Nos jornais: Câmara gasta R$ 44 milhões com horas extras em 2012

Despesas da Câmara com o benefício aos servidores é cinco vezes maior do que no Senado, informa o Correio Braziliense. De acordo com a Folha de S. Paulo, congressistas adiam transferência a novo partido de Marina Silva

Correio Braziliense

Legislativo: orgia de gastos na Câmara

Enquanto o Senado diminuiu drasticamente as despesas com horas extras em 2012, a Câmara dos Deputados gastou, no mesmo período, cinco vezes mais — desembolsou R$ 44,4 milhões em benefício de seus funcionários que fizeram serviço extraordinário. O dinheiro excedente engorda os já supersalários das categorias da Casa, que estão ainda maiores desde janeiro, com a entrada em vigor do novo plano de cargos, que concederá, até janeiro de 2015, aumentos de mais de 50%.

O desembolso do Senado com horas extras passou de R$ 42,4 bilhões, em 2010, para cerca de R$ 7,5 milhões, em 2011, e R$ 8 milhões, no ano passado. O valor destinado pela Câmara em 2012, por sua vez, é igual ao de 2010, porém, abaixo do total liberado em 2011, de R$ 69,4 milhões. A justificativa da Casa é que houve mais sessões deliberativas, nas quais os servidores teriam trabalhado mais de oito horas por dia, com intervalo para o almoço, ou mais de seis horas corridas.

As estratégias de Dilma contra os potenciais rivais

Um evento para comemorar os 10 anos de governo do PT nesta quarta-feira é considerado por aliados e até adversários como a largada da campanha reeleitoral de Dilma Rousseff em duas frentes. A primeira, é propagandear as realizações desse período. A outra, começar a constranger os integrantes da base governista que cogitem aderir projetos alternativos. Em conversas reservadas, estrategistas ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Dilma consideram que, no momento em que um aliado aplaude o que vem sendo feito na gestão petista e tudo é devidamente registrado, fica mais difícil alguém da base sair desse projeto, porque estará sem discurso. E é esse jogo que começa esta semana.

À espera do 11º ministro

A demora para a indicação do substituto do ministro Carlos Ayres Britto para o Supremo Tribunal Federal (STF) vem incomodando não só integrantes da Corte, mas também entidades representantes da magistratura e advogados. Britto se aposentou compulsoriamente, ao completar 70 anos, em novembro passado. Três meses se passaram e, até agora, a presidente Dilma Rousseff nem sequer esboçou alguma iniciativa de indicar um jurista para o cargo. Interlocutores do Palácio do Planalto falam que a escolha deverá ser feita em março. A avaliação no meio jurídico, porém, é de que a demora é injustificável, pois acarreta prejuízos para os trabalhos do Supremo. Uma das soluções, na avaliação da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), seria estabelecer um prazo para que as nomeações sejam feitas.

OAB estuda novas regras

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estuda adotar como bandeira a defesa de uma reformulação do processo de escolha e do tempo de mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os conselheiros federais da instituição analisam encaminhar ao Congresso Nacional uma sugestão de proposta de emenda à Constituição (PEC) que, entre outras mudanças, restringe o poder de escolha do presidente da República para o ocupante de uma vaga no STF a uma lista de nove nomes selecionados pela OAB e pelos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP).

Saída do PT está descartada

Um dos fundadores do PT e primeiro senador do partido, Eduardo Suplicy (SP) assumiu, durante muito tempo, o papel de pedra no sapato da legenda, especialmente em função da acidez das críticas que disparou em frente às câmeras contra colegas de partido que, de alguma forma, se desviaram dos padrões de ética que defende. Fritado pela cúpula petista, que passou a calcular as vantagens de oferecer a legendas aliadas a candidatura à vaga de senador por São Paulo em 2014, Suplicy mudou de tática.

Cobrou do partido a realização de prévias para decidir quem encararia a disputa pelo cargo e exibiu as credenciais de petista histórico, devidamente acompanhadas dos milhões de votos que angariou a cada vez que concorreu ao Senado. Após o flerte de Marina Silva — que acaba de anunciar um novo partido e sonha com a filiação de Suplicy — e de o próprio PT reconsiderar a ideia de não deixá-lo concorrer à reeleição em 2014, o senador por São Paulo foi enfático. Ele disse que só abriria mão da candidatura em duas situações: decisão da legenda por meio de prévias ou se Lula resolver se candidatar ao Senado.

Suplicy: PT precisa aprender lições do mensalão
Dirigentes dizem que Renan não poderá integrar Rede

Quase candidata, Marina atrai petistas insatisfeitos

Orçamento terá novo capítulo

O Palácio do Planalto tentará hoje unificar posição dentro da base aliada para adiar mais uma vez a votação do Orçamento Geral da União. Líderes governistas se reúnem com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a secretária de Relações Institucionais, ministra Ideli Salvatti, para definir uma estratégia para a votação dos mais de 3 mil vetos presidenciais que aguardam nas gavetas do Congresso por um posicionamento da Casa. Por conta do despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, a questão dos vetos se tornou em um obstáculo para a apreciação do Orçamento deste ano — que deveria ter sido votado até 31 de dezembro passado.

PMDB pede "calma"

Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, uniram esforços para garantir espaço ao PMDB de Minas Gerais na Esplanada, o que, por tabela, diminui ainda mais as chances de o peemedebista Gabriel Chalita tornar-se efetivamente ministro na minirreforma ministerial. Os petistas têm interesses distintos na parceria: Mercadante não quer o PMDB paulista forte, o que pode atrapalhar seus planos na disputa pelo governo estadual em 2014. Já Pimentel paga a fatura com os peemedebistas mineiros pelo apoio a Patrus Ananias na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte no ano passado, e abre as portas para uma nova aliança no ano que vem.

A escalada do tráfico de drogas no Plano Piloto

No primeiro mês de 2013, a polícia efetuou 41 flagrantes de comércio de entorpecentes na área central, que inclui Rodoviária e Esplanada dos Ministérios, e nas asas Sul e Norte. Esse número é 36,6% maior do que o registrado em janeiro do ano passado. Outro dado preocupa: enquanto a taxa desse tipo de crime é de 70,8 casos por 100 mil habitantes no DF, a proporção no Plano é de 159 ocorrências para o mesmo grupo. Especialistas apontam o alto poder aquisitivo e o grande volume de pessoas que circulam nessa região como fatores que atraem os traficantes.

Duro golpe na violência doméstica

Mais uma arma contra a violência doméstica, a responsabilização financeira dos agressores começa a se tornar realidade no país. Saiu a primeira sentença judicial do Brasil condenando um homicida enquadrado na Lei Maria da Penha a reembolsar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores gastos pela União no pagamento da pensão devida aos dois filhos menores da mãe assassinada.

Papa convoca multidão para renovar a Igreja

Em celebração dominical na Praça de São Pedro, Bento XVI conclamou os fiéis a fazerem orações para ele e para o seu sucessor: “Eu imploro para que vocês rezem por mim”.

Rafael Correa comemora vitória no Equador

Empurrado pela certeira combinação de estabilidade política e bom momento econômico no Equador, o presidente Rafael Correa conquistou ontem seu terceiro mandato. Três pesquisas de boca de urna apontavam na noite de ontem uma vitória com 61% dos votos para o líder do Movimiento Alianza PAIS, índice mais do que suficiente para garantir a conquista no primeiro turno. Em segundo lugar, apareceu o ex-banqueiro Guillemo Lasso, do Partido Creando Oportunidades, com 20%. O ex-presidente Lucio Gutiérrez, do Partido Sociedade Patriótica, veio em terceiro, com 5,7%, segundo as pesquisas.

Pesquisa

Navios superequipados garantem a continuidade do programa brasileiro na Antártida.

Folha de S. Paulo

Congressistas adiam transferência a novo partido de Marina

Com receio de que o novo partido da ex-senadora Marina Silva não consiga ser oficializado para concorrer às eleições de 2014, parlamentares que estavam em negociação decidiram adiar a mudança para a Rede, nome escolhido para a legenda. A ideia de Marina e seus interlocutores é fazer uma nova rodada de conversas quando o cenário para formalizar o partido estiver mais claro.

Para ser criado, a Rede precisa recolher 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados. Esse processo precisa ser concluído até setembro deste ano para que a nova sigla seja credenciada para participar das eleições de 2014.

A expectativa de Marina era apresentar no lançamento da Rede uma bancada de pelo menos seis deputados federais, mas só três foram anunciados como fundadores: Domingos Dutra (PT-MA), Walter Feldman (PSDB-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ).

Rafael Correa vence eleição com folga no Equador

O presidente equatoriano Rafael Correa foi reeleito ontem com 56,7% dos votos para seu terceiro mandato,de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, que projetou o resultado a partir da apuração de votos em quase 40% das seções eleitorais. O segundo colocado, o ex-banqueiro da Opus Dei Guillermo Lasso, ficou com 24% dos votos na projeção.

Mais cedo, a boca de urna do instituto Cedatos apontava uma vitória arrasadora de Correa, com 58,8% dos votos. "Nem um passo atrás. Ou mudamos o país agora, ou não o mudamos mais", disse Correa na sacada do Palácio de Carondelet, sede do governo equatoriano, após conhecer o resultado. "Estamos cumprindo o sonho da pátria pequena, o Equador, e da pátria grande, a América Latina. Aqui já não mandam mais os países poderosos, os meios de comunicação. Aqui manda o povo equatoriano."

Bando com 18 veículos invade centro logístico e leva celulares

Um grupo de 30 homens encapuzados, armados de fuzis e pistolas, invadiu um condomínio logístico em um carro disfarçado, renderam os seguranças, ficaram três horas no local e usaram caminhões para roubar uma carga de celulares em Campinas (93 km de São Paulo).

O roubo ocorreu na madrugada de ontem no Centro Logístico Brasil, um condomínio de galpões que fica no entroncamento das rodovias Anhanguera e D. Pedro 1º. No local, funciona uma unidade da multinacional espanhola Celistics, empresa que atua no setor de logística e transporte de equipamentos eletrônicos.

Brasil registra três incidentes aéreos a cada quatro dias

Em 21 de janeiro de 2012, um voo da Avianca que acabara de decolar de Brasília rumo a João Pessoa voltou ao aeroporto sem explicação além do "por problemas técnicos" aos passageiros. Na pista, um certo cheiro de fumaça na cabine e carros de bombeiros em torno do Fokker-100 -que a empresa chama pela designação alternativa MK-28 a fim de driblar a memória do protagonista de grave acidente em 1996 ao decolar de Congonhas.

Havia fogo a bordo, controlado pela tripulação. Ninguém soube, mas esse foi um dos incidentes aéreos que a Aeronáutica considerou graves nos últimos três anos no Brasil. Não houve feridos; a Avianca não comenta o caso. De janeiro de 2010 a novembro de 2012, foram 801 incidentes aéreos no Brasil, dos quais 23 graves (como o da Avianca) e outros 778 de menor gravidade, segundo dados da Aeronáutica obtidos pela Folha com base na Lei de Acesso à Informação.

No submundo da internet, mercado fatura com drogas

No Silk Road, todo comércio é possível. Esse grande mercado na internet vende vários tipos de droga (de haxixe do Marrocos a cocaína da Holanda e cogumelos dos EUA), remédios controlados, equipamentos para hacking e espionagem, joias falsas, pacotes de conteúdo pornográfico.

Criado há dois anos, o serviço é investigado pela polícia dos EUA, mas continua no ar porque está escondido na "deep web", a internet profunda, espaço da rede só acessível usando o Tor, um browser para navegação anônima.

Nele, os sites têm endereços cifrados e não podem ser encontrados por mecanismos de busca tradicionais, como o Google. Ao todo, o Silk Road movimenta cerca de R$ 2,4 milhões por mês, segundo Nicolas Christin, da Universidade Carnegie Mellon (EUA), autor do primeiro estudo sobre o site.

Governo do Rio omitiu 35 dias ao informar viagens de Cabral

O governo do Rio omitiu 35 dias de viagens do governador Sérgio Cabral (PMDB) ao prestar esclarecimentos sobre as viagens internacionais que ele fez em seu primeiro mandato à frente do Estado. Documentos obtidos pela Folha com base na Lei de Acesso à Informação mostram que, de 2007 a 2010, o governador ficou pelo menos 134 dias no exterior ao participar de 27 missões oficiais.

Em maio do ano passado, nota preparada pela assessoria de Cabral informou que o governador passara 99 dias fora do país -ou seja, 35 dias a menos do que revelam os documentos obtidos agora. A nota divulgada no ano passado foi uma resposta a um questionamento feito pela Folha na época em que foram divulgadas fotos de Cabral com o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, em Paris.

Assessoria diz que só divulgou eventos públicos

A assessoria do governo do Rio justificou as divergências entre os relatórios oficiais do governo e a lista de viagens divulgada no ano passado dizendo que a relação só indicava os dias em que o governador Sérgio Cabral (PMDB) teve compromissos públicos. "A divulgação não foi em relação ao tempo em que o governador ficou fora do país e, sim, aos dias em que ele teve agendas oficiais no exterior que mereceram publicidade", diz a nota do governo.

Comissão paulista investiga visitas ao Dops

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo realiza hoje a primeira audiência pública do ano para discutir indícios de relações entre representantes da Fiesp e do consulado dos Estados Unidos com órgãos da repressão durante a ditadura militar (1964-1985).

Membros da comissão paulista vão apresentar cópias dos livros onde eram registradas as entradas e saídas de funcionários e visitantes do extinto Dops (Departamento de Ordem Política e Social), um dos principais órgãos da repressão em São Paulo.

PT busca confronto com gestão tucana

A comparação de dados com as gestões do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) na Presidência vai nortear os seminários que o PT fará, a partir desta quarta-feira, para exaltar os dez anos do partido à frente do Palácio do Planalto.

O PT elaborou o documento confrontando indicadores sociais e econômicos do governo "neoliberal" do PSDB aos dos mandatos "desenvolvimentistas" de Lula e Dilma Rousseff, estrelas do evento inaugural, em São Paulo, onde a cartilha será distribuída.

Parte de fachada de hospital inaugurado por Ivete desaba

Uma estrutura metálica desabou ontem no Hospital Regional Norte, em Sobral (240 km de Fortaleza), e feriu uma pessoa. O acidente ocorreu menos de um mês após a unidade ser inaugurada pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), com um show da cantora Ivete Sangalo. Na época, o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Federal questionaram o valor do cachê de R$ 650 mil pago à cantora.

A estrutura era parte da fachada do hospital e caiu durante um "serviço de ajuste", segundo o governo do Ceará. Um dos operários que participavam da obra sofreu uma pancada no braço e foi levado à Santa Casa municipal.

Blogueira cubana deixa país e viaja para o Brasil

A blogueira e ativista política cubana Yoani Sánchez embarcou ontem em Havana com destino ao Brasil, a primeira parada de uma viagem de 80 dias por cerca de dez países. Yoani, que nos últimos anos recebeu mais de 20 recusas do governo de Cuba para poder viajar ao exterior, disse estar "feliz" por ter conquistado esse direito.

O Globo

Indústria do país perde US$ 14 bi em exportações

O ano de 2013 será crucial para o posicionamento dos países no xadrez do comércio mundial. Os emergentes devem tomar a liderança nas vendas, enquanto a crise assola as nações desenvolvidas. Nessa arrancada, o Brasil pode estar fadado a continuar um grande vendedor de commodities (produtos básicos com cotação global, como soja, minério de ferro e petróleo), já que a apatia da indústria faz o país perder cada vez mais espaço em destinos prioritários. Desde o inicio das turbulências, em 2008, até 2011, a falta de agressividade do setor custou US$ 14 bilhões ao país, segundo levantamento feito pelo GLOBO. O montante eqüivale à fatia do mercado de exportações perdida nesse período nos principais destinos.

O dado não leva em conta 2012, porque as estatísticas dos outros países ainda não foram fechadas. Por aqui, o total das vendas externas caiu, bem como as exportações do setor industrial. E o cenário tende a piorar neste momento decisivo já que, apesar de ser a sétima maior economia do mundo, o Brasil está em 112º lugar no ranking de investimentos feito pela Agência de Inteligência Americana (CIA). É o pior colocado dos Brics — sigla para o grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul. Já entre os sul-americanos, só está à frente do Paraguai. O Brasil investe 18,9% do Produto Interno Bruto.

Tortura e abandono em Hospitais de Custódia

Hospitais de custódia usados para abrigar pessoas com transtornos mentais e em conflito com a lei são potenciais espaços de tortura, conforme constatação de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de visitas feitas no país. O Subcomitê de Prevenção da Tortura (SPT), vinculado à ONU e com a participação do Brasil, concluiu um relatório sobre a privação de liberdade em quatro estados e incluiu impressões sobre instituições que deveriam oferecer tratamento psiquiátrico a loucos infratores. O Centro de Tratamento em Dependência Química Roberto Medeiros, um dos três manicômios judiciários em funcionamento no Rio de Janeiro, é citado no relatório com apontamentos sobre tortura. O documento foi encaminhado à Casa Civil e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

PI: duas décadas em manicômio, sem laudo

Algemado, a caminho de uma audiência no interior do Piauí, Francisco das Chagas Diolindo, de 20 anos, está dopado por medicamentos. Fala pouco. E o pouco que diz é sobre as músicas que compõe no cárcere. Há quase um ano, Diolindo foi absolvido de um crime em razão de um transtorno mental e começou a cumprir medida de segurança no Hos-pitai Penitenciário Valter Alencar. Passa os dias e noites numa cela, trancada o tempo todo por agentes penitenciários.

Planalto se arma na volta do Congresso

Depois de quase duas semanas de "férias" sem votações, e com o feriado prolongado do carnaval, o Congresso retoma hoje os trabalhos com o impasse em relação à votação do Orçamento da União de 2013 e dos três mil vetos presidenciais. A votação do Orçamento, marcada inicialmente para amanhã à noite, corre o risco de ser adiada pela própria operação do governo, que quer primeiro que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome uma decisão final sobre a tramitação dos vetos.

A prioridade do Palácio do Planalto é impedir a votação dos vetos, e por isso o governo marcou uma reunião de emergência para hoje à tarde para discutir os dois temas. Entre os líderes aliados, alguns apostam no adiamento da votação do Orçamento por causa do pedido do governo, mas outros querem fazer prevalecer a autonomia do Legislativo. Já a oposição exige o cumprimento do acordo feito na semana passada, informalmente, com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN): votar os três mil vetos — em bloco, com votação em separado apenas do veto dos royalties do petróleo — e, em seguida, o Orçamento.

SC: governo vái ampliar ações contra atentados

O governo de Santa Catarina anunciou ontem a ampliação das ações contra ó crime organizado. O governador Raimundo Colombo (PSD) não quis adiantar o que será feito, mas afirmou que novas operações da polícia estadual acontecerão já no início desta semana, com a participação das tropas da Força Nacional, que chegaram ao estado na sexta-feira sem data para retornar a Brasília.

‘Eu fiz o que tinha que ser feito'

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), defendeu-se ontem das críticas de que demorou para agir no combate aos ataques do crime organizado no estado. Em entrevista ao GLOBO, Colombo disse que preferiu sacrificar sua popularidade e desencadear a operação de transferir 40 presos para presídios federais e cumprir 97 mandados de prisão de suspeitos somente 18 dias após iniciada a onda de atentados ordenada por bandidos de dentro das cadeias.

Depois do show de Ivete, o desabamento

Há um mês, o governador do Ceará, Cid Gomes, pagou R$ 650 mil para que a cantora Ivete Sangalo fosse à inauguração do Hospital Regional, em Sobral, que não funciona até hoje. Com problemas de drenagem, a marquise desabou ontem após chuva forte, ferindo um operário.

Enfim, Yoani deixa Cuba

A blogueira dissidente cubana Yoani Sánchez embarcou ontem para o Brasil, após cinco anos tentando em vão sair da ilha, impedida pelo regime dos irmãos Castro. Ela celebrou no Twitter o fato de não ter sido interrogada nem advertida sobre o que poderia dizer fora do país.

Vitória no Equador: Correa se reelege com 61% dos votos

O presidente do Equador, Rafael Correa, ganhou um inédito terceiro mandato em seu país já no primeiro turno das eleições, com 61% dos votos, de acordo com pesquisas de boca de urna. Analistas temem que Correa busque maior controle do Judiciário e da imprensa.

Recados no Vaticano: Papa pede fim do egoísmo na Igreja

O Papa Bento XVI aproveitou sua penúltima aparição dominical para apelar pelo fim do egoísmo na Igreja Católica e defender sua renovação. O clima de despedida atraiu mais de 50 mil fiéis ao Vaticano. Em São Paulo, o cardeal Odilo Scherer criticou as especulações sobre a renúncia.

Hector Babenco entre a fé o fomento

Desanimado com as políticas de financiamento ao cinema no Brasil, o diretor volta a filmar depois de sete anos em um longa coletivo sobre a fé, “Words with gods”, produzido pelo cineasta mexicano Guillermo Arriaga.

Ciência: o impacto ambiental do incêndio na Antártica

Especialistas do Ibama avaliam os danos causados pelo incêndio na antiga estação e pela montagem de novos módulos.

O Estado de S. Paulo

TRE paga R$ 5,3 milhões em bônus a 41 servidores

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo abriu os cofres e pagou R$ 5,34 milhões a um grupo de 41 servidores - todos funcionários administrativos - em dezembro de 2012. O mais bem aquinhoado, Dogival dos Santos Hipólito, secretário judiciário, levou de uma só vez R$ 300.089,55 a título de Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Os dados estão disponíveis no site do tribunal.

O TRE informou que a verba de fim de ano - liberada a toque de caixa enquanto cresce a fila de precatórios - teve respaldo em acórdão da própria corte, relatado em votação unânime no dia 8 de novembro.

O tribunal alega que a VPNI foi paga a servidores efetivos que exerceram funções comissionadas entre 1998 e 2001. Pelo exercício do cargo de confiança, teriam direito a uma gratificação denominada quinto. A cada ano no exercício da função, eles fariam jus à incorporação, em seus subsídios, de uma quinta parte do adicional. Os servidores agora contemplados com os R$ 5,34 milhões - valor corrigido com juros de mora - alegaram não ter recebido a VPNI, e por isso a pleitearam perante o próprio tribunal.

Tribunal afirma que funcionários têm direito a benefício

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo afirmou que o pagamento da verba intitulada Vantagem Pessoal Nominalmen­te Identificada (VPNI) contem­pla um direito de seus funcioná­rios que não incorporaram ao sa­lário uma gratificação a que fa­ziam jus por terem ocupado car­gos de confiança 15 anos atrás. "Foi uma decisão do tribunal que reconheceu um direito devi­do aos servidores que remonta a 1998, após pareceres favoráveis dos órgãos técnicos."

Forma de publicar dados contraria Lei de Acesso

A divulgação por parte do Tri­bunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) das verbas even­tuais recebidas por seus servido­res - além do salário propriamen­te dito - é um avanço em relação à transparência, mas está em desacordo com o princípio dos "dados abertos", um dos itens principais da modernização da administração pública. A corte publicou os dados em um forma­to dito "fechado": o JPEG, usado em fotografias digitais.

Projetos sobre dados triplicam no Congresso

A passagem da Lei de Acesso à Informação pelo Congresso inspirou projetos recentemen­te apresentados por deputa­dos e senadores. Em 2012, ano que a lei entrou em vigor, tripli­cou o número de proposições que abordam mecanismos de transparência de órgãos públi­cos ou formas de acesso a da­dos do governo, assuntos rara­mente lembrados até então.

No ano passado, 18 projetos de lei ou Propostas de Emendas à Constituição (PECs) foram apresentados - 5 no Senado e 13 na Câmara. O número é peque­no diante dos cerca de 2,6 mil textos protocolados nas duas Casas, mas mostra que a temática da transparência já não passa despercebida, de acordo com le­vantamento feito pelo Estado entre 2008 e 2012.

Comissão vai apurar ida de civis ao Dops

A Comissão Estadual da Ver­dade Rubens Paiva quer inves­tigar as possíveis relações en­tre os serviços de repressão e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no período da ditadura mili­tar. O anúncio oficial da inves­tigação deve ocorrer hoje, du­rante uma audiência pública programada para as 14 horas, no Auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa.

A decisão da comissão foi to­mada dias atrás, após o Arquivo Público do Estado tornar públi­co o conteúdo de uma série de livros com o registro de pessoas que entravam e saíam da ala de delegados e diretores do antigo Departamento de Ordem Políti­ca e Social (Dops). Aqueles docu­mentos revelam que um dos visitantes mais assíduos era Geral­do Resende de Mattos, identifi­cado pelos funcionários que fa­ziam as anotações nos chama­dos livros de portaria como re­presentante da Fiesp.

Fonteles quer revisão da ditadura em livro didático

O ex-procurador Geral da Repú­blica Cláudio Fonteles, um dos integrantes da Comissão Nacio­nal da Verdade, quer que seja fei­ta revisão da história do Brasil durante o governo militar, inicia­do em 1964, nos livros didáticos usados em todas as escolas mili­tares, assim como nas publica­ções usadas em escolas civis.

"Se você tem a lei que diz que o que aconteceu neste País foi um Estado que violou gravemente os direitos da pessoa humana, co­mo é que isso se concilia com vo­cê ensinar aos jovens, aos escola­res e mesmo àqueles jovens que devem fazer a carreira militar, que o papel deles é de interferir no processo político violenta­mente, torturar e matar? Não po­de. É uma afronta ao quadro nor­mativo", disse Fonteles, no pro­grama É Notícia, da Rede TV, gra­vado na sexta-feira e previsto pa­ra ir ao ar às 23 horas de ontem.

Crise ameaça usinas de cana do País

Das 330 usinas de açúcar e etanol do Centro-Sul, responsáveis por 90% da cana processada no País, 60 deverão fechar ou mudar de dono nos próximos anos. Problemas de gestão, perda de produtividade e falta de capital para renovar o canavial são alguns dos problemas.

Candidato do papa seria o italiano Scola

A imprensa italiana avalia que um encontro entre Bento XVI e o Arcebispo de Milão, Angelo Scola, é sinal de que o cardeal é o preferido do papa para sua sucessão. O secretário de Estado, Tarcisio Bertone, por sua vez, estaria trabalhando por Gianfranco Ravasi, também italiano.

Acionistas agem para reerguer a Usiminas

Investidores minoritários conseguem colocar representante no conselho e tentam reverter situação da siderúrgica, que perdeu 75% de valor de mercado em cinco anos.

Correa se reelegeu no Equador, diz boca de urna

Pesquisas de boca de urna mostram que o presidente Rafael Correa foi reeleito para seu terceiro mandato no Equador. Ele teria 61,5% dos votos. Seu rival mais próximo, 20%.

Sem incidentes, Yoani Sánchez deixa Cuba

Após 20 tentativas fracassadas de sair do país, a blogueira Yoani Sánchez embarcou ontem para o Brasil. Seu voo chegaria no Recife nesta madrugada.

Governador de SC admite erros antes de ataques

O governador Raimundo Co­lombo (PSD), de 52 anos, chega para receber os jornalistas com uma calça de ginástica e uma ca­misa esportiva branca. Cumpri­menta os sete profissionais que o aguardavam na residência ofi­cial, na tarde de ontem. Diz que sentiu ter tirado um peso dos ombros depois da operação e admitiu que "errou" no caso que provavelmente deu origem aos ataques. Segundo afirma, também foi obrigado a dizer que não queria a presença da Força Nacional de Segurança para garantir o impacto das medidas. Católico fervoroso, Co­lombo conta que rezou todas as manhãs para pedir que sua vai­dade não atrapalhasse o proces­so. A fé, ele afirma, o ajudou a manter o segredo da operação, apesar das fortes cobranças.

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