Nos jornais: “Defesa trata caixa 2 como corriqueiro”, diz Calmon

Corregedora nacional de Justiça, no entanto, evita opinar sobre o comportamento dos ministros do STF em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. À Folha de S. Paulo, delegado da Polícia Federal diz que mensalão é maior que o julgado na corte

O Estado de S. Paulo

"Defesa trata caixa 2 como corriqueiro", diz Calmon

A poucos metros do plenário do Supremo Tribunal Federal, a corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, acompanha o julgamento do mensalão e revela sua expectativa. "É uma grande oportunidade de estabelecermos alguns valores, morais, éticos, políticos, por isso o julgamento do mensalão é tão importante", disse. Para ela, a defesa dos réus trata a tese do caixa 2 como "se fosse conduta corriqueira, socialmente consentida".

Eliana Calmon diz que não conhece as provas dos autos, mas para ela o escândalo "soa como corrupção". Sobre o comportamento dos 11 ministros no julgamento que o País acompanha desde o dia 2, ela prefere não opinar. Mas perguntada sobre José Antonio Dias Toffoli, ex-assessor do PT, a corregedora salienta que "o assunto está na pauta do dia porque o povo anotou".

Na última quarta-feira, a ministra recebeu o Estado em seu gabinete no Anexo I da sede do STF, uma sala cujas janelas se voltam para os fundos do Supremo. A ministra se prepara para deixar o cargo de xerife do Judiciário em setembro. Depois de ver a Justiça por dentro, ela se diz "assustada" com o que constatou - desvios e desmandos, corrupção, enriquecimentos pessoais e contracheques milionários. Na entrevista, afirma ainda que depois de denunciar a existência de "bandidos de toga", sofreu resistência do então presidente do STF, Cezar Peluso: "Ele tentou me inviabilizar".

TCU suspende votações que envolvem réus

O Tribunal de Contas da União (TCU) não votará nenhum processo que possa ser usado pela defesa ou pela acusação dos réus do mensalão, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) encerre o julgamento que deve durar pelo menos dois meses.

A decisão foi tomada depois da polêmica votação que considerou regular um contrato milionário da DNA de Marcos Valério Fernandes de Souza com o Banco do Brasil, obrigando o TCU a fazer uma operação política de emergência, para livrar o tribunal do carimbo de corte que ajudou a defender mensaleiros.

Sob pressão, o TCU definiu que, em se tratando de mensalão, o melhor para preservar a imagem do tribunal é não se intrometer no julgamento do STF. "Temos de ter toda cautela porque a política é muito dinâmica. Hoje pedem para matar e, amanhã, para salvar", revela um ministro que pediu o anonimato.

Advogado de Jefferson deve citar Lula no julgamento do mensalão

O julgamento do mensalão será retomado nesta segunda-feira, 13, com a defesa do presidente do PTB, Roberto Jefferson, autor da denúncia que expôs o escândalo, em 2005. Aos ministros do Supremo Tribunal Federal, seu advogado deverá questionar por que o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi incluído no processo do mensalão.

A alegação já foi levada ao tribunal repetidas vezes, todas rejeitadas. Um dos integrantes da Corte afirmou reservadamente que o nome de Lula não foi incluído no processo por estratégia do Ministério Público. Se Lula fosse denunciado as investigações ficariam travadas.

Russomanno usou verba pública com a família

A "farra das passagens", conforme ficou conhecido o escândalo envolvendo a emissão de bilhetes aéreos pelos parlamentares para levar amigos, familiares e afins para o exterior, estourou em 2009 e envolveu 261 dos 513 deputados federais. O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação sobre o caso, mas ainda não apresentou uma denúncia à Justiça.

Até então, a Câmara dos Deputados não tinha uma regulamentação específica sobre a emissão dos bilhetes. Depois de o caso se tornar público, a Casa editou o ato 43 de 2009, que estipulou critérios para a concessão de passagens aos parlamentares.

Agora, os deputados só podem emitir bilhetes para si mesmos ou, mediante autorização expressa da Mesa Diretora, para pessoas com vínculo trabalhista com a Câmara. Em novembro de 2009, acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) pediu à Casa que tomasse as providências cabíveis para obter o ressarcimento das despesas irregulares.

Leia tudo sobre a farra das passagens

Crise leva empresas a adiar investimentos de US$ 95 bilhões

A desaceleração da economia brasileira e a crise externa fizeram com que, nos últimos dois meses, tenham sido suspensos ou adiados US$ 95 bilhões em investimentos. Somente a Petrobras revisou projetos com orçamento de mais de US$ 50 bilhões. Para Fernando Puga, do BNDES, os adiamentos refletem a oscilação do cenário mundial mas, até o final do ano, voltará a haver crescimento acima do PIB. “O primeiro trimestre vai fazer o investimento no ano andar de lado”, diz. Especialistas ouvidos pela Agência Estado acreditam que haverá retomada entre o fim de 2012 e o início de 2013. Antonio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP, avalia que “é um freio de arrumação, mas é limitado. As empresas não podem deixar de investir diante da concorrência”.

Siderurgia está com poucas encomendas

Na siderurgia, a capacidade ociosa é de 32%, mais do que o dobro da média histórica do setor, segundo o Instituto Aço Brasil.

Centrais dão apoio à greve e atacam ação do governo

As centrais sindicais, entre elas a Força Sindical, a CUT e a CGT, divulgaram nota em conjunto ontem formalizando apoio à greve dos servidores federais e criticando a forma como o governo tem conduzido as negociações. “Repudiamos todas as formas de autoritarismo no trato com reivindicações legítimas dos trabalhadores e trabalhadoras do setor público.” O documento destaca ainda que “cortar o ponto e substituir grevistas por outros trabalhadores servem apenas para acirrar os ânimos e pôr lenha na fogueira do descontentamento do funcionalismo público federal”.

Avaliação de resultados causa crise

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) recebeu R$ 100 milhões a mais para preparar os atletas olímpicos para os Jogos de Londres, em comparação a Pequim/2008. O resultado em medalhas, porém, não teve o mesmo avanço. Em 2012, o Brasil conquistou apenas duas a mais do que nos Jogos anteriores. O resultado pífio deflagrou uma crise entre o COB e o governo federal.

Presidente do Egito demite cúpula militar e reforça poder

Na mais ousada jogada para tentar consolidar o poder sobre os militares, o islamista Mohamed Morsi, primeiro presidente eleito da história do Egito, afastou ontem o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior, e os comandantes das três forças. Além disso, anulou decreto que restringia os poderes presidenciais. Na semana passada, Morsi havia destituído o ministro da Inteligência e o comando da polícia nacional.

Folha de S. Paulo

Para delegado, mensalão é maior que o julgado no STF

O delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha, que investigou de 2005 a 2011 a existência do mensalão, rompe o silêncio mantido nos últimos anos e afirma: "O mensalão é maior do que o caso em julgamento no Supremo Tribunal Federal".

Em entrevista exclusiva à Folha, Zampronha diz que o esquema era mais amplo nas suas duas pontas, de arrecadação e distribuição. Deveria, afirma, ser encarado como um grande sistema de lavagem de dinheiro -e não só como canal para a compra de apoio político no Congresso.

O delegado abasteceu de provas o Ministério Público Federal, que, em 2006, ofereceu a denúncia ao STF. Zampronha manteve seu trabalho na PF para aprofundar as investigações e identificar mais beneficiários. Deixou o caso em fevereiro de 2011, após entregar relatório pedindo novas apurações.

Supremo já usou depoimentos para condenar políticos

Atacado por advogados de réus do mensalão e apontado como fragilidade da acusação, o uso de depoimentos pela Procuradoria-Geral serviu de prova para condenar dois políticos no STF.

O primeiro caso é de 2011. A defesa do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) alegou inexistir "prova documental, por mais tênue que seja", mas "meras alegações, conjecturas e contradições, produzidas em depoimentos direcionados, desprovidos, por si só, de suporte probatório".

O STF não aceitou as alegações e Bentes foi condenado a três anos em regime aberto, acusado de oferecer, em 2004, cirurgias de esterilização em troca de votos de mulheres. Só Marco Aurélio Mello votou pela absolvição.

O procurador-geral, Roberto Gurgel, reconheceu que não havia "prova direta" da participação de Bentes. "É que crimes dessa natureza são tramados entre quatro paredes. Ninguém dá recibo das fraudes perpetradas."

Na TV, candidatos de SP terão mais tempo que grandes marcas

Com o início do horário eleitoral gratuito, no dia 21, os candidatos a prefeito de São Paulo vão aparecer mais na televisão do que os maiores anunciantes do país. Só em comerciais, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) vão superar a Unilever -dona de marcas como Omo e Dove-, segunda maior anunciante em TV aberta. Por dia, eles terão cerca de 15 inserções de 30 segundos.

Essas propagandas curtas são consideradas mais importantes que os programas mais longos, exibidos em horários fixos, porque, para o eleitor, é mais difícil desviar delas. Se considerados também esses blocos, o tucano e o petista vão aparecer mais vezes na TV do que as Casas Bahia, maior anunciante do Brasil.

Desde a Colônia, magistratura do país é corporativista

Interesses públicos e privados entrecruzados. Uso de cargos para obtenção de privilégios, ascensão social, enriquecimento. Perdas de fortunas, recuperação de desastres. Incêndios, lutas, endividamentos, calotes. O enredo se passa no Nordeste brasileiro, entre o final do século 16 e o início do 17, na época da dominação holandesa, e é o cerne do recém-lançado "O Bagaço da Cana" (Companhia das Letras, 216 págs., R$ 23).

Especializado no tema, o historiador Evaldo Cabral de Mello foi até o "porão" dos canaviais. Fez um recenseamento das propriedades e de seus donos. Como se fossem minirresumos de novelas, os relatos revelam a crueza dos dramas. Mesmo no auge do domínio estrangeiro, a produção canavieira chegou a apenas dois terços do que era antes da guerra.

Cuidado, seu carro pode custar o dobro

Gasolina, seguro, estacionamento, manutenção, impostos e até eventuais multas ou pedágios. Tudo isso deve ser estimado quando a ideia é comprar um carro. Os gastos que estão embutidos no fato de ter e de usar um automóvel podem encarecer a parcela do financiamento, que, aparentemente, cabe no bolso. O resultado é estourar o orçamento.

Como base em dados estimados, a Folha simulou duas situações de compra financiada e os números mostraram que o gasto real pode ultrapassar muito a expectativa de custo mensal e anual de um carro. Deixar de computar os gastos extras é um dos principais motivos que levam à inadimplência na aquisição de veículos, que cresceu 58% em 12 meses até junho.

Total de mortos já chega a 300 após terremotos no Irã

Sentada ao fundo de uma barraca branca sacudida pelo vento, a dona de casa Fatemeh, 46, chora sem parar. "Deus, por que você levou meu filho? Ele tinha apenas seis anos", grita, amparada por outras mulheres que também tiveram a vida destroçada pelos dois terremotos de sábado no noroeste do Irã, de magnitudes 6,2 e 6.

São os sismos que fizeram o maior número de vítimas neste ano no mundo. Autoridades locais contabilizaram 300 mortos e 5.000 feridos. Mais tarde, porém, o ministro do Interior, Mostapha Najar divulgou diferentes números. "Infelizmente, temos 227 mortos e 1.380 feridos", disse Najar a uma TV estatal. As operações de resgate foram encerradas ontem, segundo o ministro.

Verba para esporte cresceu; resultado, não

O 22º lugar no quadro final de medalhas de Londres já não foi nada brilhante. Mas muito pior foi o Brasil na Olimpíada de 2012 se levado em conta o tamanho da sua delegação, da sua população e da sua economia.

Mesmo com um aumento de 44% nos repasses da Lei Piva, a principal verba de financiamento do esporte no país, o Brasil só aumentou em dois pódios (uma prata e um bronze) seu desempenho em relação a Pequim-2008.

O que significa um aumento de 13% nas premiações, suficiente para fazer a sede dos próximos Jogos subir só uma posição no quadro geral. Mas, de força intermediária no número absoluto de pódios, o Brasil vira "turma do fundão" quando se verifica sua produtividade.

Em um ranking com a divisão do número de atletas inscritos pelo número de pódios, o Brasil ficaria em 51º lugar entre os 85 países que ganharam medalhas em Londres. Foram 258 brasileiros nos Jogos. Entre os países que mandaram aos menos 200 atletas, só Canadá e Polônia foram menos premiados.

O Globo

Olimpíada 2012 - agora é com o Rio até 2016

A partir de hoje, o Rio será a capital mundial do esporte até 2016. No dia em que Londres passou a bandeira olímpica para a cidade, sede dos próximos Jogos, o presidente do COI, Jacques Rogge, cobrou a divulgação do orçamento das Olimpíadas em solo carioca, lembrando que a escolha aconteceu há três anos. O orçamento original da candidatura do Rio previa investimentos de R$ 28,8 bilhões, mas, segundo o Comitê Rio 2016, o valor definitivo só deverá estar fechado no ano que vem. Na festa de encerramento, em Londres, os destaques foram Marisa Monte, Pelé e o gari Sorriso. A bandeira olímpica chega hoje ao Rio. No esporte, o desafio também será grande. O país terminou em 22º no quadro de medalhas, uma posição melhor do que a de Pequim, mas bem abaixo das expectativas.

Cotas nas universidades: nova lei dobra reserva de vagas em federais do Rio

As quatro universidades federais do Rio de Janeiro, que hoje reservam em seus vestibulares 5.416 vagas, terão que aumentar este número para 12.351 para se adequar ao projeto de lei aprovado na semana passada no Congresso, à espera de sanção da presidente Dilma Rousseff. Se forem consideradas as três universidades estaduais que já adotam cotas - Uerj, Uenf e Uezo, não afetadas pela nova lei federal —, o total de vagas reservadas em instituições públicas do estado passará de 15.089 para 30.784.

Cachoeira ligado a sequestro

Grampos da PF, aos quais o "Fantástico” teve acesso, indicam o envolvimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o sequestro de um homem, em 2009. As investigações mostram um lado desconhecido do bicheiro.

Correio Braziliense

Brasil precisa de R$ 3,7 bi para virar potência olímpica no Rio

Brasília e Londres — Levantamento do Correio mostra que nos quatro anos do último ciclo olímpico, encerrado ontem, o país gastou,de dinheiro público, R$ 1,85 bilhão com o esporte.Apesar disso, ficou apenas na 22ª colocação no quadro geral em Londres, com 17 medalhas. Na capital britânica, o COB estabeleceu como meta para o Rio-2016 ficar entre os 10 primeiros,o que significaria dobrar a quantidade de pódios. Pelo atual custo-medalha — R$ 109 milhões, cada uma — essa projeção apontaria para um investimento acima dos R$ 3,7 bilhões.

Governo e servidores no centro do ringue

A greve no funcionalismo, que paralisa serviços essenciais à população, terá uma semana de embates decisivos. Os grevistas prometem acampar na Esplanada a partir de hoje em vigília que se estenderá até sexta-feira. A presidente Dilma deve apresentar uma contraproposta aquém das expectativas do movimento.

Mensalão: voto deve ser pela condenação

Juristas ouvidos pelo Correio acreditam que a mão pesada do ministro Joaquim Barbosa, que veio do Ministério Público, deverá incriminar a maior parte dos réus. Fase final do julgamento começa na quarta-feira com a leitura do voto do relator.

Pedofilia no futebol: ninguém se responsabiliza

Ministério do Esporte, CBF e entidades esportivas — todos alegam que o abuso sexual praticado por treinadores contra crianças e jovens atletas é caso de polícia. Não existe nenhuma política de prevenção ou de apoio às vítimas.

Capital da homofobia

O DF é a segunda unidade da Federação com maior número de denúncias de agressão à população LGBT. Sissy Kelly que o diga.

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