Nos jornais: CUT diz que irá às ruas para defender réus do mensalão

Novo presidente da maior central do país disse que julgamento não pode ser político. O Estado de S. Paulo informa que Dilma enfrenta pressão da CUT por aumento salarial. Jornal destaca também que defesa de Demóstenes vai exigir voto secreto

Folha de S. Paulo

CUT diz que irá às ruas para defender réus do mensalão

O novo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, 46, diz que pode levar às ruas a força da maior central sindical do país para defender os réus do mensalão, que começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal em agosto.

"Não pode ser um julgamento político", disse Freitas à Folha. "Se isso ocorrer, nós questionaremos, iremos para as ruas." Freitas será empossado presidente no congresso que a CUT realizará nesta semana em São Paulo.

A abertura do evento hoje deverá contar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A central nasceu como uma espécie de braço sindical do PT nos anos 1980 e a maioria dos seus dirigentes é filiada ao partido.

Freitas disse temer que o julgamento do mensalão se transforme em mais um campo de batalha entre os petistas e seus adversários, e afirmou que isso poderia colocar em risco os avanços sociais conquistados pelo país após a chegada do PT ao poder.

Congresso decide se pune envolvidos com Cachoeira

O Congresso definirá nesta semana se pune parlamentares suspeitos de atuar em favor do empresário Carlos Cachoeira, preso sob acusação de operar um esquema de jogo ilegal e corrupção de agentes públicos.

Na quarta-feira, o Senado vota a cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e a Corregedoria da Câmara deve analisar representações contra os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Rubens Otoni (PT-GO). As decisões ocorrem mais de quatro meses após a Polícia Federal prender Cachoeira e pouco antes do recesso parlamentar, que começa no próximo dia 18.

No Senado, a expectativa é pela cassação de Demóstenes por meio do voto secreto. Se isso ocorrer, será a segunda vez que um senador suspeito de corrupção é cassado.

Na Câmara, dois dos três investigados devem ser inocentados. Sandes Júnior (suspeito de receber favores e ganhar indiretamente R$ 150 mil do grupo de Cachoeira) e Otoni (que aparece em vídeo com Cachoeira negociando o pagamento de R$ 100 mil) possivelmente ficarão livres de punição nos relatórios dos deputados Evandro Milhomen (PC do B-AP) e Maurício Quintella (PR-AL). A alegação para a absolvição é a falta de provas.

Já o relator do caso de Leréia, Jerônimo Goergen (PP-RS), pedirá a abertura de um processo por quebra do decoro no Conselho de Ética da Câmara -que então poderá dar início a um procedimento de cassação.

Serra recebe 3ª multa por propaganda antecipada

Pela terceira vez, a Justiça Eleitoral multou o PSDB e José Serra por propaganda antecipada. O partido e seu candidato a prefeito de São Paulo foram condenados a pagar R$ 100 mil (R$ 50 mil cada).

A assessoria do tucano informou que ele vai recorrer ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contra a punição, a mais alta aplicada até aqui na campanha paulistana. Para a juíza Carla Themis Lagrotta Germano, da 1ª Zona Eleitoral, o PSDB e Serra usaram inserções partidárias em rádio e TV para promover o tucano fora do prazo legal.

Senador faz nova mudança para votar Código Florestal

Os médios produtores rurais podem ganhar regras mais brandas para a preservação de margens de rios em suas propriedades. O relator da MP (medida provisória) que altera o Código Florestal, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), mudou o texto enviado pela presidente Dilma Rousseff. Em seu parecer, que será apresentado hoje, ele estabeleceu, aos imóveis de 4 a 10 módulos fiscais, um limite para o reflorestamento das APPs (Áreas de Preservação Permanente) em beira de rios de até dez metros de largura.

A proposta de Dilma dizia que, nessa situação, os proprietários teriam de recuperar 20 m da floresta desmatada. O texto de Luiz Henrique mantém esse número, desde que ele não corresponda a uma área que ultrapasse 25% do tamanho total da fazenda.

Presidente restaura Parlamento no Egito

Há pouco mais de uma semana na Presidência do Egito, o islamita Mohamed Mursi determinou ontem a restauração do Parlamento do país, com maioria liderada pela Irmandade Muçulmana e dissolvido no último mês por decisão da Suprema Corte Constitucional do país.

A primeira grande ação de Mursi à frente do governo, tomada por decreto, deve acirrar ainda mais os ânimos entre os islamitas e os militares, que assumiram as funções legislativas após a anulação das eleições parlamentares.

São Paulo contra todos

São Paulo e Campinas sofrendo bombardeios aéreos; o porto de Santos bloqueado por navios de guerra; cidades dos vales do Paraíba e do Ribeira sofrendo ataques de artilharia e trincheiras repletas de soldados cavadas nas divisas do Estado. Tudo isso, hoje algo impensável, aconteceu faz 80 anos.

A Revolução de 32 não é um mero registro histórico. Foi algo que afetou milhões de pessoas e ainda assombra imaginações e o imaginário.

Na capital, os monumentos e os nomes de ruas e avenidas deixam isso claro. Na região próxima ao parque do Ibirapuera ficam tanto o Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, como o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, de Galileo Ugo Emendabili. E aos locais se chega pela avenida 23 de maio, uma das datas importantes do movimento.

Entrevista da 2ª David Carr
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David Carr, 55, repórter e colunista de mídia do "New York Times", acompanhou nas últimas semanas o agravamento da crise nos jornais regionais dos EUA. Noticiou que o "Times-Picayune" de Nova Orleans, fundado em 1837, passaria a publicar três edições por semana, contra as sete atuais. E relatou a transformação do "U-T San Diego", de 1861, em porta-voz dos interesses comerciais de um novo proprietário.

Carr, que estará em São Paulo no próximo sábado, no congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), avalia que a imprensa americana enfrenta "ameaça existencial".

Diz que é diferente no Brasil e em outros emergentes, mas todos devem se preparar. Ele detalha as estratégias do "NYT" para reagir à queda na publicidade, com uma nova fonte de receita no muro de pagamento, o "paywall", e com a perspectiva de uma variedade de novos negócios sob a marca do jornal, com vídeo, mídia social etc.

O Estado de S. Paulo

Dilma enfrenta pressão da CUT por salário

Às vésperas de enfrentar um acampamento de servidores públicos na Esplanada dos Ministérios, mobilizados para uma greve geral do funcionalismo, a presidente Dilma Rousseff pôs fim à lua de mel do governo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. A interlocutores, deixou claro que está mais preocupada com o controle dos gastos públicos.

A principal orientação de Dilma Rousseff para lidar com as reivindicações dos servidores - mobilizados pela CUT - é resistir às pressões que elevem os gastos com pessoal, hoje em quase R$ 200 bilhões anuais. A orientação é baseada na expectativa de um crescimento ainda menor da economia neste ano.

"Por enquanto, não tem negociação, tem enrolação", ataca o presidente da CUT, Artur Henrique. Depois de conversar com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, principal interlocutor do governo com os movimentos sociais, o presidente da central diz que não lhe pediram moderação. "Ninguém seria louco de fazê-lo", diz Artur Henrique.

Ele contabiliza 248 greves de servidores entre 2003 e 2010 para negar que a relação da CUT com o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido tranquila, mas insiste que o cenário mudou depois da posse de Dilma Rousseff, em janeiro de 2011.

Dados sobre gastos com o funcionalismo público mostram que a folha de salários cresceu acima da inflação desde 1995, início do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso. O aumento foi maior a partir do primeiro mandato de Lula. Em valores corrigidos pela inflação, o gasto com pessoal nos três Poderes caiu em 2011 em relação ao ano anterior, calculou a ONG Contas Abertas. Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), os gastos com pessoal vêm caindo desde 2010.

Defesa de Demóstenes vai exigir voto secreto

A defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular os votos dos senadores que se manifestarem na tribuna do Senado a favor da cassação do parlamentar acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A votação em plenário está prevista para quarta-feira.

A defesa de Demóstenes conta com a ajuda de uma decisão do STF. Na sexta-feira, o tribunal divulgou decisão do ministro Celso de Mello, decano da corte, sinalizando o risco de os votos serem anulados.

O ministro recusou pedido do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), em mandado de segurança, para que a Justiça lhe desse aval para anunciar seu voto. Ferraço disse que vai tentar um novo mandado de segurança ainda hoje, antevéspera da votação do pedido de cassação do mandato do colega.

A defesa de Demóstenes Torres reagiu. "O voto é secreto e, se algum senador quiser fazer proselitismo, anunciando o voto, ele é nulo. Posso ir ao Supremo para tornar o voto inválido", afirmou o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro. "Se houver um movimento de tornar o voto aberto, em clara violação à Constituição, acho que é passível a contestação na Justiça."

Presidente do Egito ordena reabertura do Parlamento

O novo presidente do Egito, Mohammed Morsi, ordenou ontem a reabertura do Parlamento de maioria islâmica, desafiando a autoridade dos generais que haviam dissolvido a assembleia. Pouco antes de entregar o poder a Morsi, os militares que estiveram no poder desde a queda de Hosni Mubarak, no ano passado, conferiram a si mesmos um papel legislativo. A decisão remove os poderes do Exército. Segundo a agência estatal de notícias Mena, o conselho militar convocou ontem à noite uma reunião de emergência para debater o decreto. Analistas dizem que não esperavam um relacionamento tranquilo entre o Exército, laico, e um presidente islâmico, mas acreditavam que Morsi agiria com cautela para evitar um confronto.

Partido de perfil liberal deve obter maioria na eleição líbia

Na primeira eleição na Líbia desde a queda de Muamar Kadafi, um partido liberal, conduzido por intelectuais e empresários e liderado por Mahmoud Jibril, deve conquistar entre 50% e 60% dos assentos no novo Congresso, informa o enviado especial Andrei Netto. Na contramão de Tunísia e Egito, os líbios votaram em oposição aos islamistas.

Nordeste lidera ranking da inadimplência

Norte e Nordeste lideram a lista de regiões com maior nível de calote. Desde 2008, o total de dívidas cresceu 153% entre nordestinos e 131% entre nortistas. Segundo o Banco Central, a inadimplência média chegou a 6,1% no Nordeste e 5,9% no Norte.

'Modo PMDB' de ser ganha adeptos no País

Mal falado entre aliados e adversários de sucessivos governos desde a redemocratização, o PMDB fez escola no Congresso. Nas palavras dos próprios peemedebistas, acostumados a dar "governabilidade" às mais variadas administrações desde 1985, os alunos já ameaçam os mestres.

A postura de compor com o governo de plantão e ser parceiro preferencial dos partidos que encabeçam a disputa pelo Palácio do Planalto ganhou mais adeptos. Na primeira vertente encaixa-se o PSD, que nasceu governista tanto em Estados sob comando petista como tucano.

Nas eleições municipais, a sigla que "não é nem de direita, nem de esquerda, nem de centro" - como definiu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao lançar o partido - tanto apoia José Serra (PSDB) na capital paulista, quanto prefeitos do PT na Grande São Paulo.

Já o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, hoje trabalha em um projeto de poder para amanhã exercer papel semelhante ao do PMDB: o de parceiro prioritário do governo, com cacife para tomar o posto de vice na reeleição da presidente Dilma Rousseff, ou o de aliado de primeira classe no Congresso, com possibilidade de antecipar para 2014 o plano de lançar candidato próprio a presidente.

Revolução de 32: Oitenta anos de civismo

Historiadores e analistas políticos afirmam que, apesar da derrota nas trincheiras, a Revolução Constitucionalista de 1932 mudou a história do Brasil e foi uma vitória da democracia.

O Globo

Carioca gasta R$ 63 por ano para sustentar vereadores

A Câmara Municipal do Rio, a segunda mais cara entre as capitais do país, segundo a ONG Transparência Brasil, custa aos cofres públicos R$ 398 milhões por ano, ou R$ 7,8 milhões por vereador. É como se cada carioca tivesse que desembolsar, anualmente, R$ 63 para manter a estrutura em torno de seus 51 representantes. Este investimento significativo, porém, tem dado pouco retorno quando se verifica o nível de produtividade de seus parlamentares. Segundo levantamento feito pelo GLOBO, de fevereiro a junho deste ano, apenas 8% dos projetos apresentados foram aprovados pela Casa.

Das 244 propostas apresentadas no primeiro semestre deste ano, só 20 foram aprovadas. As demais aprovadas pelos parlamentares foram apresentadas entre 2004 (início da gestão anterior) e 2011. Essa morosidade tem provocado um acúmulo de projetos, que não têm previsão de serem votados.

Além disso, o cancelamento de sessões no plenário por falta de quorum provoca acúmulo de projetos. Só este ano, 13 das 71 sessões foram canceladas. O GLOBO registrou sessões que contaram com apenas três parlamentares; o mínimo para iniciar é de sete. As sessões são às terças, quartas e quintas.

Diga-me com quem andas...

No primeiro fim de semana oficial de campanha, os dois principais adversários na disputa à prefeitura de São Paulo apelaram para simpatias em busca de sorte. Enquanto o tucano José Serra optou por um ritual japonês no bairro da Liberdade, o petista Fernando Haddad recorreu ao velho realejo para saber o que o futuro lhe reserva.

No início da tarde, de quimono, depois de passar entre barracas de comida e ensaiar passos de lambazouk com uma dançarina, Serra repetiu o que sempre faz quando visita a Liberdade em ano de eleição: escoltado pelos anfitriões, dirigiu-se ao Centro de Tradições Japonesas, onde recebeu um boneco daruma. Como manda o costume, fez um pedido e pintou um dos olhos do boneco. Segundo a tradição, se o desejo for concretizado, ele voltará para pintar o outro olho. Serra, contudo, não revelou o que pediu.

Correio Braziliense

Maus-tratos a consumidores

Fóruns na web estimulam pequeno investidor a comprar ações de empresas quebradas, com falsas dicas de melhora, sem qualquer controle das autoridades. Rótulos de alguns produtos alimentícios só trazem informações nutricionais destinadas aos adultos, ignorando a dieta específica das crianças.  Brasília, que possui a maior renda per capita do país, ainda tem doenças relacionadas à miséria e ignoradas até mesmo pelos laboratórios farmacêuticos.

Briga pelo segundo turno

Apenas 10 dias se passaram entre a reunião do Diretório Nacional do PT para definir a situação do partido em Teresina e a convenção que oficializou a candidatura do senador Wellington Dias à prefeitura da capital piauiense. "Em política, isso é algo feito a jato", reconhece o petista. A pressa no lançamento da candidatura de Dias se explica pela necessidade do partido de minar o favoritismo do deputado estadual tucano Firmino Filho, que chegou a aparecer nas pesquisas como forte candidato a vencer o pleito pela prefeitura de Teresina no primeiro turno.

Levantamento do instituto de pesquisa Captavox pouco depois das convenções que formalizaram as candidaturas municipais em todo o país já trouxe os resultados da movimentação petista, ao apontar para um segundo turno na eleição de Teresina. O candidato do PSDB apareceu com 31,7% das intenções de voto, enquanto Wellington contabilizou 25,6% na preferência do eleitorado. "Dá para dizer que o Elmano Ferrer (atual prefeito, candidato à reeleição pelo PTB), o Beto Rego (radialista e apresentador de tevê, candidato pelo PSB) e eu trabalhamos para evitar que a disputa se resolva no primeiro turno", diz o senador, escolhido pelo PT muito pelo currículo que inclui dois mandatos de governador do Piauí com avaliação positiva entre o eleitorado.

Comissões da Verdade divididas pela Anistia

Em estado de suspensão desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a possibilidade de revisão da Lei da Anistia, o debate em torno da revogação da medida que, em 1979, beneficiou militantes de esquerda e agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura militar, alimenta uma querela entre a Comissão Nacional da Verdade e sua "irmã" no Congresso, a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça.

A animosidade da comissão parlamentar em relação ao colegiado, criado no âmbito do Executivo para investigar abusos de direitos humanos cometidos desde 1946, ficou clara durante seminário sobre a Operação Condor, promovido na semana passada. Diante de uma plateia composta, em sua maior parte, por parentes de pessoas que sofreram tortura durante a ditadura militar e estudiosos do período, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) foi dura na crítica à Comissão Nacional da Verdade. "Nenhum membro dessa comissão apareceu aqui, certamente para não validar a ação da comissão parlamentar", desabafou Erundina, durante o evento.

No rastro dos governadores

O poderio dos partidos nos estados sinaliza o potencial deles nas eleições municipais deste ano. Siglas que conseguiram aumentar o número de governadores de 2002 para 2006 ampliaram também a quantidade de prefeitos dois anos depois, na corrida eleitoral de 2008. Se a tendência se concretizar em 2012, PSB e PSDB largam na frente para aumentar a capilaridade nos 5.565 municípios da federação, podendo incomodar a hegemonia do PMDB, maior detentor de prefeituras do país, e fertilizando o terreno para as disputas parlamentares de 2014. O PT conta com a alta popularidade da presidente Dilma Rousseff e as poderosas turbinas da máquina federal — tem também o maior número de candidatos.

A lógica sugerida pelos números aponta um panorama preocupante para o PMDB. O maior partido brasileiro elegeu cinco governadores em 2010, dois a menos do que em 2006. A relação entre quantidade de executivos estaduais e municipais, porém, não é variável única na equação das urnas. E outros fatores determinantes para o sucesso eleitoral pesam a favor da legenda, como a larga presença nos ministérios do governo Dilma. Presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) não esconde: vai jogar pelo empate. Manter o comando das 1.207 cidades que já governa é bom resultado. "Obviamente, o partido do governador, normalmente, elege mais prefeitos. E o fato de termos perdido em alguns estados nas últimas eleições influencia nas nossas pretensões. Além disso, este ano, há mais partidos. É provável que haja uma redistribuição de poder", analisou Raupp.

Áreas pobres do DF têm mais evangélicos

Seguidores do grupo religioso que, nos últimos 10 anos, cresceu 37,4% no Distrito Federal se concentram em comunidades de menor renda. O maior percentual é registrado em Brazlândia, conhecida como tradicional reduto católico.

Greve expõe crise nas universidades

Paralisação de professores e servidores, que dura mais de 50 dias, mostra como está o ensino superior público. Grevistas reivindicam melhores condições nos câmpus e questionam o estado das instituições para manter o padrão de excelência pelo qual eram conhecidas.

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