atuação na campanha presidencial de 2010, quando defendeu a então candidata Dilma Rousseff de polêmica sobre a legalização do aborto.

Tucano ignora mensalão ao receber apoio do PTB de Roberto Jefferson

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, ignorou o mensalão ao discursar ontem no evento que formalizou o apoio do PTB à sua candidatura. O partido é presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que foi condenado por corrupção passiva no caso. Ele está licenciado da função para tratar de um câncer. O julgamento da ação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) vem sendo usado por Serra em atos públicos para atacar Fernando Haddad (PT), seu adversário na disputa. Mais tarde, em entrevista, Serra minimizou a participação do PTB no esquema e disse que o mensalão é "obra do PT". "Que possa ter gente daqui e dali é outra coisa." Serra foi recebido na sede do novo aliado pelo presidente estadual da sigla, Campos Machado, e por Luiz D'Urso, vice da chapa de Celso Russomanno (PRB), que ficou em terceiro no primeiro turno.

Pastor Malafaia volta a atacar petista por 'kit gay'

Aliado de José Serra (PSDB) na eleição paulistana, o pastor evangélico Silas Malafaia, da igreja Asssembleia de Deus Vitória em Cristo, divulgou vídeo ontem com críticas a Fernando Haddad (PT). Ele voltou a ligar o candidato ao chamado "kit gay", feito para o Ministério da Educação na gestão do petista a título de combate à homofobia nas escolas. Por decisão da presidente Dilma Rousseff, o material não foi distribuído.

"O senhor até hoje não abriu a boca para se explicar sobre o 'kit gay'. Ali é para ensinar homossexualismo nas escolas", disse Malafaia. "O senhor deu grana para ativistas gays fazerem esse lixo moral para ensinar homossexualismo." Malafaia reclamou das críticas do ex-ministro à participação de líderes evangélicos na campanha de Serra. "Quando algum líder evangélico ou católico apoia vocês, é opinião. Quando é do outro lado, é fundamentalista religioso. O povo não é otário, Haddad", disse.

Sindicato é multado por propaganda favorável a Haddad

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região foi multado em R$ 5.000 por veiculação de propaganda em favor do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, no jornal impresso da instituição. O sindicato informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

A decisão, que já havia sido tomada anteriormente em caráter liminar, foi confirmada pelo juiz da propaganda eleitoral Marco Antonio Martin Vargas em favor da Coligação Avança São Paulo (PSDB-PSD-DEM-PR-PV). Vargas determinou ainda a proibição de distribuição de novo material com conteúdo igual, bem como a veiculação do mesmo na internet. O sindicato afirmou, via assessoria, que a reportagem do jornal tinha o objetivo de informar os trabalhadores sobre a trajetória dos candidatos à prefeitura, com o perfil de cada um e algumas de suas propostas para temas específicos.

Serra agora diz que vai mudar taxa de inspeção veicular

Pela primeira vez desde o início da campanha, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, admitiu que mudará a aplicação da inspeção veicular, se eleito. Em discurso ontem, ele afirmou que está estudando alternativas ao formato atual, que é alvo de controvérsia. "A inspeção veicular, vamos trabalhar bem esse assunto. Pode estar certo que nós vamos mudar a maneira dela ser aplicada", disse o tucano, no palanque em que oficializou a adesão do PDT, do deputado Paulinho da Força, à sua candidatura.

O adversário de Serra na disputa pela prefeitura, Fernando Haddad (PT), promete desde o primeiro turno que acabará com a cobrança da taxa, hoje em R$ 44,36. Serra sempre defendeu a taxa. Serra organizou um grupo de trabalho para avaliar propostas alternativas à forma como a inspeção é hoje. Não há, no entanto, consenso sobre qual seria a bandeira a ser adotada pelo tucano.

Ibope mostra Haddad 11 pontos à frente de Serra

Pesquisa Ibope divulgada ontem mostra Fernando Haddad (PT) 11 pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) na corrida pela Prefeitura de São Paulo. O petista está com 48% das intenções de voto e o tucano, com 37%. A pesquisa, encomendada pela TV Globo, aponta ainda que 9% dos eleitores votariam branco ou nulo se a eleição fosse hoje. O percentual de indecisos é de 6%. Ao considerar somente os votos válidos -excluindo brancos, nulos e, no caso da pesquisa, também os indecisos- Haddad fica com 56%, ante 44% de Serra.

O segundo turno das eleições municipais será no próximo dia 28. No primeiro turno, realizado no domingo passado, Serra foi o mais votado, com 30,75% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad obteve 28,98%. O levantamento do Ibope ouviu 1.204 pessoas entre os dias 9 e 11 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), sob o número SP-01852/2012.

'O prefeito de fato sou eu', afirma ficha suja barrado

A partir de janeiro, o município de Conde, no litoral da Bahia, terá dois prefeitos. A legislação eleitoral não permite, mas o casal Madeirol parece não se incomodar. A titular, eleita com 53,68% dos votos, é Marly Leal de Oliveira, a Marly Madeirol (PTN). "Mas o prefeito de fato sou eu", disse ontem à Folha o marido dela, Paulo de Oliveira, o Paulo Madeirol (PSD). Para ele, a cidade só tem a ganhar. "Pela primeira vez Conde vai ter dois prefeitos, um homem e uma mulher."

Paulo é um dos 68 candidatos a prefeito considerados fichas sujas pela Justiça Eleitoral que desistiram de recursos em instâncias superiores, renunciaram à candidatura na semana da eleição e foram substituídos por familiares. Além dele, outros 32 conseguiram eleger esses parentes, como mostrou ontem a Folha. Paulo era o candidato até a antevéspera da eleição. Dono de uma loja de construção (a Madeirol), foi prefeito entre 2001 e 2008. Em 2003, um funcionário foi flagrado retirando areia em área irregular. Condenado, foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

TSE rejeita recurso de tucano e mantém vitória do PT em Osasco

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral negaram ontem, por 7 votos a 0, recurso do tucano Celso Giglio, que teve a candidatura a prefeito de Osasco (SP) barrada com base na Lei da Ficha Limpa. Com a decisão, o petista Jorge Lapas, que recebeu 60% dos votos válidos, deve assumir a prefeitura. Para isso caberá ao juiz eleitoral local proclamar o resultado. Jorge Lapas entrou na disputa pela prefeitura em 30 de agosto, após o deputado federal João Paulo Cunha (PT) renunciar à candidatura por ter sido condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão.

No dia 10 de setembro, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, por unanimidade, indeferiu a candidatura de Giglio porque ele teve as contas de 2004, último ano de sua segunda gestão como prefeito de Osasco, reprovadas tanto pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) como pela Câmara Municipal. "São condutas graves capazes de comprometer as finanças do município", afirmou a relatora do recurso no TSE, ministra Luciana Lóssio.

Morrem duas crianças de grupo indígena

Duas crianças do grupo de índios do sudoeste do Amazonas que está sem dinheiro para retornar às suas aldeias depois das eleições de domingo morreram ontem após quadro de diarreia. Ao menos mil índios estão acampados em condições precárias em canoas e barracos em Atalaia do Norte (1.036 km de Manaus). Eles receberam de alguns candidatos somente o combustível para o trajeto entre a terra indígena e a cidade. Como os políticos foram derrotados nas urnas, sumiram da cidade, e os índios agora estão sem dinheiro para comprar o combustível da volta, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio). Para abastecer as 94 embarcações, seriam necessários cerca de R$ 140 mil.

O Globo

Aeroportos privatizados terão R$ 16,5 bilhões em investimentos

As empresas que ganharam a concessão dos três primeiros aeroportos leiloados no país — Cumbica, em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Brasília — anunciaram ontem R$ 16,5 bilhões em investimentos nos terminais. O consórcio Inframérica, do aeroporto de Brasília, informou que vai investir R$ 1,1 bilhão para ampliar a capacidade do terminal da capital federal até as Olimpíadas, em 2016 — quando o número de passageiros subirá dos atuais 17 milhões para 23 milhões por ano. Mas 80% deste capital virão do BNDES, que tem as taxas e condições de pagamento mais acessíveis do mercado. Nos próximos 45 dias, o banco vai liberar um empréstimo emergencial de R$ 300 milhões para iniciar as obras obrigatórias para os Jogos da Copa e até junho de 2013, o financiamento total.

Os consórcios que ganharam a licitação para operar os dois aeroportos paulistas, por sua vez, prometem investir R$ 15,4 bilhões nos próximos 30 anos. Só em Viracopos, que tem o grupo Triunfo no comando, serão R$ 8,4 bilhões. Em Guarulhos, maior terminal de passageiros da América Latina e arrematado pela Invepar, o investimento previsto é de R$ 7 bilhões.

Duas décadas sem Ulysses Guimarães: até o fim, lição de política

“A corrupção é o cupim da República”. A frase era repetida à exaustão pelo deputado Ulysses Guimarães, que desapareceu há exatos 20 anos num acidente de helicóptero no mar de Angra dos Reis. Doutor Ulysses, como era chamado, dedicou o último dia da sua vida, embora estivesse em momento de lazer com a esposa, Mora, e amigos, ao que sempre gostou de fazer na vida: política. Articulou até as últimas horas a formação do governo Itamar Franco, que acabara de assumir a Presidência após o impeachment de Fernando Collor. Na costura do novo governo, prometeu que se empenharia para conter o ímpeto do PMDB por cargos e o orçamento que vem embutido nesse pedido, já sabendo que essa era a principal moeda de troca nas relações dos partidos com o Executivo. Segundo amigos, ele já desconfiava das negociatas no submundo do Congresso, que levaram ao escândalo dos anões do Orçamento em 1993 e, atualmente, o mensalão.

— Ele, às vezes, comentava com alguns amigos, antes de estourar o escândalo dos anões: “Olha, ninguém discute mais o Brasil, só discutem orçamento. As pessoas estão mudando o padrão de vida, as pessoas só falam em comprar e vender apartamento, ninguém fala mais em Brasil, não se discute mais Brasil” — recorda-se o ex-deputado e ex-senador Heráclito Fortes, amigo próximo.

Ibope: Haddad tem 48% das intenções de voto, contra 37% de Serra

A primeira pesquisa Ibope sobre intenções de voto no segundo turno das eleições em São Paulo, divulgada nesta quinta-feira, também mostra o candidato Fernando Haddad (PT) à frente do adversário José Serra (PSDB), assim como a última rodada do Datafolha. A vantagem do petista, segundo o instituto é de 11 pontos; 48% ante 37%. Brancos e nulos são 9%, e indecisos somam 6%. O levantamento foi encomendado pela TV Globo, e a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

Considerando apenas os votos válidos, Haddad tem 56%, contra 44% de Serra, mesmos percentuais da pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira. O Ibope ouviu 1.204 eleitores entre os dias 9 e 11 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), sob o número SP-01852/2012. O coordenador da campanha de Fernando Haddad, Antonio Donato, disse que a pesquisa refelete um clima pela mudança na cidade, mas que há ainda “toda uma campanha pela frente” no segundo turno. Ele acrescentou que o PT vê o resultado com “muita tranquilidade e humildade”.

Serra recebe apoio do PDT e diz que mensalão é ‘obra do PT’

Com críticas aos envolvidos no processo do mensalão, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, recebeu na tarde desta quinta-feira o apoio do PDT. Pela manhã, ele já havia recebido o apoio do PTB, um dos partidos que está também na origem do escândalo julgado no STF. Nesta tarde, ao lado de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), Serra disse que o mensalão é obra do PT. Indagado sobre a participação do partido que agora embarca em sua campanha no segundo turno, ele disse. - Pode ter gente ali ou dali, mas o mensalão é uma obra do PT – disse o tucano. O tucano ainda comentou declaração do petista José Dirceu, que, após ser condenado no Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que o objetivo do PT agora é ganhar as eleições.

Mário Kertész anuncia apoio ao candidato do PT em Salvador, Nelson Pelegrino

O candidato do PMDB à prefeitura de Salvador, Mário Kertész, anunciou nesta quinta-feira apoio ao candidato do PT Nelson Pelegrino no segundo turno das eleições municipais. Na capital baiana, o PMDB apoia o adversário do petista, o candidato do DEM, ACM Neto. Durante o anúncio de apoio, Mário Kertész informou que pediu desligamento do partido

-Firmei acordo com o PMDB, desde que se eleito, não procurasse reeleição. Só dedicaria quatro anos da minha vida para Salvador. Deixei claro que não estava de jeito nenhum disposto a reabrir a carreira política. Nunca fui uma pessoa de nulo. Sempre assumi uma posição, mesmo pagando o preço e ganhando nas outras. A candidatura de Pelegrino é a melhor para Salvador. Digo com a mais absoluta convicção - disse o radialista. Nelson Pelegrino acompanhou Kertész durante o anúncio.

TSE nega recurso pelo registro de candidatura de Celso Giglio

Por unanimidade o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve negado, nesta quinta-feira, o registro de candidatura do tucano Celso Giglio à prefeitura de Osasco, no interior de São Paulo. O candidato, que teve o registro negado com base na Lei da Ficha Limpa, ainda poderá tentar recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas as chances são pequenas. Essa nova derrota deverá pesar na decisão do juiz eleitoral em Osasco, a quem cabe declarar ou não eleito, em primeiro turno, o petista Jorge Lapas, que assumiu a vaga depois que João Paulo Cunha (PT-SP) - condenado no esquema do mensalão pelo STF - desistiu de concorrer.

Giglio teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do estado e pela Câmara de Vereadores de Osasco sob acusação de improbidade administrativa. Segundo a acusação, quando era prefeito ele não deixou recursos suficientes para pagar precatórios, descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, aumentou a dívida ativa do município, repassou à Câmara valores maiores do que prevê a lei, entre outras acusações.

Justiça condena Lindbergh por improbidade administrativa

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou o senador Lindbergh Farias (PT) por improbidade administrativa e suspendeu por cinco anos os seus direitos políticos. A decisão só passa a valer, no entanto, se todos os recursos impetrados pela defesa do senador forem rejeitados pela Justiça. O senador, que articula sua candidatura para o governo estadual em 2014, informa que vai recorrer da decisão. A condenação diz respeito a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra Lindbergh e a empresa Luxelen Montagens Elétricas LTDA, contratada sem licitação em março de 2005. Na época, Lindbergh era prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.



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